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    TRINTA SINAIS INEGÁVEIS QUE INDICAM QUE ESTAMOS NO FIM DOS TEMPOS - PARTE 2 2. Epidemias A advertência em Mateus 24 também implica que haverá um aumento significativo nas pestes em uma escala global. O livro do Apocalipse, que entra em grade detalhes

    TRINTA SINAIS INEGÁVEIS QUE INDICAM QUE ESTAMOS NO FIM DOS TEMPOS - PARTE 2

     
     
     
    2. Epidemias
     
    A advertência em Mateus 24 também implica que haverá um aumento significativo nas pestes em uma escala global. O livro do Apocalipse, que entra em grade detalhes sobre o fim dos tempos, descreve um cenário muito perturbador, em que muitos milhões perecerão. Como isto acontecerá? Em anos recentes, tivemos uma grande epidemia global — o HIV/AIDS — e outra — a Gripe Suína — que ainda está ocorrendo. Acredita-se que ambas tenham sido criadas deliberadamente em laboratórios.
    Nos últimos milhares de anos, a humanidade esteve exposta às doenças que ocorrem de forma natural, como a malária, varíola, tifo, cólera e a peste bubônica, mas a medicina moderna reduziu grandemente o efeito delas. Portanto, para uma peste em escala de fim dos tempos ocorrer, é quase certo que terá de ser criada pelo próprio homem. Somente nos últimos trinta anos é que se tornou possível desenvolver vírus letais capazes de causar mortes nessa escala.
     
    3. Fomes
     
    A advertência em Mateus 24 também faz referência às fomes. Novamente, a escala implicada precisa ser global, com um alto número de vítimas. Os avanços na agricultura e na tecnologia das colheitas permitiram que o mundo atendesse às crescentes necessidades de mais alimentos. Assim, para que a fome generalizada predita por Jesus aconteça, podemos esperar que algum tipo de doença afete as plantações em todo o mundo.
    Existe um vínculo forte entre as fomes e as pestes. Os tipos de pestes preditas por Jesus poderão afetar não apenas os seres humanos, mas também as plantações e os animais. Se este for o caso, então doenças criadas pelo homem muito provavelmente serão a causa. Como a tecnologia genética necessária para criar doenças desse tipo somente se tornou disponível nos últimos trinta anos, o cenário predito por Jesus Cristo não podia ter aparecido antes do fim do século 20.
     
    4. Crise Econômica
    Embora a Bíblia não contenha uma profecia explícita sobre as condições econômicas imediatamente antes do fim dos tempos, essa eventualidade pode ser inferida a partir de profecias relacionadas. Além disso, a Bíblia declara que durante a Tribulação, qualquer um que não tiver a necessária identificação aprovada pelo governo — o "sinal da besta" — ficará impedido de comprar ou vender. Ela também observa que a queda de Babilônia (muito possivelmente uma referência aos EUA) terá um impacto devastador sobre os mercados e o comércio:
    "Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome." [Apocalipse 13:17].
    "E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro." [Apocalipse 14:9-10].
    "E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória. E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável. Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação, e os reis da terra fornicaram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias." [Apocalipse 18:1-3].
    Como os EUA conquistaram o Iraque, que é o nome moderno da antiga Babilônia, é tecnicamente correto descrever Babilônia como território americano.
    Na falta de outros sinais que proclamem o fim dos tempos, uma crise na economia mundial não necessariamente se qualificaria como um sinal. Entretanto, quando vista como parte de um padrão mais amplo, a crise econômica é impossível de ignorar. Há muito tempo que os Illuminati indicam que querem impor uma moeda global, preferivelmente na forma eletrônica, usando a tecnologia dos microcircuitos. A China, a Rússia e a ONU já propuseram, cada uma de forma independente, uma alternativa global para o dólar como uma moeda de reserva internacional. Isto sugere fortemente que a criação de uma moeda mundial é iminente. Para que isto ganhe aceitação generalizada, é necessário que o sistema atual de moedas seja desacreditado. Isto já está sendo feito por meio da destruição tanto do dólar quanto da economia norte-americana, que, quando finalmente caírem, arrastarão para baixo a economia mundial. Esta estratégia é central no plano dos Illuminati de solapar a soberania dos EUA e impor um governo mundial único.
    Os Illuminati têm o controle total sobre o suprimento de ouro no mundo. Orquestrando uma alternação para a moeda fiduciária (o papel-moeda impresso) nos anos 1970s, eles armaram a destruição do dólar por meio da inflação. Sem um vínculo com o ouro ou a prata, uma moeda fiduciária não é nada mais que um instrumento de trocas. Como uma reserva de valor, ela é virtualmente inútil e não é confiável. Assim, o conjunto agregado das poupanças mundiais pode ser contraído severamente da noite para o dia se a principal moeda fiduciária, o dólar americano, entrar em colapso. Como os Illuminati também controlam o sistema bancário internacional, podemos esperar que maximizem suas aplicações em ouro e prata físicos antes do calapso do dólar — o que eles já estão fazendo. Como Tiago escreveu:
    "Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai, por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas de traça. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias." [Tiago 5:1-3].

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    Sete mentiras que Satanás quer que acredites Texto Básico: João 8:44 “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando

    Sete mentiras que Satanás quer que acredites

    Texto Básico: João 8:44 “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.”Ele está dirigindo-se à semente da perdição. Tu sabes que existem duas sementes sobre a Terra: As ovelhas e os cabritos, o joio e o trigo. E Deus está falando da descendência de Satanás.

    Então, há pessoas sobre esta terra que são filhas do diabo. E Satanás tem desejos e um dos seus desejos é ensinar coisas para que as pessoas creiam em mentiras. Que esta Palavra venha iluminar os olhos do coração e acima de tudo, trazer certeza e confissão de fé ao povo do Senhor!

    Oremos ao Pai:

    Senhor Jesus, só o Teu Espírito pode perscrutar as profundezas do Teu coração e revelar-nos o que vai no íntimo do Teu ser, Pai. Então, nesta hora, porque graciosamente, foi-nos revelado o que está na intimidade do Teu coração. Nós queremos agora, ouvir a respeito desses mistérios, Pai; mistérios que estiveram ocultos desde os tempos eternos, mistérios que, quando revelados à Igreja trazem força, fazem o povo ser forte, ativo, corajoso, destemido, audaz, firme, Senhor. Portanto, Deus, revela-nos a cerca desses mistérios que estiveram escondidos, mas agora são parte da vida do nosso Ministério e do telespectador, do internauta, daquele que nos ouve ao vivo pela difusora de Duque de Caxias, para toda Baixada Fluminense, em Nome de Jesus.

    Que todo povo de Deus dga Amém!

    Na quarta-feira passada, nós falamos sobre: Tipos de pessoas com as quais Deus não se envolve e nem pode salvar. Falamos profundamente, sobre as duas sementes: a semente da salvação e a semente da perdição. O próprio Cristo deixou isto claro dizendo: João 10:26 e 27 “Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.”

    Hoje, nós falaremos sobre: SETE MENTIRAS QUE SATANÁS QUER QUE TU ACREDITES. Nós começamos por ler esta passagem bíblica em que Jesus fala aos filhos do diabo que eles não têm outros desejos a não ser satisfazer ao diabo. Lembremos que o diabo é o Pai da mentira. E tudo o que ele dizé mentira.

    Então, quando uma pessoa vai às cartas da cigana, vai ao diabo, é mentira. Quando a pessoa pega um horóscopo, lá está uma mentira. Quando a pessoa pede para ler as mãos, ainda que pareça verdade, é uma mentira. Quando alguém diz que falou com um morto, e que a vovó tinha a voz dele, na realidade, é uma mentira;  tudo o que o pai da mentira diz é mentira.

    Todos nós sabemos que Satanás é mentiroso, ele mente. A Bíblia deixa claro que ele é o pai da mentira, ela diz que há pessoas que querem satisfazer os desejos do mentiroso. Ou seja, o pai da mentira promulga situações, cria idéias, joga dardos e há pessoas que têm, dentro do seu DNA, o desejo de dizerem que satisfarão ao diabo.Há pessoas que sabem que é mentira, mas vão em frente com a mentira. São a semente da perdição.

    Portanto, a minha pergunta é o início do meu sermão: Se todo mundo sabe que Satanás é o pai da mentira, por que as pessoas mentem, não sendo por vezes, semente dele?

    Nós estamos aqui diante de algo muito importante. Porque há pessoas que se habituam a mentir e acabam por acreditarem em suas próprias mentiras. Outros mentem porque faz parte de seu DNA. A pessoa é do diabo; ele é mentiroso. Por isso, a pessoa mente porque faz parte de seu caráter ou da falta de caráter, ou de seu DNA.

    Mas, a pergunta é: Por que a pessoa, que não é semente do diabo, mente; sabendo que a mentira é coisa do diabo? Eu quero dizer que todos nós, todos, começando pelo altar, todos, em algum momento da nossa vida, especialmente, antes de termos Jesus, já fomos dominados pelo espírito da mentira. E, naturalmente, é uma luta que todos nós tivemos que travar e temos que travar diariamente, com o nosso coração. Porque há pessoas que dizem que nunca mentiram, ora se uma pessoa diz isso, ela já está mentindo. Evitar a mentira é uma batalha.

    Satanás quer que o povo da verdade use a mentira. Essa é a grande arma do mentiroso. Ele quer que o povo do Senhor  acredite nas mentiras dele, outra grande arma do mentiroso.Então, nós sabemos que é grande a luta do coração do crente, para combater e rechaçar qualquer tipo de mentira porque a mentira é uma arma de Satanás. Há pessoas que mentem muito.

    Eu conheci várias pessoas nesses trinta anos que mentiram tanto e mentiam tanto que elas acreditavam em sua própria mentira; mentiam com a maior cara lavada,  porque não sabiam quem era o autor desse espírito que as levava à mentira.

    Faz-me lembrar aquela ilustração que eu ouvi de um velho pregador africano: Um pai tinha um filho adolescente que mentia muito. Em tudo o filho mentia. Então, o pai procurou o médico psiquiatra e disse que foi pedir ajuda porque seu filho, desde que acorda até que dorme, vive mentindo. O pai perguntou o que deveria fazer para acabar com a mentira do seu filho, pois isso o incomodava, fazia-lhe mal. E o médico psiquiatra disse que daria uma receita que acabaria com a mentira do filho. Pediu para o pai pensar numa história, numa mentira, na maior mentira que pudesse contar ao filho. Porque, quando ele ouvisse aquela mentira, se chocaria e pararia de contar mentiras.

    O pai chamou o filho: “Vem aqui Joãozinho. Eu vou  te contar uma história que se passou comigo.” O pai estava sendo indicado pelo médico para agir assim. “Meu filho, papai estava jogando golfe e de repente, sai do meio do mato um cachorrinho poodle marrom. Ele veio e tentou me morder. E eu bati nele com o taco do golfe, ele correu para dentro do mato. Naquele instante vinha saindo um gorila de uns quinhentos quilos. Aquele poodle partiu para o pescoço do gorila. Deu-lhe uma mordida; lançou-o no ar; lançou o gorila para dentro de um lago; correu lá deu-lhe mais umas mordidas; arrancou-lhe os olhos; abriu-lhe o estômago; afundou o gorila que morreu. Meu filho, você acredita nesta história?” E o filho disse que acreditava sim. E o pai perguntou por quê? E o filho disse que aquele cachorro era o seu cachorro. Ele já tinha contado tantas histórias mentirosas do cachorro!

    Então, eu quero dizer o seguinte, amado: A mentira é uma questão social, é uma questão social e espiritual. Quando  se rejeita a verdade, o que sobra? A mentira. E há coisas que o próprio Satanás atira como dardos mentirosos para que creiamos.E eu digo que a mentira destrói a pessoa, a família, o casamento, os filhos, a alma, a esperança, os sonhos, os negócios. Vejamos novamente, em João 8:44 “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.”

    O que é próprio do diabo é mentira. Significa que quando um cristão mente, ele mostra a sua ligação com o diabo. Porque fala do que lhe é próprio. Se o cristão mente, ele fala da sua ligação com o diabo.

    Nós evangélicos estamos sendo educados, disciplinados, treinados com as verdades Bíblicas. Eu te digo: luta sempre contra a mentira. Rejeita tudo o que não for verdade. Porque, se tu rejeitas a verdade, tu és forçado a crer na mentira.

    Em nosso país é normal a sociedade rejeitar a verdade. Tu não vês, na nossa sociedade, muitos sinais da verdade. Tu não vês Bíblias nas escolas, nem as repartições públicas, nas mesas dos grandes empresários, governantes. Tu não vês sinais da verdade.

    Então, onde não há verdade, a mentira entra. Como é que Davi disse no Salmo 2:11 e 12 “Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor. Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.” Serve com verdade, com temor e tremor.

    Portanto, quando Ele diz para beijar o Filho é para amarmos a Jesus. Então, Jesus está falando através da Sua Palavra! Beijar significa o que? amor! Ele disse para amarmos a Jesus, senão Ele se irrita. Se não houver temor e tremor Ele irrita-se.

    O nosso país tem rejeitado a verdade frontalmente, contra Deus. Por exemplo, quando concorda com o casamento, ou com a união de pessoas do mesmo sexo. A verdade é que Deus fez um homem e uma mulher. Ele disse: Uni-vos e multiplicai-vos. Só na multiplicação, portanto no gerar filhos, está se consumando o casamento.

    Ora, se duas pessoas do mesmo sexo unem-se e não podem procriar não podem ter filhos, é contra Deus. Por isso, diz em Levítico 20:13 “Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles.” Ou então, se uma mulher deitar-se com uma outra mulher como se fosse um homem, ambos praticaram coisa abominável.

    Sabes o que Deus fazia com as pessoas que praticavam homossexualismo ou lesbianismo? Elas eram mortas. Deus disse que o povo que tem cultura judaico- cristã tem que saber que Deus olha o homossexualismo como uma coisa abominável porque ele disse que o sangue cairá sobre eles.

    Quando uma pessoa aceita o aborto livre, na realidade, está praticando uma coisa abominável. Quando uma pessoa apóia a descriminalização da droga, aceitando a droga, isto é abominável. Na semana passada saiu publicada uma notícia na Inglaterra dizendo que se casaram um brasileiro com um inglês. Eles foram à televisão dizendo que agora, terão que engoli-los.

    Nós não engoliremos isto não, amados! Nós amamos os homossexuais, mas somos contra as práticas homossexuais. Porque homossexualismo é abominação diante do Pai. E se alguém pensar que isto é progresso, eu digo o que não é progresso, é diabolismo.

    Quem rejeita a cultura cristã, abre as portas ao demônio. No nosso país aceita-se a feitiçaria como religião. Os cultos pagãos às entidades, hoje, dizem: Pastor, tu não podes falar disso porque pela constituição nós temos que respeitar todas as religiões. Este Ministério respeita todas as religiões. Mas na Bíblia Sagrada, Deus não permitia que os feiticeiros sobrevivessem, para proteger a santidade de Israel. Deus mandava matar os feiticeiros. Hoje nós temos que respeitá-los porque a constituição manda respeitar. Nós respeitamos, mas não aceitamos.

    Muitas Igrejas rejeitam a verdade quando dizem ao seu povo ter cuidado com as doenças sexualmente transmissíveis, mandando-o usar camisinha quando andar na rua. Vida sexual segura é a vida sexual protegida por Deus dentro do casamento. “Pastor, mas como é que eu faço? Eu sou um solteirão inveterado. Eu tenho trinta e cinco anos e estou acostumado a andar com umas e com outras.” Ou te convertes ao Senhor, te absténs da vida sexual ou então, te casas! Há muita mulher aqui na Igreja para casar! Abstém-te! “Mas, Apóstolo, é difícil.” Então, casa-te! Paulo disse em 1 Coríntios 7:9 “Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado.” Porque promulga-se o sexo antes do casamento, em vez de promulgar a abstinência.

    “Pastor, o irmão é muito careta, é quadrado. Tu não vês como é que a coisa tem acontecido.”  Nós não nos conformamos com este século. Ou nós somos a diferença, ou somos “Maria vai com as outras.” Ou tu tens uma contra-cultura; por que onde estão os grandes problemas? Estão nas pessoas aceitarem as mentiras de Satanás.

    O que tem acontecido com os dez mandamentos, com aqueles mandamentos que dizem: Não adulterarás? Malaquias disse que Deus odeia o repúdio. Mas a pessoa vem e diz: “Apóstolo, tu sabes, Satanás botou-me uma casca de banana. E eu estou muito feliz com a minha mulher, eu amo a minha mulher de paixão. Mas, Satanás colocou uma casca de banana e eu dei uma escorregada e quando eu acordei estava dentro de um motel com outra mulher.” Isto se chama casca de banana? Isto é moral cristã?

    “Pastor, mas espera aí! Paulo disse em Coríntios que a ninguém conhecemos segundo a carne. Então, a carne para nada aproveita.” É verdade. Este versículo diz isto. Mas, Deus diz também que aos que pervertem a Palavra Deus disciplina, corrige e açoita.

    Por isso, em 1 João 2:4 “Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.”Então, quando no Antigo Testamento uma pessoa adulterava, jogavam-lhes pedras. Tu lembras de uma mulher que foi apanhada em adultério, e foi levada a presença de Jesus para todo mundo atirar pedras? Hoje em dia atiram camisinhas. Dizem que o carnaval vem aí e todo mundo tem que usar camisinha. Ou então, lembram à população da pílula do dia seguinte. Esta é a nossa sociedade.

    Nós somos um povo lavado no Sangue de Cristo. Ou nós temos uma posição bíblica ou Satanás nos influenciará. Nós não somos a favor da pílula do dia seguinte e da camisinha. Nós somos a favor do casamento. Casou, manda brasa! Não casou? Abstenha-te! Eu estou falando sério.

    O que Salomão disse em Provérbios 5:15 “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço.” Deixa a água da cisterna do outro para o outro beber. “Pastor, mas no Brasil existem três mulheres para cada homem.” E daí? Tu achas que o fato de andar com muitas mulheres prova que és homem? Homem é aquele que faz a sua mulher feliz. Isso  é ser homem.

    Então, quem rejeita a verdade, envolve-se com a mentira. Eu quero fazer um apelo ao povo do nosso Ministério, aos que ouvem por rádio e televisão: Não aceites este mundo. Serve ao Senhor com temor. Beija o Filho para que Ele não se irrite. Porque só a verdade liberta, só Cristo dá vida. Só a unção, a misericórdia, o amor de Deus solucionam os problemas do ser humano.

    A primeira mentira que Satanás quer que tu acredites: Que a Palavra de Deus não é a verdade absoluta.

    Esta é a primeira mentira. Satanás costuma botar na cabeça das pessoas que Bíblia é papel; que ela não é a verdade absoluta. Mas, Deus desceu para escrever com o dedo Dele, através de homens que Ele usou para tanto. Muitas pessoas se perguntam: Será que a pessoa na hora de escrever não errou alguma coisa?” Não!

    Amados do Senhor Jesus, neste santo Ministério, nós dizemos que a Bíblia é a Única verdade absoluta; não existe mais nenhuma. Porque Satanás, desde o início, a luta dele é esta: Contestar a Palavra. Vejamos como foi em Gênesis 3:1 a 4 “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.” Deus disse que Eva iria morrer se comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal. Satanás disse que não morreria não! E deixou Eva comer. E ela comeu!

    Olha aí Satanás já querendo dar uma de Deus: Gênesis 3:5 “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.” E o homem foi e comeu. Desafiou Deus, suspeitou de Deus, achou que aquilo que Deus disse não seria verdade.

    Há pessoas que acham que satanás tem razão, por isso, não freqüentam a reunião de oração, aos cultos obrigatórios. Agora é tal pai, tal filho. Satanás diz que aquilo que Deus disse não deve ser assim. Nós dizemos que é assim, sim, é exatamente, como Deus diz em sua palavra.

    Gênesis 3:19 “No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.” Então, Deus disse: “Tu mentiste, aceitaste a mentira; morrerás; voltas ao pó.”

    Então, o pecado começa com uma fascinação da mente, que vai tomando forma, torna-se fruto dentro da pessoa e finalmente a pessoa come o fruto e morre. Como é um adultério? O adultério é assim: Começa com uma fascinação: “A minha mulher já não me dá aquela atenção.” “O meu marido já nem liga para mim.” “A minha mulher nem diz que eu sou o mais lindo da paróquia, mas eu tenho uma vizinha que todo dia diz.”

    Então, essa fascinação começa, vai tomando forma, a pessoa começa a pensar. E torna-se realidade quando a pessoa diz: Por causa de três minutos de prazer manchei a minha vida toda. O ódio! O ódio começa com o desejo de vingança e termina com um tiro na outra pessoa e cinqüenta anos de prisão.

    A depressão começa e de repente, a pessoa quando ficou muito deprimida, não resiste, não reage, vai ao médico e toma depressivos; toma tanta coisa que às tantas, ela está dependente de drogas. Adão e Eva rejeitaram a verdade. O pecado trouxe maldição e o inferno chegou. Por isso, nós temos que estar atentos com as mentiras porque diz no Salmo 53:1 “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam iniqüidade; já não há quem faça o bem.” Quem disse foi o insensato, o louco. Claro! Quando a pessoa diz que não há Deus, é corrompido, não faz coisas boas.

    Então, muitos dizem que não há Deus, quando chega o câncer, muitos perguntam onde está Deus e questionam-se; dizem que se Deus existisse não existiria câncer. A pessoa diz que não há Deus e começa a cheirar cocaína e quando torna-se um dependente diz que se Deus existisse, ela não seria dependente de drogas.

    Quando um médico diz que o cérebro já virou geleira, a pessoa pergunta onde está Deus. A pessoa que diz que não há Deus, quando tem sexo fora do casamento, pega uma doença contagiosa e o médico diz que tem seis meses de vida, aí a pessoa pergunta onde está Deus.

    Então, Deus leva essa questão a sério. E é preciso saber que Satanás quer porque quer, que tu acredites nas coisas dele. O povo judeu sempre foi um povo vencedor. Mas um dia, quando comandados por Josué, eles perderam uma batalha.

    Nós lembramos primeiro a mulher de Ló. Deus falou que iria destruir Sodoma e Gomorra. Pediu para todos os justos saírem de lá e todos saíram. De repente, a mulher de Ló olhou para trás. Ela transformou-se numa estátua de sal. Por que transformou-se numa estátua de sal? Porque quando ela olhou para trás, ela desejou continuar naquela cidade. Olhar é desejar, atrai desejos. “Mas, pastor, só foi uma olhada.” Meu amado, não existe pecado grande e nem pecado pequeno. Deus pediu para sair, a pessoa saiu e olhou. Se olhou, é porque desejou, virou estátua de sal.

    O que disse Paulo a respeito disto? Aqui é uma escola. Nós estamos aqui numa escola de cristianismo. 1 Coríntios 5:6 “Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?” Basta um pouquinho de mentira. Ela fermentará e levedará a massa toda.

    1 Coríntios 5:7 e 8 “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade.” É o que Satanás quer que as pessoas continuem com a malícia, maldade. Mas, nós não! Nós temos agora, os asmos da sinceridade e da verdade. Qual é o oposto da sinceridade e da verdade? A  maldade e a malícia. Uma pequena fofoca na Igreja destrói uma comunidade inteira. Isto é uma das coisas que eu sempre digo em todos os cultos praticamente; eu sinto uma dor no meu coração quando o diabo usa uma pessoa com uma fofoca e a pessoa ouve a fofoca e não tem a qualidade cristã de perguntar-se, questionar-se se isto é verdade e até pedir para ser elucidada.

    Ao ouvir uma fofoca a respeito de alguém, a primeira coisa que a pessoa faz é ir embora da comunidade, como se fosse um tribunal. Mas isto não é um tribunal, nem um lugar de julgamento em que as pessoas vêm aqui para ser julgada. Aqui é um lugar de paz, de bondade, de crescimento, de introspecção, de reflexão. Eu vou à Igreja para refletir na vida, para trilhar um rumo divino. Eu não vou à Igreja somente para bater palmas e pagar dízimo. Eu vou para crescer, aumentar a minha vida, crescer na Graça e no conhecimento de Deus.

    E quando uma pessoa ouve uma fofoca e não chega junto de uns dos dirigentes e pergunta se o que ouviu é verdade, porque nós temos o direito de dizer se é verdade ou é mentira. Se for verdade, assumiremos. O que faremos? É verdade! Se for mentira, é mentira.

    Mas, uma pequena fofoca pode destruir uma família. Uma palavra negativa de um chefe de família pode destruir todos os sonhos da família. Uma palavra mentirosa de um dirigente pode destruir uma nação inteira.

    Então, o pecado separa o homem de Deus, o homem dos homens, e o homem de si mesmo. O que disse o Salmo 32:1 “Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto.”Salmo 32:2 a 4 “Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniqüidade e em cujo espírito não há dolo. Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio.” Ou seja, ocultar pecados seca a vida. Não há dinheiro, saúde, alegria. Tu já não queres mais ir à Igreja; achas tudo muito incômodo porque estás seco, a mão de Deus pesa. A pessoa pode dizer que não, mas pesa.

    Davi resolveu acabar com seu  sofrimento; ele sentia o peso da mão de Deus sobre ele. Salmo 32:5 “Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado.” Às vezes, entre a vida de um casal, estabelecem-se mentiras. E quando a pessoa habitua-se a conviver com a mentira dentro do casamento, é um caos.

    Há mulheres que não sabem quanto o marido ganha, não sabem onde guarda a carteira de poupança, não sabem onde gasta o dinheiro. E Satanás está criando essas coisas. Na minha casa há uma rotina da verdade. Quando alguém chega junto da minha esposa e diz que o que está falando não é para contar para mim, a primeira coisa que ela diz é que agora mesmo, ela vai contar. Porque se eu sou o anjo da Igreja e a pessoa pede a minha esposa para ocultar-me algo, já vem fofoca, mentira.

    Então, nós temos que ter cuidado com a mentira. Porque muita gente tem uma vida de sequidão, a ponto de virem até mim para dizer que são dizimistas e as coisas não correm bem. Mas, não é só ser dizimista. Nós temos que ser dizimistas, mas temos que viver com justiça, com retidão e com verdade. Porque aqui não há uma troca, não há uma barganha que nós estamos fazendo em que eu dou cem reais ao Senhor e assim eu posso mentir, roubar, matar, destruir, adulterar e tudo vai bem porque eu estou dando cem reais para a Igreja. Não é assim.

    Portanto, mesmo que a pessoa diga que estamos vivendo em tempos modernos e que eu tenha que relevar muitas coisas, eu digo que não posso  relevar porque, se a Bíblia diz que quem destruir o templo, Deus o destruirá; se o Ministério da Saúde diz que fumar faz mal à saúde, dá câncer. Então, se a pessoa fica fumando destrói os seus pulmões e depois vem aqui pedir oração.

    O álcool destrói o fígado. Dá cirrose. A droga destrói o celebro. Mas, as pessoas sabem disso e continuam bebendo, fumando e como sabem que a mentira é do demônio, continuam mentido. Eu digo: Se tu bebes ou fumas – nós temos muita gente ouvindo-nos – eu amo a ti, mas tu estás colocando veneno dentro de ti. É preciso que Cristo liberte a ti.

    Eu estava lendo uma reportagem num jornal da cidade onde dizia que o maior índice de acidentes com paralisias, tetraplegias, tem aí um monte de jovens dentro dos hospitais que só mexem a cabeça, nem as mãos mexem. São tetraplégicos, paraplégicos.

    A maior incidência de acidentes entre a juventude é porque o jovem que vinha dirigindo estava bêbado. Na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, de vez em quando tem cada acidente, que Deus me livre. Há carros que racham ao meio. Vai motor para um lado, carroceria para outro. E quando vão fazer exame cadavérico, o sangue não é sangue, é álcool. E escrevem dizendo que descobriram umas evidencias de sangue nesse álcool. Não é descobrimos álcool no sangue, mas descobrimos umas pequenas evidências de sangue nesse álcool.

    Há muitos pais sofrendo, famílias de luto, por ter que carregar filhos o resto da vida na cadeira de rodas, pessoas que não podem sair da cama. : Tudo por causa do alcoolismo. “Pastor, qual é a grande causa do alcoolismo no Brasil?” É o álcool. A causa do alcoolismo é o álcool.

    Por que é que nós lutamos dizendo: Não beba; não te deixes vencer pelo álcool. Jesus dá prazer de viver sem nada disso. Não precisa nada disso. Então, primeira mentira do diabo é dizer que a verdade, a Palavra bíblica não é absoluta. É absoluta, sim. É a verdade. Está aqui. Nós não dizemos nem ponto e nem vírgula. É a Palavra! É a Palavra!

    Segunda mentira que Satanás quer que tu acredites: Que Deus fará abrir uma exceção no teu caso.

    Amados, são trinta anos de pregador, nunca Deus fez exceções para ninguém em caso de pecado. Davi, ungido, filho de Jessé, no meio de um monte de irmãos, Deus disse a Samuel: “Samuel, é aquele lá.” No dia em que errou, pagou feio pelo seu erro. Botou Urias na frente de guerra para morrer; pegou Bate-Seba, mulher do outro, engravidou-a; o filho morreu; permitiu a morte do comandante Urias. E Davi disse que os seus ossos estavam envelhecendo; estava gemendo dia e noite; tinha chagas purulentas. Os Salmos trinta e dois, trinta e oito e cinqüenta e um são assustadores. Assustadores! E ele disse que enquanto ocultou tudo isso, a sua vida ficou palha seca. Mas, ele decidiu parar com essa mentira.

    Portanto, Deus não abre exceção para ninguém. Vejamos Josué. Quando o povo saiu do Egito em direção à Terra Prometida ia ganhando todas as batalhas. De repente perdeu uma batalha em Ai.E Josué disse: “Deus, o que está havendo? Então, nós conquistaremos uma Terra que Tu já nos deste e agora perdemos uma batalha, mataram um monte dos meus soldados. O que há?”  Leiamos alguns versículos para  entender o que estava se passando. Josué 7:12 “Pelo que os filhos de Israel não puderam resistir aos seus inimigos; viraram as costas diante deles, porquanto Israel se fizera condenado; já não serei convosco, se não eliminardes do vosso meio a coisa roubada.” Eles acovardaram-se. Havia um erro dentro de Israel, naquele povo. Deus disse a Josué que eles perderam essa batalha e perderão todas se não tirarem do meio deles algo que foi roubado.

    Josué 7:13 “Dispõe-te, santifica o povo e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Há coisas condenadas no vosso meio, ó Israel; aos vossos inimigos não podereis resistir, enquanto não eliminardes do vosso meio as coisas condenadas.” Há patuás escondidos, areia de cemitério, oração de São Judas, rosários, coisas erradas, condenadas!

    Ou seja, eles sempre perderão, estarão sempre doentes, estarão sempre sem dinheiro, enquanto não eliminarem de suas vidas o que Deus condena. Josué 7:15 “Aquele que for achado com a coisa condenada será queimado, ele e tudo quanto tiver, porquanto violou a aliança do SENHOR e fez loucura em Israel.”

    Josué 7:20 a 25 “Respondeu Acã a Josué e disse: Verdadeiramente, pequei contra o SENHOR, Deus de Israel, e fiz assim e assim. Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata, e uma barra de ouro do peso de cinqüenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata, por baixo. Então, Josué enviou mensageiros que foram correndo à tenda; e eis que tudo estava escondido nela, e a prata, por baixo. Tomaram, pois, aquelas coisas do meio da tenda, e as trouxeram a Josué e a todos os filhos de Israel, e as colocaram perante o SENHOR. Então, Josué e todo o Israel com ele tomaram Acã, filho de Zera, e a prata, e a capa, e a barra de ouro, e seus filhos, e suas filhas, e seus bois, e seus jumentos, e suas ovelhas, e sua tenda, e tudo quanto tinha e levaram-nos ao vale de Acor. Disse Josué: Por que nos conturbaste? O SENHOR, hoje, te conturbará. E todo o Israel o apedrejou; e, depois de apedrejá-los, queimou-os.”

    Quer dizer que Deus não abriu uma exceção? Não, Ele não abre exceções. Não há exceções quando as pessoas fazem o mal, erram, pecam com dolo. A pessoa sabia, assumiu o risco, foi em frente, Deus destruiu. Sodoma e Gomorra viraram cinzas por causa da prostituição, da sodomia. E eu acredito que Deus está julgando as sociedades por causa do estilo de vida. Deus julgou esse povo e disse a Josué que eles perderão o resto da vida enquanto houver uma coisa condenada.

    Às vezes, o crente guarda em casa algo escondido, ninguém sabe. “Pastor, é um negócio que eu guardo. Eu sei que isso é condenado por Deus, mas eu guardo porque representa isso, aquilo e tal.” E Deus disse que não viverás em paz enquanto tiveres o que for condenado contigo.

    Quando Deus julgou Israel, por causa do estilo de vida, enviou o povo para a Babilônia. Eu acredito que Deus está julgando o nosso país por causa do paganismo. No Brasil há estatísticas estarrecedoras. Um milhão e meio de abortos são feitos por ano. “Pastor, mas eu sou dona do meu corpo.” Não, tu não és dona  do teu corpo! Isto é uma mentira de Satanás.

    Quantos milhões estão adorando o diabo! “Pastor, isso é cultura.” Não é cultura, é diabo. Quantos pais negligenciando a educação dos filhos. Quanta poluição na televisão com adultério. Quanta poluição dentro dos lares com mentiras.

    Mas, eu quero dizer que Jesus é o único Deus. É o Deus de Abraão, de Isaque, de Jacó, é o Alfa, o Ômega, o Primeiro e o Último, não há outro Deus, só Jesus! E quando a pessoa se envolve com Deus, tudo sai. O que é condenado sai.

    “Pastor, o senhor fala de aborto, fala disso, fala daquilo, mas a nossa economia vai bem.” Graças a Deus! Graças a Deus! Mas, se o dinheiro é mais importante do que a moralidade, Deus pode quebrar a economia.

    Um dia um rei começou a engrossar com o profeta Elias: “Ah, porque eu vou fazer, vou acontecer.” Elias disse: “Senhor, pára! Não choveu por mais de três anos e meio.” Quebrou a economia. Uma boa economia não significa que tenha a aprovação de Deus.

    Uma pessoa que finge que é de Deus e não é, não quer dizer que é aprovada por Deus. “Portanto, pastor, Deus não abre exceções?” Não abre exceções! “O que eu tenho que fazer?”Provérbios 28:13 “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” Confessa e deixa! Claro que todos nós somos suscetíveis de errar, mas permanecer no erro é assumir o dolo. E Deus disse que não abre exceções.

    Terceira mentira que Satanás quer que tu acredites: Eu posso ser feliz sem ser cristão sem ir à Igreja, sem ler a Bíblia, sem orar.

    Só ,existe vida feliz se vivermos a vida cristã. “Pastor, mas os irmãos, não estão com nada. Eu toda sexta-feira junto-me com amigos e nós temos um happy-hour. Nós tomamos um feijão amigo; bebemos umas e outras; abraçamo-nos, choramos. É happy-hour, hora feliz.” Hora feliz, bebendo cerveja com feijão amigo?

    Amado, só existe um happy-hour! É quando os filhos de Deus juntam-se para prestar culto a Jesus, quando cantam, quando louvam. Isso é hora feliz. Isso é hora que nós estamos tendo agora! Essa é a hora feliz. Então, quando tu vens à Igreja,  vens dizer que esta é a tua hora feliz ou a hora que eu estou com meus irmãos, com a Igreja que onde se canta, se louva, se bate palmas. Esta é a hora feliz que nós temos.

    Agora, hora feliz onde fica todo mundo fumando, bebendo de shortinho, barriga para fora, com muita conversa de porcaria. Isso é hora feliz? Não! Hora feliz é quando acordamos de manhã, tomamos um banho quentinho, botamos um perfume atrás da orelha, vamos à Igreja, abraçamos os irmãos, os cumprimentamos, aprendemos a viver. Isso é hora feliz. Isso é que faz o happy- hour do povo de Deus.

    Então, felicidade, ser feliz é saber que quando eu parar de respirar eu estarei imediatamente nos braços de Deus, no seio de Abraão, onde não haverá mais lágrimas, mais dor, mais luto, mais pranto. Onde só haverá alegria e paz. Onde eu encontrarei Abraão, Isaque, Jacó, Pedro, Daniel, Tiago, Isaias, Jeremias. Onde eu verei Jesus face a face. Onde verei o trono. Isso é  ser feliz. Vida feliz só existe com Jesus. Ele é o Único Senhor. “Então, por que é que muito crentes não são felizes, Apóstolo?” Porque não vivem o happy-hour deles! Porque a Bíblia diz que a alegria do Senhor é a nossa força. O salvo tem que ser feliz porque tem Jesus, não tem mais parte com o diabo.

    Feliz é não ter que beber até cair, amados. Feliz é não ter que cheirar para rir. Feliz é não ter que tomar umas e outras para ser corajoso. Isso é que é ser feliz. Feliz é saber que tu tens o nome escrito no Livro da Vida, que os teus pecados já foram perdoados, que tu és um espírito com Jesus, que o teu passado foi esquecido, que agora, tu és um filho do Rei, que Deus atende as tuas orações, que os anjos velam por tua vida. Quando tu estás doente os Médico dos médicos cura-te! Ele te dá poder para adquirir riquezas! Isso é ser feliz! Não há outra felicidade sem ser em Jesus.

    Quarta mentira: O diabo quer que tu acredites que há caminhos, muitos outros caminhos para servir a Deus. Não precisa de Igreja.

    Amados, não há outros caminhos. Religião é uma maldição, é o homem fazendo esforços para tentar agradar a Deus. Dizendo que não é preciso Igreja, há outros caminhos, mas nós sabemos que não há outros caminhos.

    Se alguém nega que Jesus Cristo é o Senhor está envolvido com feitiçaria, feiticeiros e ocultismo. Explica isso em 1 Timóteo 4:1 e 2 “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e

    • JACSON

      JACSON: ENTÃO VOU COMEÇAR A FREQUENTAR UMA IGERJA COM AJUDA DO PAI CRIADOR E ME LIVRAR DE TODOS OS ENGANOS EM NOME DO SEU FILHO MESSIAS CRISTO.

      18/05/2014 às 04:00

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    "Ele não verá o fim que nos espera". Jeremias 12:4 Porque assim diz o Senhor: "Não entre numa casa onde há luto; não vá prantear nem apresentar condolências, porque retirei a minha paz, o meu amor leal e a minha compaixão deste povo", declara o S

    Luto na Bíblia

    O Senhor é refúgio para os oprimidos,
    uma 
    torre segura na hora da adversidade. 
    Salmos 9:9

    Tu, Senhor, ouves a súplica dos necessitados;
    tu os reanimas e atendes ao seu clamor. 
    Salmos 10:17

    Tu, Senhor, manténs acesa a minha lâmpada;
    o meu Deus transforma em luz as minhas trevas. 
    Salmos 18:28

    Mesmo quando eu andar
    por um vale

     de trevas e morte,
    não temerei perigo algum, pois tu estás comigo;
    a tua vara e o teu cajado me protegem. 
    Salmos 23:4

    O Senhor está perto
    dos que têm o coração quebrantado
    e salva os de espírito abatido. 
    Salmos 34:18

    Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza,
    auxílio sempre presente

     na adversidade. 
    Salmos 46:1

    que este Deus é o nosso Deus
    para todo o sempre;
    ele será o nosso guia até o fim. 
    Salmos 48:14

    Desde os confins da terra eu clamo a ti
    com o coração abatido;
    põe-me a salvo na rocha 
    mais alta do que eu. 
    Salmos 61:2

    Quando a ansiedade
    já me dominava no íntimo,
    o teu consolo trouxe alívio à minha alma. 
    Salmos 94:19

    Este é o meu consolo no meu sofrimento:
    A tua promessa dá-me vida. 
    Salmos 119:50

    Para tudo há uma ocasião certa;
    há um tempo certo para cada propósito
    debaixo do céu: Tempo de nascer e tempo de morrer,
    tempo de plantar
    e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar,
    tempo de derrubar e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir,
    tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras
    e tempo de ajuntá-las,
    tempo de abraçar e tempo de se conter, tempo de procurar e tempo de desistir,
    tempo de guardar
    e tempo de jogar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar,
    tempo de calar e tempo de falar, tempo de amar e tempo de odiar,
    tempo de lutar e tempo de viver em paz. 
    Eclesiastes 3:1-8

    Por isso não tema, pois estou com você;
    não tenha medo, pois sou o seu Deus.
    Eu o fortalecerei e o ajudarei;
    eu o segurarei
    com a minha mão direita vitoriosa. 
    Isaías 41:10

    Quando você atravessar as águas,
    eu estarei com você;
    quando você atravessar os rios,
    eles não o encobrirão.
    Quando você andar através do fogo,
    não se queimará;
    as chamas não o deixarão em brasas. 
    Isaías 43:2

    Gritem de alegria, ó céus,
    regozije-se, ó terra;
    irrompam em canção, ó montes!
    Pois o Senhor consola o seu povo
    e terá compaixão de seus afligidos. 
    Isaías 49:13

    O justo perece, e ninguém pondera
    isso em seu coração;
    homens piedosos são tirados,
    e ninguém entende
    que os justos são tirados
    para serem poupados do mal. Aqueles que andam retamente
    entrarão na paz;
    acharão descanso na morte. 
    Isaías 57:1-2

    Graças ao grande amor do Senhor
    é que não somos consumidos,
    pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã;
    grande é a sua fidelidade! Digo a mim mesmo:
    A minha porção é o Senhor;
    portanto, nele porei a minha esperança. O Senhor é bom para com aqueles
    cuja esperança está nele,
    para com aqueles que o buscam; é bom esperar tranquilo
    pela salvação do Senhor. 
    Lamentações de Jeremias 3:22-26

    Porque o Senhor
    não o desprezará para sempre. Embora ele traga tristeza,
    mostrará compaixão,
    tão grande é o seu amor infalível. 
    Lamentações de Jeremias 3:31-32

    Bem-aventurados
    os que choram,
    pois serão consolados. 
    Mateus 5:4

    "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês. 
    Mateus 11:28

    Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram. 
    Romanos 12:15

    "Onde está, ó morte,
    a sua vitória?
    Onde está, ó morte,
    o seu aguilhão?" O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a Lei. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. 
    1 Coríntios 15:55-57

    Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos consola em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus, possamos consolar os que estão passando por tribulações. 
    2 Coríntios 1:3-4

    Mas ele me disse: "Minha graça é suficiente a você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. 
    2 Coríntios 12:9

    Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. 
    Gálatas 6:2

    Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram. 
    1 Tessalonicenses 4:13-14

    Que o próprio Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança pela graça, deem ânimo ao coração de vocês e os fortaleçam para fazerem sempre o bem, tanto em atos como em palavras. 
    2 Tessalonicenses 2:16-17

    Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade. 
    Hebreus 4:16

    Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês. 
    1 Pedro 5:7

    Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou". 
    Apocalipse 21:4

    Outros Versículos encontrados:

    Esaú guardou rancor contra Jacó por causa da bênção que seu pai lhe dera. E disse a si mesmo: "Os dias de luto pela morte de meu pai estão próximos; então matarei meu irmão Jacó".
    Gênesis 27:41

    Tempos depois morreu a mulher de Judá, filha de Suá. Passado o luto, Judá foi ver os tosquiadores do seu rebanho em Timna com o seu amigo Hira, o adulamita. 
    Gênesis 38:12

    Passados os dias de luto, José disse à corte do faraó: "Se posso contar com a bondade de vocês, falem com o faraó em meu favor. Digam-lhe que 
    Gênesis 50:4

    Quando os cananeus que lá habitavam viram aquele pranto na eira de Atade, disseram: "Os egípcios estão celebrando uma cerimônia de luto solene". Por essa razão, aque­le lugar, próximo ao Jordão, foi chamado Abel-Mizraim. 
    Gênesis 50:11

    Então Moisés disse a Arão e a seus filhos Eleazar e Itamar: "Não andem descabela­dos nem rasguem as roupas em sinal de luto, senão vocês mor­rerão e a ira do Senhor cairá sobre toda a comunidade. Mas os seus parentes, e toda a nação de Israel, poderão chorar por aqueles que o Senhor destruiu pelo fogo. 
    Levítico 10:6

    "O sumo sacerdote, aquele entre seus irmãos sobre cuja cabeça tiver sido derramado o óleo da unção, e que tiver sido consagrado para usar as vestes sacerdotais, não andará des­cabelado nem rasgará as roupas em sinal de luto. 
    Levítico 21:10

    Não comi nada da porção sagrada enquanto estive de luto, nada retirei dela enquanto estive impuro, e dela não ofereci nada aos mortos. Obedeci ao Senhor, o meu Deus; fiz tudo o que me ordenaste. 
    Deuteronômio 26:14

    Os israelitas choraram Moisés nas campinas de Moabe durante trinta dias, até passar o período de pranto e luto. 
    Deuteronômio 34:8

    Então Davi disse a Joabe e a todo o exército que o acompanhava: "Rasguem suas vestes, vistam roupas de luto e vão chorando à fren­te de Abner". E o rei Davi seguiu atrás da maca que levava o corpo

    . 
    2 Samuel 3:31

    Pas­sado o luto, Davi mandou que a trouxessem para o palácio; ela se tornou sua mulher e teve um filho dele. Mas o que Davi fez desagradou ao Senhor. 
    2 Samuel 11:27

    man­dou buscar uma mulher astuta em Tecoa, e lhe disse: "Fin­ja que está de luto: vista-se de preto e não se perfume

    . Aja como uma mulher que há algum tempo está de luto. 
    2 Samuel 14:2

    Para todo o exército a vitória daquele dia se trans­formou em luto, porque as tropas ouviram dizer: "O rei está de luto por seu filho". 
    2 Samuel 19:2

    Ao ouvir o relato, o rei Ezequias rasgou as suas vestes, pôs roupas de luto e entrou no templo do Senhor. 
    2 Reis 19:1

    Davi olhou para cima e viu o anjo do Senhor entre o céu e a terra, com uma espada na mão, erguida sobre Jerusalém. Então Davi e as autoridades de Israel, vestidos

     de luto, prostraram-se com o rosto em terra. 
    1 Crônicas 21:16

    É melhor ir a uma casa onde há luto
    do que a uma casa em festa,
    pois a morte é o destino de todos;
    os vivos devem levar isso a sério! 
    Eclesiastes 7:2

    O coração do sábio
    está na casa onde há luto,
    mas o do tolo, na casa da alegria. 
    Eclesiastes 7:4

    Os filhos nascidos durante seu luto
    ainda dirão ao alcance dos seus ouvidos:
    'Este lugar é pequeno demais para nós;
    dê-nos mais espaço para nele vivermos'. 
    Isaías 49:20

    Por causa disso, a terra ficará de luto
    e o céu, em cima, se escurecerá;
    porque eu falei e não me arrependi,
    decidi e não voltarei atrás". 
    Jeremias 4:28

    Até quando a terra ficará de luto
    e a relva de todo o campo estará seca?
    Perecem os animais e as aves
    por causa da maldade
    dos que habitam nesta terra,
    pois eles disseram:
    "Ele não verá o fim que nos espera". 
    Jeremias 12:4

    Porque assim diz o Senhor: "Não entre numa casa onde há luto; não vá prantear nem apresentar condolências, porque retirei a minha paz, o meu amor leal e a minha compaixão deste povo", declara o Senhor. 
    Jeremias 16:5

     

     

     

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    BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO Textos Base: Marcos 3:28-30 “Na verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda a sorte de blasfêmias, com que blasfemarem; Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Sa

    BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO


    Textos Base:

     

    Marcos 3:28-30

    Na verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda a sorte de blasfêmias, com que blasfemarem; Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo (Porque diziam: Tem espírito imundo)”.

     

    Lucas 12:9-10

    Mas quem me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus. E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á perdoada, mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo não lhe será perdoado”.

     

    Há muita preocupação sobre o que seria BLASFEMAR CONTRA O ESPÍRITO SANTO. Muitos crentes sinceros ficam preocupados com essa afirmação de Jesus, já que não conseguem uma explicação convincente para o fato. Alguns estão sempre preocupados em saber se de alguma maneira blasfemaram.

     

    Analisando o contexto que Jesus falou sobre essa blasfêmia, e também outras passagens bíblicas, podemos compreender o que seria blasfemar contra o Espírito Santo.

     

    No texto de Marcos, Jesus havia expulsado demônios pelo poder do Espírito Santo, e os escribas disseram que Ele expulsava pelo poder do príncipe dos demônios, Belzebu. Eles estavam atribuindo uma obra de Deus à Satanás. Fica claro que atribuir algo feito pelo poder de Deus à Satanás, é blasfemar contra o Espírito Santo.

     

    Na narração de Lucas, antes de falar sobre a blasfêmia, Jesus diz que: “quem me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus”. Neste caso blasfemar contra o Espírito Santo, seria apostatar da fé.  

     

    Outra maneira de blasfemar é resistir ao Espírito Santo, ou seja, o homem ouve a Palavra de Deus, por toda a vida e nunca se converte. Isso é resistir ao poder do Espírito Santo que está oferecendo ao homem a salvação pela graça de Deus. É Ele quem convence o homem do pecado, conscientiza-o da justiça de Deus que o levará ao juízo e consequentemente à morte eterna. Isto significa que ninguém despreza a salvação que há em Cristo Jesus, inocentemente. Então para quem ouvir a Palavra de Deus e ignorar ou não dar crédito, e continuar com essa atitude até à morte, não haverá perdão. Porque resistiu ao Espírito Santo.

     

    O apóstolo João em sua primeira carta fala sobre pecado para a morte: “Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. Toda a iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte” (I Jo 5.16-17).

     

    Aqui João está falando claramente para os que são da Igreja, para os que conhecem à Cristo. Podemos deduzir que João está falando de blasfêmia consciente contra o Espírito Santo, ou seja, atribuir uma obra do Espírito Santo à Satanás, por pessoas de dentro da Igreja Cristã. Muitas vezes isso é feito por inveja, ou para desacreditar o agir de Deus na vida de um irmão. Por isso nós que temos conhecimento do agir do Espírito Santo, não seremos considerados ignorantes. Neste caso precisamos ter muito cuidado e não ficarmos julgando curas, libertações e conversões de pessoas. Se não temos discernimento de espírito, Inicialmente devemos acreditar que provém de Deus. Se for obra do maligno, a própria obra se denunciará com o tempo. Porque as obras de Satanás não tem duração ante o poder do Espírito Santo. Elas logo se denunciam.

     

    Podemos ter certeza, a blasfêmia contra o Espírito Santo não será levada em conta se for feita por ignorância. Pois Deus não levará em conta o tempo da ignorância (At 17.30).

     

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    ESCRITORES COM LIBERDADE Os escritores dos Evangelhos tiveram liberdade de expressão ao usarem estilo próprio em suas narrativas. Assim como os escritores do Antigo Testamento, os Evangelhos não nos fornecem todos os detalhes históricos que poderia

    PORQUE QUATRO EVANGELHOS?

     

     

     


    ESCRITORES COM LIBERDADE

    Os escritores dos Evangelhos tiveram liberdade de expressão ao usarem estilo próprio em suas narrativas.

     

    Assim como os escritores do Antigo Testamento, os Evangelhos não nos fornecem todos os detalhes históricos que poderiam nos interessar. Os acontecimentos incluídos foram cuidadosamente selecionados para nos apresentar, clara e poderosamente, a mensagem do Evangelho.

     

    Há muito tempo já se tem notado que os Evangelhos não são apenas biografias comuns. Dois deles não mencionam nenhuma vez o nascimento de Jesus, e foi registrado somente um acontecimento de sua vida quando jovem (Lc 2.41-52). Diferentemente do que alguém poderia esperar de uma biografia, uma grande porção de cada Evangelho é dedicada à última semana do ministério de Jesus.

     

    O PROBLEMA SINÓTICO

    São considerados Evangelhos sinóticos, os três primeiros escritos, Mateus, Marcos e Lucas. Sinóticos significa que tem a forma sumária de sinopse, que apresentam grandes semelhanças na narração dos fatos.

     

    Os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, tem em comum um grande número de relatos, a tal ponto que se pode colocar o conjunto de seu conteúdo em três colunas paralelas e lê-los conjuntamente.  O número de versículos que eles compartilham é surpreendente. Uma grande quantidade de passagens idênticas se encontram nesses três Evangelhos. Existem ainda outras passagens que apenas são compartilhadas por Marcos e Mateus, enquanto outras só por Marcos e Lucas. Aliás, numerosos textos ausentes em Marcos, só se encontram em Mateus e Lucas. Por fim, cada Evangelho contém textos que lhe pertencem como próprios. Um fato notável a ser observado é que somente 53 versículos em Marcos não foram utilizados nem por Lucas nem por Mateus. Marcos está quase inteiramente contido nos dois outros. Sendo assim, existe um parentesco grande entre Mateus, Marcos e Lucas, por isso receberam a denominação de Evangelhos Sinóticos.

     

    Uma comparação mais detalhada, entretanto, revela uma grande variedade de diferenças tanto quanto de semelhanças. Algumas vezes, o material registrado é exatamente igual, enquanto que, outras vezes, há pequenas diferenças verbais. Em alguns casos a ordem dos eventos é a mesma, mas freqüentemente isto não ocorre. Do ponto de vista literário, estes fatos levantam perguntas difíceis. Como é que os Evangelhos se originaram? Teriam seus autores se utilizado dos escritos de outros? Poderiam ter eles outros materiais disponíveis?

     

    A resposta mais aceita é de que Marcos foi o primeiro Evangelho e que Mateus e Lucas seguiram seu esboço. Mas Mateus e Lucas trazem algumas narrações importantes em comum que não são encontradas em Marcos (Exemplo: Mt 7.24-27; Lc 6.47-49). Isto é explicado através da suposição de que um segundo documento, não mais existente hoje, teria sido usado pelos dois escritores. Esta solução é conhecida como “Teoria da Dupla Fonte”. Além disso, fica claro que Mateus e Lucas tiveram acesso a muitas informações singulares encontradas somente em seus Evangelhos.

     

    Esta proposição não explica os fatos. Teorias alternativas tem sido sugeridas. Alguns argumentam pela prioridade de Mateus ao invés de Marcos, uns poucos sugerem que Lucas foi escrito primeiro. Alguns até tem argumentado que João foi o primeiro. Vários eruditos enfatizam uma tradição oral que deve ter precedido à escrita desses documentos, sugerindo sua interdependência literária. A maioria dos especialistas do Novo Testamento continua a aceitar a teoria da "Dupla Fonte", como uma hipótese possível, mas reconhecem que muitas perguntas ainda permanecem sem resposta.

     

    Em última análise, a direção de Deus através da inspiração era o fator controlador. Deus usou acontecimentos históricos e a pesquisa pessoal dos escritores dos Evangelhos para cumprir seus propósitos. O trabalho dos eruditos na História e na Literatura não devem então ser de maneira alguma rejeitado, já que muitas vezes tem trazido luz sobre o texto. Por outro lado, a nossa confiança na veracidade das Escrituras não depende da habilidade de especialistas para resolver os problemas literários, mas o poder de Deus em cumprir suas promessas (2Tm 3.16-17).

     

    PORQUE QUATRO EVANGELHOS?

    Por causa dessas repetições de narrativas é que vem a pergunta: “Porque quatro Evangelhos?” Não teria bastado uma só narrativa direta e contínua? Não teria sido bem mais simples e clara?

     

    A resposta é simples e direta. Uma só pessoa, ou mesmo duas não nos teriam trazido um retrato da vida e obra de Cristo, que nos proporcionasse o completo entendimento de quem era Jesus, como os quatro evangelistas. Apesar dos Sinóticos, cada Evangelho tem suas particularidades e nos apresentam quatro funções de Jesus, reveladas distintamente em cada um deles:

     

    Rei no Evangelho de Mateus.

    Servo no Evangelho de Marcos.

    Filho do homem no Evangelho de Lucas.

    Filho de Deus no Evangelho de João.

     

    O certo é que, os quatro Evangelhos apresentam a pessoa e a obra de nosso Salvador; cada um, porém, de um ponto de vista distinto, escrito para povos distintos:

     

    EVANGELHO DE MATEUS

    Escrito para o povo judeu, pode ser considerado o Evangelho da transição, ou seja, é uma ponte que liga o Antigo ao Novo Testamento. Há mais de cem citações diretas do Antigo Testamento no texto de Mateus. Seu propósito é demonstrar que Jesus é o Messias prometido, o verdadeiro Rei de Israel, e que o cristianismo é o fiel cumprimento da Antiga Aliança. Mateus de propósito cita várias vezes: “para que se cumprisse”. Deixando bem claro que estava escrevendo para um povo que conhecia as profecias a respeito do Messias, os judeus. 

     

    EVANGELHO DE MARCOS

    Escrito para os romanos, dominadores da Palestina na época de Jesus, o Evangelho de Marcos enfoca o ministério de Cristo sob a ótica da ação, por isso Marcos é chamado de “Evangelho de Ação”, mostrando Jesus como servo do Senhor, labutando incansavelmente na esfera da redenção do homem. Jesus está constantemente em movimento: curando, expulsando demônios, confrontando adversários e instruindo os discípulos, com a finalidade de demonstrar sua divindade. Nele cumpriram-se as profecias do Antigo Testamento, ao vir a terra como Messias. Entretanto Ele não veio como um rei conquistador, mas como um servo.

     

    EVANGELHO DE LUCAS

    Escrito para os gregos. Diferentemente de seus pares, Lucas é o único dos evangelistas que inicia seu texto com um prólogo, ou seja, fornece os dados prévios que nortearam a elaboração de seu trabalho. É o Evangelho mais longo e inclui boa quantidade de informações não encontradas em outros textos. A extensão incomumente ampla do vocabulário, a excelência da gramática e alta qualidade do estilo mostram que a obra de Lucas é digna de ocupar um lugar respeitável entre os gigantes literários de todos os tempos. Sua intenção foi transmitir a Teófilo a plena verdade sobre o que já tinham sido oralmente inteirado (1.3-4).

     

    EVANGELHO DE JOÃO

    Escrito para toda a humanidade. Quão diferente é este Evangelho dos demais! Suas diferenças se manifestam em todos os planos: um quadro literário diferente, episódios inéditos, longos discursos de revelações, um Cristo mais celeste do que terrestre. João afirma diversas vezes, que Jesus é Deus, iniciando no primeiro capítulo e continuando em todo o livro repetindo a frase “Eu Sou”. A diferença mais evidente é sem dúvida aquela que se refere ao quadro geral do ministério de Jesus. Os sinópticos apresentam um ministério público de mais ou menos um ano, que se desenrola principalmente em torno do lago de Genesaré e termina tragicamente por ocasião da subida de Jesus a Jerusalém para celebrar a Páscoa. Em João, o itinerário é completamente diferente: Jesus faz constantemente o vaivém entre Galiléia e a Judéia, subindo à Jerusalém quatro ou cinco vezes por ocasião das festas judaicas (2.13; 5.1; 7.10; 10.22; 12.12).

     

    CONCLUSÃO

    Nenhum dos Evangelhos (nem mesmo todos reunidos) contém a narração completa da vida de Jesus. Por isso o apostolo João escreveu no final do seu Evangelho “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém” (João 21.25).

     

     

    Cristo é apresentado a todos os tipos de pessoas que formam o mundo. Cada povo aprecia aspectos diferentes de Sua Pessoa, e os escritores sagrados tiveram essa preocupação, para que as Boas Novas trazidas ao mundo alcançasse a toda a humanidade, sem distinção.

     

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  • Texto

    Os apóstolos encontraram dois homens que satisfaziam as qualificações: José, cognominado Justo, e Matias (At 1.23). Lançaram sortes para decidir a questão e a sorte recaiu sobre Matias. O nome Matias é uma variante do hebraico Matatias, que signi

    OS DOZE APÓSTOLOS

     


    No começo do seu ministério Jesus escolheu doze homens para que o acompanhassem em suas viagens. Teriam esses homens uma importante responsabilidade: Continuariam a representá-lo depois de que ele voltasse para o céu. A reputação deles continua a influenciar a igreja até os dias atuais.

     

    Por isso, a seleção dos Doze foi de grande responsabilidade, conforme lemos em Lucas 6.12-13:  "Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos”.

     

    A maioria dos apóstolos era da região de Cafarnaum, desprezada pela sociedade judaica refinada, por ser uma pequena parte do estado judaico e conhecida como "Galiléia dos gentios". O próprio Jesus disse: "Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno"  (Mt 11.23). Jesus fez desses doze homens líderes vigorosos e porta-vozes capaz de transmitir com clareza a fé cristã. O sucesso que eles alcançaram dá testemunho do poder transformador do Senhor Jesus.

     

    Nenhum dos escritores dos Evangelhos deixou-nos traços físicos dos doze. Dão-nos, contudo, minúsculas pistas que nos ajudam a fazer "conjecturas razoáveis" sobre como pareciam e atuavam. Um fato importante que tem sido tradicionalmente menosprezado em incontáveis representações artísticas dos apóstolos é sua juventude. Se levarmos em conta que a maioria chegou a viver até quase final do primeiro século e que João adentrou o segundo século, então eles devem ter sido não mais do que jovens quando aceitaram o chamado de Cristo.


    1)ANDRÉ
    No dia seguinte àquele em que João Batista viu o Espírito Santo descer sobre Jesus, ele o apontou para dois de seus discípulos, e disse: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1.36). Movidos de curiosidade, os dois deixaram João e começaram a seguir a Jesus. Jesus notou a presença deles e perguntou-lhes o que buscavam. Responderam: "Rabi, onde assistes?" Jesus levou-os a casa onde ele se hospedava e passaram a noite com ele. Um desses homens chamava-se André   (Jo 1.38-40).  André foi logo à procura de seu irmão, Simão Pedro, a quem disse: "Achamos o Messias..." (Jo 1.41). Por seu testemunho, ele ganhou Pedro para o Senhor.

     

    André é tradução do grego Andreas, que significa "varonil". Outras pistas dos Evangelhos indicam que André era fisicamente forte, e homem devoto e fiel. Ele e Pedro eram donos de uma casa (Mc 1.29). Eram filhos de um homem chamado Jonas ou João, um próspero pescador. Ambos os jovens haviam seguido o pai no negócio da pesca, eram Pescadores.

     

    André nasceu em Betsaida, nas praias do norte do mar da Galiléia. Embora o Evangelho de João descreva o primeiro encontro dele com Jesus, não o menciona como discípulo até muito mais tarde (Jo 6.8). O Evangelho de Mateus diz que quando Jesus caminha junto ao mar da Galiléia, ele saudou a André e a Pedro e os convidou para se tornarem discípulos (Mt 4.18,19). Isto não contradiz a narrativa de João; simplesmente acrescenta um aspecto novo. Uma leitura atenta de João 1.35-40 mostra-nos que Jesus não chamou André e a Pedro para segui-lo quando se encontraram pela primeira vez.

     

    André e outro discípulo chamado Filipe apresentaram a Jesus um grupo de gregos (Jo 12.20-22). Por este motivo podemos dizer que eles foram os primeiros missionários estrangeiros da fé cristã.

     

    Diz a tradição que André viveu seus últimos dias na Cítia, ao norte do mar negro. Mas um livreto intitulado: Atos de André (provavelmente escrito por volta do ano 260 dC) diz que ele pregou primariamente na Macedônia e foi martirizado em Patras. Diz ainda, que ele foi crucificado numa cruz em forma de "X", símbolo religioso conhecido como Cruz de Sto. André.

    2)BARTOLOMEU(Natanael) 
    Falta-nos informação sobre a identidade do Apóstolo chamado Bartolomeu. Ele só é mencionado na lista dos apóstolos. Além do mais, enquanto os Evangelhos sinóticos concordam em que seu nome era Bartolomeu, João o cita como Natanael (Jo 1.45). Crêem alguns estudiosos que Bartolomeu era o sobrenome de Natanael. 
    A palavra aramaica bar significa "filho", por isso o nome Bartolomeu significa literalmente, "filho de Talmai". A Bíblia não identifica quem foi Talmai.

     

    Supondo que Bartolomeu e Natanael sejam a mesma pessoa, o Evangelho de João nos proporciona várias informações acerca de sua personalidade. Jesus chamou Natanael de "israelita em quem não há dolo" (Jo 1.47). Diz a tradição que ele serviu como missionário na Índia e que foi crucificado de cabeça para baixo.


    3)TIAGO - Filho de Alfeu

    Os Evangelhos fazem apenas referências passageiras a Tiago, filho de Alfeu (Mt 10.3; Lc 6.15). Muitos estudiosos crêem que Tiago era irmão de Mateus, visto a Bíblia dizer que o pai de Mateus também se chamava Alfeu (Mc 2.14).  Outros crêem que este Tiago se identificava como "Tiago, o Menor", mas não temos  prova alguma de que esses dois nomes se referiam ao mesmo homem   (Mc 15.40). Se o filho de Alfeu era o mesmo homem Tiago, o Menor, talvez ele tenha sido primo de Jesus (Mt 27.56; Jo 19.25). Alguns comentaristas da Bíblia teorizam que este discípulo trazia uma estreita semelhança física com Jesus, o que poderia explicar por que Judas Iscariotes teve de identificar Jesus na noite em que foi traído.  (Mc 14.43-45; Lc 22.47-48).  Diz as lendas que ele pregou na Pérsia e aí foi crucificado. Mas não há informações concretas sobre sua vida, ministério posterior e morte.


    4) TIAGO - Filho de Zebedeu

    Depois que Jesus convocou a Simão Pedro e a seu irmão André, ele caminhou um pouco mais ao longo da praia da Galiléia e convidou a "Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes"  (Mc 1.19). Tiago e seu irmão responderam imediatamente ao chamado de Cristo. Ele foi o primeiro dos doze a sofrer a morte de mártir. O rei Herodes Agripa I ordenou que ele fosse executado ao fio da espada (At 12.2). A tradição diz que isto ocorreu no ano 44 dC, quando ele seria ainda bem moço.

     

    Os Evangelhos nunca mencionam Tiago sozinho; sempre falam de "Tiago e João". Até no registro de sua morte, o livro de Atos refere-se a ele como "Tiago, irmão de João" (At 12.2) Eles começaram a seguir a Jesus no mesmo dia, e ambos estiveram presentes na Transfiguração (Mc 9.2-13). Jesus chamou a ambos de "filhos do trovão" (Mc 3.17).

    A perseguição que tirou a vida de Tiago infundiu novo fervor entre os cristãos (At 12.5-25). Herodes Agripa esperava sufocar o movimento cristão executando líderes como Tiago. "Entretanto a Palavra do Senhor  crescia e se multiplicava" (At 12.24).


    5) JOÃO

    Felizmente, temos considerável informação acerca do discípulo chamado João. Marcos diz-nos que ele era irmão de Tiago, filho de Zebedeu (Mc 1.19). Diz também que Tiago e João trabalhavam com "os empregados" de seu pai (Mc 1.20).

     

    Alguns eruditos especulam que a mãe de João era Salomé, que assistiu a crucificação de Jesus   (Mc 15.40). Se Salomé era irmã da mãe de Jesus, como sugere o Evangelho de João (Jo 19.25), João pode ter sido primo de Jesus.

     

    Jesus encontrou a João e a seu irmão Tiago consertando as redes junto ao mar da Galiléia. Ordenou-lhes que se fizessem ao largo e lançassem as redes. Arrastaram uma enorme quantidade de peixes - milagre que os convenceram do poder de Jesus. "E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram" (Lc 5.11). Simão Pedro foi com eles.

     

    João parece ter sido um jovem impulsivo. Logo depois que ele e Tiago entraram para o círculo íntimo dos discípulos de Jesus, o Mestre os apelidou de "filhos do trovão" (Mc 3.17).

     

    Os discípulos pareciam relegar João a um lugar secundário em seu grupo. Todos os Evangelhos mencionavam a João depois de seu irmão Tiago; na maioria das vezes, parece que Tiago era o porta-voz dos dois irmãos. Paulo menciona a João entre os apóstolos em Jerusalém, mas o faz colocando o seu nome no fim da lista (Gl 2.9).

     

    Muitas vezes João deixou transparecer suas emoções nas conversas com Jesus. Certa ocasião ele ficou transtornado porque alguém mais estava servindo em nome de Jesus. "E nós lho proibimos", disse ele a Jesus, "porque não seguia conosco" (Mc 9.38). Jesus replicou: "Não lho proibais... pois quem não é contra a nós, é por nós" (Mc 9.39,40). Noutra ocasião, ambiciosos, Tiago e João sugeriram que lhes fosse permitido assentar-se à esquerda e à direita de Jesus na sua glória. Esta idéia os indispôs com os outros discípulos (Mc 10.35-41).

     

    Mas a ousadia de João foi-lhe vantajosa na hora da morte e da ressurreição de Jesus. Jo 18.15 diz que João era “conhecido  do sumo sacerdote".  Isto o tornaria facilmente vulnerável à prisão quando os aguardas do sumo sacerdote prenderam a Jesus. Não obstante, João foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz, e Jesus entregou-lhe sua mãe aos seus cuidados (Jo 19.26-27). Ao ouvirem os discípulos que o corpo de Jesus já não estava no túmulo, João correu na frente dos outros e chegou primeiro ao sepulcro. Contudo, ele deixou que Pedro entrasse antes dele na câmara de sepultamento (Jo 20.1-4,8).

     

    Se João escreveu o quarto Evangelho, as cartas de João e o Apocalipse, ele escreveu mais texto do Novo Testamento do que qualquer dos demais apóstolos. Não temos motivo para duvidar de que esses livros não são de sua autoria.

     

    Diz a tradição que ele cuidou da mãe  de Jesus enquanto pastoreou a congregação em Éfeso, e que ela morreu ali. Preso, foi levado a Roma e exilado na Ilha de Patmos. Acredita-se que ele viveu até avançada idade, e seu corpo foi devolvido a Éfeso para sepultamento.


    6) JUDAS - Não o Iscariotes

    João refere-se a um dos discípulos como "Judas, não o Iscariotes" (Jo 14.22). Não é fácil determinar a identidade desse homem. 

     

    O Novo Testamento refere-se a diversos homens com o nome de Judas - Judas Iscariotes; Judas, irmão de Jesus (Mt 13.55; Mc 6.3); Judas, o Galileu (At 5.37) e Judas, não o Iscariotes. Evidentemente, João desejava evitar confusão quando se referia a esse homem, especialmente porque o outro discípulo chamado Judas não gozava de boa fama.

     

    Mateus e Marcos referem-se a esse homem como Tadeu (Mt 10.3; Mc 3.18). Lucas o menciona como "Judas, filho de Tiago" (Lc 6.16; At 1.13).

    O Historiador Eusébio diz que Jesus uma vez enviou esse discípulo ao rei Abgar da Mesopotâmia a fim de orar pela sua cura. Segundo essa história, Judas foi a Abgar depois da ascensão de Jesus, e permaneceu para pregar em várias cidades da Mesopotâmia.  Diz outra tradição que esse discípulo foi assassinado por mágicos na cidade de Suanir, na Pérsia. O mataram a pauladas e pedradas.

     

     

     

    7) JUDAS ISCARIOTES

    Todos os Evangelhos colocam Judas Iscariotes no fim da lista dos discípulos de Jesus. Sem dúvida alguma isso reflete a má fama de Judas como traidor de Jesus.

     

    A Palavra aramaica Iscariotes literalmente significa "homem de Queriote". Queriote era uma cidade próxima a Hebrom (Js 15.25). Contudo, João diz-nos que Judas era filho de Simão (Jo 6.71). Se Judas era, de fato, natural desta cidade, dentre os discípulos, ele era o único procedente da Judéia. Os habitantes da Judéia desprezavam o povo da Galiléia como rudes colonizadores de fronteira. Essa atitude pode ter alienado Judas Iscariotes dos demais discípulos.

     

    Os Evangelhos não nos dizem exatamente quando Jesus chamou Judas pra juntar-se ao grupo de seus seguidores. Talvez tenha sido nos primeiros dias, quando Jesus chamou tantos outros (Mt 4.18-22). Judas funcionava como tesoureiro dos discípulos, e pelo menos em uma ocasião ele manifestou uma atitude sovina para com o trabalho. Foi quando uma mulher por nome Maria derramou unguento precioso sobre os pés de Jesus. Judas reclamou: "Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários, e não se deu aos pobres?" (Jo 12.5). No versículo seguinte João comenta que Judas disse isto "não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão.”

     

    Enquanto os discípulos participavam de sua última refeição com Jesus, o Senhor revelou saber que estava prestes a ser traído e indicou Judas como o criminoso. Disse ele a Judas: "O que pretendes fazer,  faze-o depressa" (Jo 13.27). Todavia, os demais discípulos não suspeitavam do que Judas estava prestes a fazer. João relata que "como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que precisamos para a festa da Páscoa..." (Jo13. 28-29).

     

    Judas traiu o Senhor Jesus, influenciado ou inspirado pelo maligno (Lc 22.3; Jo 13.27). Tocado pelo remorso, Judas procurou devolver o dinheiro aos captores de Jesus e enforcou-se. (Mt 27.5)


    8) MATEUS

    Nos tempos de Jesus, o governo romano coletava diversos impostos do povo palestino. Pedágios pra transportar mercadorias por terra ou por mar eram recolhidos por coletores particulares, os quais pagavam uma taxa ao governo romano pelo direito de avaliar esses tributos. Os cobradores de impostos auferiam lucros cobrando um imposto mais alto do que a lei permitia. Os coletores licenciados muitas vezes contratavam oficiais de menor categoria, chamados de publicanos, para efetuar o verdadeiro trabalho de coletar. Os publicanos recebiam seus próprios salários cobrando uma fração a mais do que seu empregador exigia. O discípulo Mateus era um desses publicanos; ele coletava pedágio na estrada entre Damasco e Aco; sua tenda estava localizada fora da cidade de Cafarnaum, o que lhe dava a oportunidade de, também, cobrar impostos dos pescadores.

     

    Normalmente um publicano cobrava 5% do preço da compra de artigos normais de comércio, e até 12,5% sobre artigos de luxo. Mateus cobrava impostos também dos pescadores que trabalhavam no mar da Galiléia e dos barqueiros que traziam suas mercadorias das cidades situadas no outro lado do lago.

     

    O judeus consideravam impuro o dinheiro dos cobradores de impostos, por isso nunca pediam troco. Se um judeu não tinha a quantia exata que o coletor exigia, ele emprestava-o a um amigo. Os judeus desprezavam os publicanos como agentes do odiado império romano. Não era permitido aos publicanos prestar depoimento no tribunal, e não podiam pagar o dízimo de seu dinheiro ao templo. Um bom judeu não se associaria com publicanos (Mt 9.10-13).

     

    Mas os judeus dividiam os cobradores de impostos em duas classes. A primeira era a dos gabbai,  que lançavam impostos gerais sobre a agricultura e arrecadavam do povo impostos de recenseamento. O  Segundo grupo compunha-se dos mokhsa era judeus, daí serem eles desprezados como traidores do seu próprio povo. Mateus pertencia a esta classe.

     

    O Evangelho de Mateus diz-nos que Jesus se aproximou deste improvável discípulo quando ele esta sentado em sua coletoria. Jesus simplesmente ordenou a Mateus: "Segue-me!" Ele deixou o trabalho pra seguir o Mestre (Mt 9.9).

     

    Evidentemente, Mateus era um homem rico, porque ele deu um banquete em sua própria casa. "E numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa" (Lc 5.29). O simples fato de Mateus possuir casa própria indica que era mias rido do que o publicano típico.

     

    Por causa da natureza de seu trabalho, temos certeza que Mateus sabia ler e escrever. Os documentos de papiro, relacionados com impostos, datados de cerca de 100 dC, indicam que os publicanos eram muito eficientes em matéria de cálculos.

     

    Mateus pode ter tido algum grau de parentesco com o discípulo Tiago, visto que se diz de cada um deles ser "filho de Alfeu" (Mt 10.3; Mc 2.14). Às vezes Lucas usa o nome Levi para referir-se a Mateus (Lc 5.27-29). Daí alguns estudiosos crerem que o nome de Mateus era Levi antes de decidir-se a seguir Jesus, e que Jesus lhe deu um novo nome, que significa "dádiva de Deus". Outros sugerem que Mateus era membro da tribo sacerdotal de Levi.

     

    De todos os evangelhos, o de Mateus tem sido, provavelmente, o de maior influência. A literatura cristã do segundo século faz mais citações do Evangelho de Mateus do que de qualquer outro. Os pais da igreja colocaram o Evangelho de Mateus no começo do cânon do Novo Testamento provavelmente por causa do significado que lhes atribuíam. O relato de Mateus destaca a Jesus como o cumprimento das profecias do Antigo Testamento. Acentua que Jesus era o Messias prometido.

     

    Não sabemos o que aconteceu com Mateus depois do dia de Pentecostes. Uma informação fornecida por John Foxe declara que ele passou seus últimos anos pregando na Pártia e na Etiópia e que foi martirizado na cidade Nadabá em 60 dC.  Não podemos julgar se esta informação é digna de confiança. 

     

    9) FILIPE

    O Evangelho de João é o único a dar-nos qualquer informação pormenorizada acerca do discípulos chamado Filipe. Jesus encontrou-se com ele pela primeira vez em Betânia, do outro lado do Jordão (Jo 1.28). É interessante notar que Jesus chamou a Filipe individualmente enquanto chamou a maioria dos outros em pares. Filipe apresentou Natanael a Jesus (Jo 1.45-51), e Jesus também chamou a Natanael (ou Bartolomeu) para segui-lo.

    Ao se reunirem 5 mil pessoas para ouvir a Jesus, Filipe perguntou ao Seu Senhor como alimentariam a multidão. "Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para  receber cada um o seu pedaço", disse ele (Jo 6.7). Noutra ocasião, um grupo de gregos dirigiu-se a Filipe e pediu-lhe que o apresentasse a Jesus. Filipe solicitou a ajuda de André e juntos levaram os homens para conhecê-lo (Jo 12.20-22).

    Enquanto os discípulos tomavam a última refeição com Jesus, Filipe disse: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta" (Jo 14.8). Jesus respondeu que nele eles já tinham visto o Pai.


    Esses três breves lampejos são tudo o que vemos acerca de Filipe. A igreja tem preservado muitas tradições a respeito de seu último ministério e morte. Segundo algumas delas, ele pregou na França; outras dizem que ele pregou no sul da Rússia, na Ásia Menor, ou até na Índia.  Nada de concreto, portanto. 

     

    10) SIMÃO PEDRO (Cefas) 

    Era um homem de contrastes. Em Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou: "Mas vós, quem dizeis que eu sou?" Ele respondeu de imediato: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo" (Mt 16.15-16).

     

    Alguns versículos adiante lemos: "E Pedro chamando-o à parte, começou a reprová-lo..." Era característico de Pedro passar de um extremo ao outro.

    Ao tentar Jesus lavar-lhe os pés no cenáculo, o imoderado discípulo exclamou: "Nunca me lavarás os pés." Jesus, porém, insistiu e Pedro disse: "Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça" (Jo 13.8,9).

     

    Na última noite que passaram juntos, ele disse a Jesus: "Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!" (Mc 14.29). Entretanto, dentro de poucas horas, ele não somente negou a Jesus, mas praguejou (Mc 14.71).

     

    Este temperamento volátil, imprevisível, muitas vezes deixou Pedro em dificuldades. Mas, o Espírito Santo o moldaria num líder, dinâmico, da igreja primitiva, um "homem-rocha" (Pedro significa "rocha") em todo o sentido.

     

    Os escritores do Novo Testamento usaram quatro nomes diferentes com referência a Pedro. Um é o nome hebraico Simeon (At 15.14), que pode significar "ouvir". O Segundo era Simão, a forma grega de Simeon. O terceiro nome era Cefas palavra aramaica que significa "rocha". O quarto nome era Pedro, palavra grega que significa "Pedra" ou "rocha"; os escritores do Novo Testamento se referem ao discípulo com estes nomes mais vezes do que os outros três.

     

    Quando Jesus encontrou este homem pela primeira vez, ele disse: "Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas" (Jo 1.42). Pedro e seu irmão André eram pescadores no mar da Galiléia (Mt 4.18; Mc 1.16). Ele falava com sotaque galileu, e seus maneirismos identificavam-no como um nativo inculto da fronteira da galiléia (Mc 14.70). Foi levado a Jesus pelo seu irmão André (Jo 1.40-42).

     

    Enquanto Jesus pendia na cruz, Pedro estava provavelmente entre o grupo da Galiléia que "permaneceram a contemplar de longe estas coisas" (Lc 23.49). Em 1Pe 5.1, ele escreveu: “... eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo...”

     

    Pedro encabeça a lista dos apóstolos em cada um dos relatos dos Evangelhos, o que sugere que os escritores do Novo Testamento o consideravam o mais importante dos doze. Ele não escreveu tanto como João ou Mateus, mas emergiu como o  líder mais influente da igreja primitiva. Embora 120 seguidores de Jesus tenha recebido o Espírito Santo no dia do Pentecoste, a Bíblia registra as palavras de Pedro (At 2.14-40). Ele sugeriu que os apóstolos procurassem um substituto para Judas Iscariotes (At 1.22). Ele e João foram os primeiros a realizar um milagre depois do Pentecoste, curando um paralítico na Porta Formosa (At 3.1-11).

     

    O livro de Atos acentua as viagens de Paulo, mas Pedro também viajou extensamente. Ele visitou Antioquia (Gl 2.11), Corinto (2Co 1.12) e talvez Roma.

     

    Pedro sentiu-se livre para servir aos gentios (At 10), mas ele é mais bem conhecido como o apóstolo dos judeus (Gl 2.8). À medida que Paulo assumir um papel mais ativo na obra da igreja  e à medida que os judeus se tornavam mais hostis ao Cristianismo, Pedro foi relegado a segundo plano na narrativa do livro de Atos dos Apóstolos.

     

    A tradição diz que a Basílica de São Pedro em Roma está edificada sobre o local onde ele foi sepultado. Escavações modernas sob a antiga igreja exibem um cemitério romano muito antigo e alguns túmulos usados apressadamente para sepultamentos cristãos. Uma leitura cuidadosa dos Evangelhos e do primitivo segmento de Atos tenderia a apoiar a tradição de que Pedro foi figura preeminente da igreja primitiva.

     

    11) SIMÃO ZELOTE

    Mateus refere-se a um discípulo chamado "Simão, o  Cananeu", enquanto Lucas e o livro de Atos referem-se a "Simão, o Zelote". esses nomes referem-se à mesma pessoa. Zelote é uma palavra grega que significa "zeloso"; "cananeu" é transliteração da palavra aramaica kanna'ah,  que também significa "zeloso"; parece, pois, que este discípulo pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.

     

    A Bíblia não indica quando Simão foi convidado para unir-se aos apóstolos. Diz a tradição que Jesus o chamou ao mesmo tempo em que chamou André e Pedro, Tiago e João, Judas Iscariotes e Tadeu (Mt 4.18-22).

     

    Temos diversos relatos conflitantes acerca do ministério posterior deste homem e não é possível chegar a uma conclusão.

     

    12) TOMÉ

    O Evangelho  de João dá-nos um quadro mais completo do discípulo chamado Tomé do que o que recebemos dos Sinóticos ou do livro de Atos. João diz-nos que ele também era chamado Dídimo (Jo 20.24). A palavra grega para "gêmeos" assim como a palavra hebraica t'hom significa "gêmeo". A Vulgata Latina empregava Dídimo como nome próprio.

     

    Não sabemos quem pode ter sido Tomé, nem sabemos coisa alguma a respeito do passado de sua família ou de como ele foi convidado para unir-se ao Senhor. Sabemos, contudo, que ele juntou-se a seis outros discípulos que voltaram aos barcos de pesca depois que Jesus foi crucificado (Jo 21.2-3). Isso sugere que ele pode ter aprendido a profissão de pescador quando jovem.

     

    Diz a tradição que Tomé tornou-se missionário na Índia. Afirma-se que ele foi martirizado ali e sepultado em Mylapore, hoje subúrbio de Madrasta. Seu nome é lembrado pelo próprio título da igreja Martoma ou "Mestre Tome".


    13) MATIAS - Substituto de Judas Iscariotes

    Após a morte de Judas, Pedro propôs que os discípulos escolhessem alguém para substituir o traidor. O discurso de Pedro esboçava certas qualificações para o novo apóstolo (At 1.15-22). O apóstolo tinha de conhecer a Jesus "começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas". Tinha de ser também, "testemunha conosco de sua ressurreição" (At 1.22).

     

    Os apóstolos encontraram dois homens que satisfaziam as qualificações: José, cognominado Justo, e Matias (At 1.23). Lançaram sortes para decidir a questão e a sorte recaiu sobre Matias.

     

    O nome Matias é uma variante do hebraico Matatias, que significa "dom de Deus". Infelizmente, a Bíblia nada diz a respeito do ministério de Matias.

     

     

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    Paulo começou na sinagoga de Damasco, a dar testemunho de sua fé recém-encontrada. O tema de sua mensagem concernente a Jesus era: “Este é o Filho de Deus” (At 9:20). Mas Paulo tinha de aprender amargas lições antes que pudesse apresentar-se com

    APÓSTOLO PAULO, MINISTÉRIO E VIAGENS

     

     


    PAULO EM DAMASCO
    Paulo começou na sinagoga de Damasco, a dar testemunho de sua fé recém-encontrada. O tema de sua mensagem concernente a Jesus era: “Este é o Filho de Deus” (At 9:20). Mas Paulo tinha de aprender amargas lições antes que pudesse apresentar-se como líder cristão confiável e eficiente. Descobriu que as pessoas não se esquecem com facilidade; os erros do homem podem persegui-lo por um longo tempo, mesmo depois que ele os tenha abandonado. Muitos dos discípulos suspeitavam de Paulo. Ele pregou por breve tempo em Damasco, foi para a Arábia e depois voltou para Damasco.

     

    A segunda tentativa de Paulo de pregar em Damasco igualmente não teve bom resultado. Um ano ou dois haviam decorrido desde a sua conversão, mas os judeus se lembravam de como ele havia desertado de sua primeira missão em Damasco. Mas, o ódio contra ele inflamou-se de novo e “deliberaram entre si tirar-lhe a vida” (At 9:23). A dramática história da fuga de Paulo por sobre a muralha, num cesto, tem prendido a imaginação de muitos.

     

    A PREPARAÇÃO PARA O MINSTÉRIO
    Os dias de preparação de Paulo não estavam terminados. O relato que ele faz aos gálatas continua, dizendo: “Decorridos três anos, então subi a Jerusalém. . .“ (Gl 1:18). Ali ele encontrou a mesma hostil recepção que teve em Damasco. Uma vez mais foi obrigado a fugir.

     

    Paulo desapareceu por alguns anos. Esses anos que ele passou escondido deram-lhe convicções amadurecidas e estatura espiritual de que ele necessitaria em seu ministério.

     

    PAULO EM ANTIOQUIA
    Em Antioquia, os gentios estavam sendo convertidos a Cristo. A Igreja em Jerusalém teve de decidir como cuidar desses novos crentes. Foi então que Barnabé se lembrou de Paulo e se dirigiu a Tarso à sua procura (At 11:25). Barnabé já tinha sido instrumento na apresentação de Paulo em Jerusalém, num esforço por afastar as suspeitas contra ele.

     

    A esses dois homens foi confiada a tarefa de levar socorro à Judéia onde os seguidores de Jesus estavam passando fome. Quando Barnabé e Paulo voltaram a Antioquia, missão cumprida, trouxeram consigo o jovem João, apelidado Marcos, sobrinho de Barnabé (At 12:25).

     

    AS VIAGENS MISSIONÁRIAS 
    A jovem e florescente igreja de Antioquia resolve enviar a Barnabé e a Paulo como missionários. O primeiro porto de escala na primeira viagem missionária foi Salamina, na ilha de Chipre, terra natal de Barnabé. Este fato, juntamente com a frequente apresentação que a Bíblia faz desses missionários como “Barnabé e Saulo” indica que Paulo desempenhava papel secundário. Esta era a viagem de Barnabé; Paulo exercia o segundo posto de comando, e os dois tinham “João Marcos como auxiliar” (At 13:5).

     

    O êxito de seus esforços missionários nessa ilha incentivaram Paulo e seus parceiros a avançar para território mais difícil. Fizeram uma viagem mais longa por mar, desta vez até Perge, já em terras continentais da Ásia Menor. Dali Paulo pretendia viajar pelo interior numa missão perigosa até à Antioquia da Pisídia. Mas, exatamente neste ponto, aconteceu algo que causou muita dor de cabeça aos três. O ajudante, João Marcos, “apartando-se deles, voltou para Jerusalém” (At 13:13), onde morava. A Bíblia não nos diz por que, embora seja natural conjeturar que lhe faltaram coragem e confiança. A súbita mudança dos planos de Marcos causaria, mais tarde, conflito entre Paulo e Barnabé.

     

    Em Antioquia, Paulo tomou-se o porta-voz e criou-se um padrão conhecido de todos. Alguns criam em sua mensagem e se regozijavam; outros a rejeitavam e provocavam oposição. Aconteceu pela primeira vez em Antioquia, depois em Icônio. Em Listra ele foi apedrejado e dado por morto (At 14:19), mas sobreviveu e pôde prosseguir até à cidade de Derbe. A visita de Paulo e Barnabé a Derbe completou a sua primeira viagem. Logo Paulo resolveu percorrer de novo a difícil rota sobre a qual ele tinha vindo, a fim de fortalecer, encorajar e organizar os grupos cristãos que ele e Barnabé haviam estabelecido.

     

    Nisto discernimos o plano de Paulo de estabelecer congregações nas principais cidades do Império. Ele não deixava seus convertidos desorganizados e sem liderança capaz, mas, pelo mesmo motivo, não permanecia muito tempo num só lugar.

     

    O CONCÍLIO DE JERUSALÉM
    Os judeus muitas vezes faziam convertidos entre os gentios, mas estes eram mantidos numa posição de “segunda classe”. A não ser que estivessem preparados para submeter-se à circuncisão e aceitar a interpretação da Lei segundo os fariseus, eles permaneciam à margem da congregação judaica. Mesmo que chegassem a esse ponto, o fato de não terem nascido judeus ainda os barrava de usufruir completa comunhão. Assim, qual seria a relação dos convertidos gentios com a comunidade cristã? Paulo e Barnabé viajaram a Jerusalém a fim de conferenciar com os dirigentes ali a respeito desse problema fundamental.

     

    Em Jerusalém, Paulo expôs as suas convicções e saiu vencedor. A descrição da controvérsia que o próprio Paulo apresenta aos gálatas declara que lhe estenderam “a destra de comunhão” e igualmente a Barnabé. Os dirigentes da igreja concordaram em que “nós fôssemos para os gentios” (Gl 2:9).

     

    Após a conferência de Jerusalém, Paulo e Barnabé “demoraram-se em Antioquia, ensinando e pregando a palavra do Senhor” (Atos 15:35). Aqui, dois incidentes causaram severas tensões às relações de trabalho de Paulo com Pedro e Barnabé.


    PAULO REPREENDE PEDRO E SE DESENTENDE COM BARNABÉ

    O  primeiro desses incidentes surgiu dos mesmos problemas que provocaram a conferência de Jerusalém. A conferência havia liberado os gentios do regulamento judaico da circuncisão. Contudo, não havia decidido se os cristãos de origem judaica poderiam comer com os convertidos gentios. Pedro tomou posição ao lado de Paulo nessa praxe, o que envolvia relaxar os regulamentos dos judeus com vistas a alimentos. Na realidade, Pedro deu o exemplo comendo com gentios. Mais tarde, porém, ele “afastou-se e, por fim, veio a apartar-se” (Gl 2:12), e Barnabé se deixou levar “pela dissimulação deles” (v. 13). Paulo, considerando esses atos como nova ameaça à sua missão entre os gentios, recorreu a uma medida drástica. “Resisti-lhe [a Pedro] face a face, porque se tornara repreensível” (Gálatas 2:11). Ele fez isso “na presença de todos” (v. 14). Em outras palavras, ele recorreu à censura pública.

     

    Esse incidente ajuda-nos a entender o segundo, que Lucas registra em Atos 15:36-40. Barnabé desejava que o jovem Marcos os acompanhasse na segunda viagem missionária; Paulo opôs-se à ideia. E a narrativa diz que “houve entre eles tal desavença que vieram a separar-se” (v. 39).

     

    Não sabemos se Paulo e Barnabé voltaram a encontrar-se. “Eles concordaram em discordar” e empreenderam viagens, cada um para seu lado. Sem dúvida o evangelho foi desse modo promovido mais do que se tivessem permanecido juntos. Então “Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu... E passou pela Síria e Cilícia, confirmando as igrejas” (Atos 15:40, 41). 

    PAULO ENCONTRA TIMÓTEO
    Depois de nova visita a Derbe, o último ponto visitado na primeira viagem, Paulo e seu grupo prosseguiram até Listra para ver seus convertidos nesta cidade. Aqui Paulo encontrou um jovem cristão chamado Timóteo (Atos 16:1), e viu nele um substituto potencial para Marcos. O que aconteceu aqui redimiu Paulo de qualquer acusação de não se mostrar disposto a depositar confiança em homens mais moços do que ele. Em 1 Tm 1:2 dirigiu-se ao jovem Timóteo “verdadeiro filho”, e na segunda epístola fala dele como “amado filho” (2 Tm 1:2). Na segunda epístola lemos também: “pela recordação que guardo da tua fé, a mesma que primeiramente habitou em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também em ti” (2 Tm 1:5). Esta referência pode significar que a família de Timóteo fora ganha para Cristo por Paulo e Barnabé na sua primeira viagem. Por certo, quando Paulo voltou, ele quis que Timóteo “fosse em sua companhia” (At 16:3). Este mesmo versículo acrescenta que Paulo “circuncidou-o por causa dos judeus”. Era esta atitude coerente com o julgamento anterior de Paulo sobre Pedro? Ou se devia ao fato de ter ele aprendido a não criar problemas desnecessários? De qualquer modo, uma vez que Timóteo era meio-judeu, esta decisão evitaria problemas muitas vezes. Paulo sabia como lutar por um principio e como ceder por conveniência quando não estava em jogo nenhum princípio. Paulo sustentava que a circuncisão não era necessária à salvação (cf. Gálatas), mas estava pronto para circuncidar um judeu cristão como uma questão de conveniência.

     

    Quando o grupo de evangelistas (dirigido de algum modo não especificado pelo Espírito Santo — At 16:6-8) chegou a Trôade e se pôs a contemplar o outro lado da estreita península, deve ter ponderado sobre a perspectiva de avançar sua campanha ao continente europeu. A decisão foi tomada quando “à noite, sobreveio a Paulo uma visão, na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos” (At 16:9). A resposta de Paulo foi imediata.    O grupo navegou para a Europa.

     

    A viagem continuou ao longo da grande estrada romana que corre para o Ocidente através das principais cidades da Macedônia — desde Filipos até Tessalônica, e de Tessalônica a Beréia. Durante três semanas, Paulo falou na sinagoga de Tessalônica; depois foi para Atenas, centro da erudição grega, e cidade onde dominava a idolatria (At 17:16). Incansável, ele partiu para Corinto.

     

    Sua primeira e grande missão no mundo gentio estendeu-se por quase três anos. Depois ele voltou a Antioquia. Após uma curta permanência em Antioquia, Paulo partiu em sua terceira viagem missionária no ano 52 d.C. Desta vez suas primeiras paradas foram na Galácia e na Frígia. Depois de visitar as igrejas em Derbe, Listra, Icônio e Antioquia, ele resolveu fazer algum trabalho missionário intensivo em Éfeso, a capital da província romana da Ásia. Estrategicamente localizada para comércio, era superada somente por Roma, Alexandria e Antioquia em tamanho e importância. Como resultado dos trabalhos de Paulo ali, ela tornou-se a terceira mais importante cidade na história do Cristianismo primitivo — Jerusalém, Antioquia, depois Éfeso.


    PAULO EM ÉFESO
    Paulo chegou a Éfeso para empreender o que provou ser as mais extensas e exitosas de suas atividades missionárias em qualquer localidade. Mas esses anos lhe foram estrênuos. Visto que ele sustentava a si próprio trabalhando em sua profissão, seus dias eram longos. Seguindo o costume dos trabalhadores de um clima tão quente, ele levantava-se antes de raiar o dia e começava a trabalhar. As horas da tarde ele as empregava no ensino e pregação, e é provável que também as horas vespertinas. Isto ele fez “diariamente” durante “dois anos”. Em sua própria descrição desses trabalhos, Paulo acrescenta que ele não só ensinava em público, mas “também de casa em casa” (At 20:20). Teve êxito — muito bom êxito. Somos informados de “milagres extraordinários” (At 19:11) ocorridos durante esses dias agitados em Éfeso. A nova fé causou tal impacto sobre a cidade que “muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos” (At 19:19). Isso suscitou o ódio dos adoradores pagãos, temerosos de que os cristãos solapassem a influência de sua religião.

     

    Depois de três invernos em Éfeso, Paulo passou o seguinte em Corinto, em concordância com a promessa e a esperança expressas em 1 Co 16:5-7. Ali Paulo fez outros preparativos para uma visita a Roma. Escreveu uma carta, dizendo aos cristãos de Roma: “Muito desejo ver-vos, a fim de repartir convoco algum dom espiritual... muitas vezes me propus ir ter convosco” (Rm 1:11, 13), e “penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha” (Rm 15:24).

     

    A VOLTA A JERUSALÉM
    Paulo ignorou as advertências sobre os perigos que o ameaçavam se ele aparecesse de novo em Jerusalém. Ele achava que era decisivo voltar em pessoa, como portador da oferta das congregações gentias. Ele estava “pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém, pelo nome do Senhor Jesus” (At 21:13). De modo que Paulo foi de novo a Jerusalém, e Lucas escreve que “os irmãos nos receberam com alegria” (At 21:17). Mas espreitando nas sombras estava uma comissão de recepção com intenções diferentes.

     

     

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    O APÓSTOLO PAULO - HISTÓRIA E CARACTERÍSTICAS Neste primeiro tópico do nosso estudo, abordaremos questões referentes à pessoa do apóstolo Paulo, suas viagens, sua obra, seu zelo e sua doutrina. Suas viagens se revestem de fundamental importância

    O APÓSTOLO PAULO - HISTÓRIA E CARACTERÍSTICAS

    Neste primeiro tópico do nosso estudo, abordaremos questões referentes à pessoa do apóstolo Paulo, suas viagens, sua obra, seu zelo e sua doutrina.

     

    Suas viagens se revestem de fundamental importância e estão ligadas ao propósito do seu ministério. Apóstolo significa "enviado". Sendo assim, o apóstolo precisa ir. Suas viagens produziram uma obra, que foi o estabelecimento de igrejas em diversas cidades do Império Romano. Após a fundação das igrejas, Paulo poderia, simplesmente, seguir adiante sem se importar com o rebanho. Entretanto, destaca-se o seu zelo, demonstrado pelo envio de cartas às igrejas, inclusive a uma que não foi por ele fundada, à igreja de Roma. Essa correspondência poderia conter apenas assuntos de interesse pessoal do autor e dos destinatários. Entretanto, contêm a mais sublime exposição da doutrina cristã.

     

    Depois de todo esse trabalho, o apóstolo não recebeu recompensa humana. Pelo contrário, foi perseguido, preso, açoitado e morto. As suas viagens e as suas prisões foram necessárias para que hoje tivéssemos as epístolas paulinas no Novo Testamento.


    FAMÍLIA E INFÂNCIA

    Paulo se chamava também Saulo (At.13.9), nome hebraico derivado de "Saul", que significa "pedido". Nasceu em Tarso, na Cilícia, no ano 1 d.C. (At.21.39). Era judeu por descendência e romano devido ao status de sua cidade natal no Império (At.16.37; 22.25-30). Paulo era seu nome romano, derivado do latim "Paulus", que significa "pequeno" (At.13.9).

     

    O livro "Atos de Paulo e Tecla" nos apresenta o apóstolo como um homem de "baixa estatura, cabelos ralos, sobrancelhas ligadas e nariz convexo." 

    Jerônimo escreveu que os antepassados de Paulo viviam na Galiléia e depois migraram para Tarso. Eram, portanto, judeus da diáspora. Não sabemos os motivos da mudança, já que eram várias as razões que faziam com que muitos judeus abandonassem a Judéia. O próprio crescimento do comércio no Império era motivo de muitos deslocamentos.

     

    Tarso era a principal cidade da Cilícia, célebre (At.21.39) e bela. Era um centro cultural, religioso e filosófico. Possuía um templo dedicado a Baal e uma universidade tão importante quanto às de Atenas e de Alexandria. 

    A família de Paulo pertencia à tribo de Benjamim. Não se sabe o nome dos seus pais, mas apenas que eram da seita dos fariseus, à qual o próprio Saulo aderiu. (At.23.6; Fp. 3.5 Rm. 11.1).


    JUVENTUDE, EDUCAÇÃO, OFÍCIO E SEITA RELIGIOSA

    Embora Tarso fosse uma ótima cidade, sua cultura e costumes eram estranhos ao judaísmo. Os pais de Saulo parecem ter se preocupado com a formação religiosa do filho. Por isso, Saulo foi morar em Jerusalém (At.26.4), onde estavam sua irmã e seu sobrinho (At.23.16). Tal mudança deve ter ocorrido por volta dos 13 anos de idade, quando todo judeu deveria se apresentar no templo judaico. Daí em diante, o jovem Saulo passou a ser instruído pelo mestre fariseu Gamaliel (At.5.34; 22.3). Tornou-se também um fariseu convicto e extremamente zeloso (Gl.1.14). Pela análise de todos os textos mencionados, entendemos que a família de Saulo era influente. Ele mesmo chegou a possuir algum nível de autoridade política e religiosa em Jerusalém. Pode ter participado do Sinédrio ou simplesmente de uma sinagoga, onde votava contra os cristãos (At.26.10). Parte de sua instrução foi o aprendizado da confecção de tendas, ofício que mais tarde lhe serviria como fonte de renda em algumas viagens.

     

    Tendo nascido no ano 1, Paulo era contemporâneo de Jesus. Contudo, não sabemos se chegaram a ter algum contato antes da crucificação. Isso é bastante possível, mas, por falta de provas, torna-se apenas objeto de especulação. Os versículos de II Co.5.16 e I Co.9.1 podem indicar esse conhecimento, mas isso não é absolutamente certo. Mesmo que tenha tomado conhecimento a respeito de Jesus, Paulo, como fariseu, não via em Cristo a realização de suas esperanças, uma vez que os fariseus aguardavam a emancipação política de Israel. Assim, o cristianismo, que anunciava um reino espiritual, apresentava-se como abominação aos olhos de Paulo, o qual se tornou um perseguidor implacável dos  cristãos (Gl. 1.13; I Cor. 15.9). Não satisfeito com as perseguições dentro de Jerusalém, Paulo os perseguia em outras cidades, procurando prendê-los afim de que fossem mortos. Notamos nisso um ímpeto "missionário" às avessas. Nesse tempo de perseguidor, Saulo ainda era um jovem, conforme está escrito em At.7.58; 8.1-3.

    CONVERSÃO 
    A conversão de Saulo se deu por volta dos anos 33 ou 34 d.C.. Converteu-se sem a pregação do evangelho por parte de outro homem (Gl.1.11-12). Afinal, quem pregaria para Saulo? O próprio Ananias ficou temeroso quando Deus lhe enviou a orar por aquele que era conhecido como o grande perseguidor da igreja (At.9.13). Uma conversão sem pregação constitui-se exceção. O normal é que alguém pregue o evangelho para que outros se convertam (Rm.10.14).


    PRIMEIRAS VIAGENS APÓS A CONVERSÃO

    Em Gálatas 1, Paulo apresenta seu itinerário após a conversão para mostrar que não aprendeu de nenhum apóstolo a doutrina cristã:

    Damasco (At.9.8)

    Deserto da Arábia - Gl. 1.17

    Damasco - Gl 1.17

    Jerusalém - 3 anos depois da conversão, onde esteve 15 dias com Pedro, (Gl. 1.18). Seu objetivo nesse ponto era deixar claro que não esteve com Pedro tempo suficiente para aprender com ele as doutrinas do cristianismo.


    Síria e Cilícia - Gl. 1.21 - Esteve, por aproximadamente 10 anos, morando em sua cidade natal, Tarso. Talvez tenha passado esse período sozinho. Tinha sido rejeitado pela família, pelos judeus e encontrava dificuldades entre os cristãos, pois estes tinham receio dele. Por suas epístolas, entendemos que muitos não aceitavam seu apostolado pelo fato de não ter vivido com Jesus. Em Atos 1, na hora de escolher o substituto de Judas Iscariotes, Pedro apresentou os requisitos: o candidato deveria ter acompanhado Jesus desde o batismo de João até a ressurreição (At.1.21-22). Portanto, se Paulo estivesse ali, não seria escolhido para ser apóstolo. 

    Antioquia - Por fim, Barnabé foi até Tarso à procura de Paulo e logo depois o conduziu a Antioquia da Síria, onde passou a participar da igreja (At.11.25-26). Antioquia foi o oásis de Paulo. Barnabé foi aquele irmão de que Paulo tanto necessitava para introduzi-lo no convívio cristão. Em Antioquia Paulo permaneceu um ano.

     

    Jerusalém - Depois disso, Paulo foi a Jerusalém com Barnabé e Tito a fim de levar a ajuda enviada pelos irmãos de Antioquia (At.11.27-30). Era então o ano 47 ou 48, 14 anos depois de sua conversão, conforme Gálatas 1.18. 

    Antioquia - Paulo volta para Antioquia, que passou a ser um tipo de "quartel-general".

     

    De acordo com os Atos e as epístolas, entendemos que Paulo era um homem muito instruído, tanto em relação ao judaísmo quanto na filosofia grega. Contudo, seu conhecimento espiritual sobre os mistérios de Deus sobrepujava a tudo isso. Era também homem impetuoso, disposto e extremamente zeloso em tudo.


    A EVANGELIZAÇÃO DOS GENTIOS.

    Pedro iniciou a evangelização dos gentios em Atos 10, mas isso não foi algo natural para ele que era um judeu de Jerusalém. Somente após um arrebatamento, uma visão e uma palavra direta de Deus, é que Pedro admitiu a idéia de pregar aos gentios. Paulo, porém, era um judeu romano. Isso facilitava sua visão rumo aos povos não judeus. Deus o escolheu para essa missão: ser apóstolo aos gentios (At.22.21; Gl. 2.2,8). 

    Nas cidades em que chegava, Paulo normalmente ia primeiro às sinagogas (At.13.13-14, 42-48; 14.1; 17.1-2). Ainda não havia igrejas ou templos cristãos nesses lugares. Por outro lado, ele ainda honrava os judeus com a primazia no anúncio da fé cristã. Entretanto, eles não viam por essa ótica. As pregações nas sinagogas terminavam com a revolta dos judeus. Paulo era expulso, agredido e muitos queriam até apedrejá-lo. Desse modo, ocorria um escândalo em público, mas a essa altura, alguns judeus já haviam se convertido. Até as disputas em praça pública eram proveitosas para que os gentios ouvissem a palavra de Deus. Com esse grupo de convertidos se formava a igreja e as reuniões mudavam de local (At.18.4-7). 

    PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA - Entre os anos 47 e 49 (At.13 e 14)


    Paulo esteve durante algum tempo participando da igreja em Antioquia. Esta cidade era muito importante. Chegou a ser uma grande metrópole ainda nos tempos dos reis gregos da Síria, os selêucidas. Após a conquista por Roma, continuou como capital da província e ali se encontravam os governadores romanos. Era bela, com muitos palácios e templos, dentre os quais se destacava o Santuário de Apolo. Nessa cidade havia uma grande colônia judaica, correspondendo à sétima parte da população.

     

    Estando reunido com os irmãos em Antioquia, Paulo recebeu uma direção do Espírito Santo para empreender sua primeira viagem missionária juntamente com Barnabé. Partiram então, levando João Marcos.

     

    Eis o roteiro da primeira viagem missionária de Paulo: Antioquia da Síria; Ilha de Chipre (Salamina e Pafos); Antioquia da Psídia; Icônio, Listra, Derbe; Perge; Antioquia da Síria.

     

    No meio da viagem, Marcos abandonou o grupo e voltou para Jerusalém. Por esse motivo, Paulo não quis levá-lo em sua próxima viagem (At.13.13). 

    TERCEIRA VISITA A JERUSALÉM

    Após a primeira viagem missionária, Paulo faz sua terceira visita a Jerusalém, por volta do ano 49. Nessa oportunidade ocorre a famosa discussão dos apóstolos sobre o que deveria ser exigido dos gentios convertidos no que se refere à observância da lei mosaica. (At.15) 

    SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA - Entre os anos 50 e 52 d.C. (At.15.40 a 18.22)


    Terminado o concílio de Jerusalém (At.15), Paulo e Barnabé voltaram para Antioquia, levando consigo Judas, chamado Barsabás, e Silas. Alguns dias depois (At.15.36), Paulo inicia sua segunda viagem missionária, em companhia de Silas, com o principal propósito de visitar as igrejas estabelecidas nas cidades anteriormente visitadas.

     

    Eis o roteiro da segunda viagem: Antioquia da Síria; Cilícia; Listra; Frígia; Galácia; Trôade; Macedônia/Grécia: Filipos; Tessalônica; Beréia; Acaia; Atenas; Corinto; Éfeso; Jerusalém; Antioquia da Síria.

     

    Em Listra, Timóteo entrou na equipe de Paulo. Em Trôade foi a vez do médico Lucas. Paulo ficou um ano e meio em Corinto, ocasião em que estabeleceu a igreja. Daí escreveu aos Tessalonicenses.


    TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA - 53 a 58 d.C. (At.18.23 a 20.38).

    Tendo ficado "algum tempo" em Antioquia (At.18.23), Paulo parte para sua terceira viagem missionária.


    O apóstolo muda então sua "base" para Éfeso, que passa a ser sua cidade de retorno. Ali esteve durante dois anos (At.19.10). O versículo mencionado diz que toda a Ásia foi evangelizada naquele período. Portanto, parece certo que Paulo fez diversas viagens às cidades da Ásia Menor, voltando sempre para Éfeso.

     

    O itinerário da terceira viagem foi: Antioquia da Síria, Galácia, Frígia, Éfeso, Macedônia, Grécia, Trôade, Mileto, Tiro e Cesaréia.


    VIAGEM A JERUSALÉM

    Percebe-se na história de Paulo seu amor pelo seu povo e pela cidade de Jerusalém (At.20.16). Agora, esse amor se dirigia, mais especialmente, aos cristãos daquela cidade. Ali chegando, o apóstolo foi recebido com alegria pelos irmãos. Vinha trazendo uma oferta para eles (I Co.16.3; II Cor.9; Rm.15.25; At.21.17). Afinal, todo o receio contra o ex-perseguidor estava dissipado. A igreja havia finalmente abraçado o apóstolo. Contudo, a fúria dos judeus continuava crescendo contra aquele que consideravam um traidor da pátria e da religião judaica. Com esse espírito de ódio, os judeus prenderam Paulo em Jerusalém e o espancaram. O grande tumulto que se formou chamou a atenção das autoridades romanas, que prenderam Paulo. Aproveitando a oportunidade, o apóstolo pediu para falar à multidão que se ajuntou. Nesse momento, ele deu seu testemunho de conversão até ser interrompido por aqueles que queriam sua morte (At.22.1-22). 

    PRISÃO EM CESARÉIA

    Os judeus de Jerusalém decidiram matar Paulo. Por isso, as autoridades romanas o conduziram em segurança até Cesaréia, onde esteve preso durante dois anos (At.23.23 a 26). Nesse período, ele se apresentou a várias autoridades: ao governador Félix e sua mulher Drusila, ao governador Pórcio Festo, sucessor de Félix, e ao rei Agripa e sua mulher Berenice. Diante deles, o apóstolo proferiu suas defesas, que foram verdadeiros testemunhos e pregações do evangelho. Estas autoridades não viam motivos para matar Paulo. Resolveram então devolvê-lo aos judeus para que eles mesmos resolvessem o problema. Diante dessa possibilidade, Paulo, sabendo que os judeus o matariam, apelou para César, ou seja, o imperador Nero.


    PRISÃO EM ROMA

    Sendo cidadão romano, Paulo tinha o direito de ser julgado em Roma. Foi então enviado para lá. Afinal, convinha que chegasse à capital do Império e ali pregasse o evangelho (At.19.21; 23.11). Após uma viagem conturbada e um naufrágio, Paulo finalmente chega a Roma (At.27). Ali permanece preso em uma casa alugada por ele mesmo durante dois anos (At.28). Nesse tempo, pregou o evangelho a todos quantos se interessavam por ouvi-lo.

     

    A MORTE DE PAULO

    As últimas palavras bíblicas sobre a vida do apóstolo Paulo encontram-se em At.28 e II Tm.4.6-8. Informações extrabíblicas dão conta de que ele teria sido solto em 63 d.C.. Talvez tenha visitado a Espanha e outros lugares (de acordo com epístola de Clemente, Cânon Muratoriano e Atos de Pedro.). Finalmente, a tradição nos informa que o apóstolo Paulo foi preso e decapitado pelo imperador Nero em 67 d.C.



    Resumindo a cronologia da vida de Paulo:

    Data aproximada, Fato ou localidade visitada:

    Ano 1 d.C. Nascimento de Paulo

    Ano 33 ou 34 d.C. Conversão

    Entre 33 e 36 Deserto da Arábia

    Ano 36 Primeira visita a Jerusalém

    Entre 36 e 46 Síria, Cilícia (principalmente Tarso)

    Entre 46 e 47 (Atos 11.25-26) Antioquia da Síria

    47 Segunda visita a Jerusalém

    47 Antioquia da Síria

    47 a 49 Primeira viagem missionária

    49 (Atos 15) Terceira visita a Jerusalém

    50 a 52 Segunda viagem missionária

    53 a 58 Terceira viagem missionária

    58 Quarta visita a Jerusalém

    58 a 59 Prisão em Cesaréia

    60 a 62 Prisão em Roma

    63 a 66 Liberdade e viagens diversas (???)

    67 Morte em Roma

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  • Texto

    costume das Seitas usarem versículos fora do contexto, citando-os isoladamente para tentarem dar base bíblica as suas heresias. O versículo 15 do capítulo 1 de Colossenses, é um dos mais usados pelas seitas anti-cristãs (mas se dizem cristãs), te

    ESTUDO DE COLOSSENSES 1.15  


     

    O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;”

     

    É costume das Seitas usarem  versículos fora do contexto, citando-os isoladamente para tentarem dar base bíblica as suas heresias. O versículo 15 do capítulo 1 de Colossenses, é um dos mais usados pelas seitas anti-cristãs (mas se dizem cristãs), tentado convencer os incautos que Jesus é um ser criado.

    Para estarmos dentro do contexto, vamos analizar também porque Paulo escreveu esta carta, qual seu propósito. 

    O MOTIVO DA CARTA

    A Igreja de Colossos ainda alimentava uma preocupação errônea e exagerada em relação à guarda religiosa e cerimonial dos ritos tradicionais judaicos do passado. Além disso, os cristãos de Colossos eram muito vulneráveis às crenças místicas e supertiociosas de todos os tipos. Essa falta de confiança na fé cristã e no Senhorio de Cristo criou um ambiente fértil para o surgimento de uma heresia que juntava elementos judaicos com teorias e doutrinas de um gnosticismo ainda em formação.

    O propósito de Paulo era  combater a heresia contra a pessoa de Jesus. Para alcançar esse alvo, exalta Cristo como a própria imagem de Deus (1.15), Criador (1.16), sustentador preexistente de todas as coisas (1.17), cabeça da igreja (1.18), primeiro a ser ressuscitado (1.18.), plenitude da deidade em forma corpórea (1.19) e reconciliador (1.20-22). Cristo é portanto totalmente satisfatório. Nele o cristão recebe a plenitude do Espírito de Deus.

    Sendo assim, o tema central da carta aos colossenses pode ser resumido na plena suficiência de Jesus Cristo, em oposição às limitações e incapacidades de qualquer seita filosofia ou crença produzida pelos seres humanos.

    ANÁLISE TEXTUAL

    Analisaremos todo o capitulo 1 da carta de Paulo a igreja da cidade de Colossos. Trabalhar apenas em um versículo, não nos daria o real sentido do versículo 15, não nos daria o entendimento do que Paulo queria nos ensinar.

    1 – "PAULO, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo".

    Paulo, como de costume em suas cartas se apresenta como apóstolo de Cristo. O Apóstolo era cristocêntrico, ele não tinha dúvidas da soberania de Cristo sobre sua vida e ministério. Nesta carta ele usa a palavra “Cristo” 29 vezes. Apesar de citar Timóteo ele é o autor exclusivo da carta, como pode ser visto no uso constante do pronome pessoal “EU”.

    2 - "Aos santos e irmãos fiéis em Cristo, que estão em Colossos: Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo".

    Os cristãos são chamados de “Santos”, porque todos os seguidores fieis de Jesus, são santos, pois foram santificados na morte vicária de Jesus.

    3 - "Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós".

    Veja que neste versículo, mesmo citando o agradecimento a Deus pelos irmãos da igreja, ele não os deixa esquecer que Jesus é Filho de Deus.

    4 - "Porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus, e do amor que tendes para com todos os santos";

    Nossa fé deve estar firme em Cristo. É Ele, Cristo que nos ensina o amor entre os Santos.

    5 - "Por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho",

    Nossa esperança de vida eterna está em Jesus, pois Ele é palavra da verdade do Evangelho, o Verbo.

    6 - "Que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade";

    O apóstolo informa aos crentes de Colossos sobre o crescimento do Evangelho, em toda parte onde é pregado.

    7 - "Como aprendestes de Epafras, nosso amado conservo, que para vós é um fiel ministro de Cristo",

    Aqui Paulo elogia o trabalho do Pastor de Colossos, Epafras. Chamando-o de cooperador e fiel ministro de Cristo. Ensina que o responsável por uma igreja cristã deve acima de tudo ser fiel a Jesus. Que o pastor jamais pode ensinar algo contra a pessoa de Jesus, além de respeitar seus superiores de ministério, no caso aqui Paulo.

    8 - "O qual nos declarou também o vosso amor no Espírito".

    O pastor da igreja não deve esquecer de propagar as virtudes de seus membros. Não esquecendo que o amor que reina entre seus congregados vem do Espírito Santo.

    9 a 11 – 9 - "Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; 10 - Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus; 11 - Corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência, e longanimidade com gozo";

    O conhecimento da vontade de Deus. O conhecimento bíblico, não é para ficar conosco, mas que este conhecimento passe a ser prático, que o conhecimento de Deus nos faça agir e viver uma vida digna do verdadeiro Filho de Deus. É o conhecimento de Deus que nos trará crescimento. Então que cada um procure a cada dia conhecer mais e mais a Palavra de Deus.

    12 - "Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz";

    Não esqueçamos de dar sempre graças ao Deus Pai. Aqui Paulo deixa claro que devemos ser agradecidos a Deus por nossa salvação. Isso deixa bem claro nossa dependência de Deus, e não o contrário conforme alguns ensinos que estão sendo propagados atualmente.

    13 - "O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor";

    Nós reinamos com Cristo. Quem é contra Cristo, não fará parte do Reino que Deus separou para os santos. Aqui fica bem claro que não há opção, o salvo não vai escolher, ele será transportado por Deus para o Reino de seu Filho, Jesus. Quem é contra Cristo vai para onde na eternidade, já que para ele Jesus é apenas um "ser criado"? Faça essa pergunta a quem tentar lhe ensinar que Jesus não é Deus, não é o salvador.

    14 - "Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados";

    Nosso perdão de pecados está em Cristo, se não estamos em Cristo continuamos em nossos pecados. Não há outro meio de perdão. Se alguém está ensinando que Cristo não é importante, tal ensinamento é anátema, pois a salvação está em Jesus.

    15 - "O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação";

    Jesus é chamado de imagem de Deus, quer dizer, em Cristo está o resplendor da Glória de Deus. No judaísmo a palavra “primogênito” significa supremacia, privilégios e direitos que nenhum outro filho tinha. O apóstolo está ensinando que Jesus é superior a toda criação, que ele tem supremacia sobre todas as coisas. Não há como defender neste versículo Jesus como criação, mas sim como superior a toda a criação, porque Ele é o Criador.

    Paulo não está dizendo que o Filho foi o primeiro ser criado. No Antigo Testamento, um filho primogênito seria o principal herdeiro dos bens deixados (Dt 21.17; Ex 4.22; Sl 89.27. O termo "primogênito" é empregado com relação a Cristo para afirmar que ele tem tal honra e dignidade, e não no sentido de filho mais velho de uma família. Cristo é particularmente amado de seu Pai, e todas as coisas forma criadas nele, por Ele e Para Ele.

    16 - "Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele".

    O maravilhoso Jesus é também o Criador. Tudo foi criado por Ele e para Ele. Não importa se são coisas visíveis ou invisíveis, tudo foi criado por Ele. Aqui está à confirmação de João 1.1-3 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez”.

    17 - "E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele".

    A eternidade de Jesus é confirmada. Em Jesus nós criaturas e todo o mundo subsiste. Nele está à sustentação de todas as coisas. Nessa veemente reafirmação da precedência temporal e da significação universal de Cristo, esse versículo torna explícito o que estava implícito no versículo 16: Cristo existia antes de todas as coisas. Ele não foi criado. A confirmação de que Jesus é o sustentador e o poder unificador do universo está em Hebreus 1.2-3.

    18 - "E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência".

    Jesus está acima de tudo, inclusive da Igreja de Deus, da qual Ele é a cabeça. Se Ele é a cabeça da Igreja, qualquer ensinamento que vá contra a soberania de Cristo, está totalmente fora da vontade de Deus, que definiu seu Filho amado como “Dono da Igreja”. Mais uma vez sua supremacia é lembrada, agora sobre os mortos. Afinal Ele é o primeiro em tudo, até entre os que foram ressuscitados. Paulo não nos deixa esquecer a supremacia de Cristo, sobre tudo.

    19 - "Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse",

    Foi Deus Pai quem quis que a Plenitude de Cristo fosse sobre tudo. Plenitude aqui para Paulo significa poder absoluto, Totalidade de Deus com todos os seus poderes e atributos.

    20 - "E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus".

    Nós que nos separamos de Deus por causa do pecado, em Cristo somo reconciliados com Deus. Está claro que só pode ser salvo quem aceita o sacrifício de Jesus.

    21 - "A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou".

    Antes de crermos em Cristo, somos considerados inimigos de Deus. Não se deixe enganar, fora de Cristo não há salvação. Deus não vai dar um “jeitinho” de salvar os que vivem denegrindo a pessoa de Jesus. Não caia nessa armadilha dos inimigos de Cristo que chegam até você oferecendo ensinamentos que vão contra a divindade de Jesus. Seguindo esse tipo de pessoas você estará se afastando de Deus.

    22 - "No corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis".

    A pessoa de Jesus, nos torna livres de qualquer acusação diante de Deus. Jesus é nosso advogado.

    23 - "Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro".

    Nossa base de vida deve ser Jesus, Ele é nossa esperança, se nos afastarmos dele, perdemos toda esperança de um futuro com Deus. Quando falamos de Evangelho, falamos de Jesus, afinal Ele é a Boa Nova.

    24 - "Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja";

    Quando sofremos por causa de nossa esperança de salvação, devemos nos lembrar dos sofrimentos de Cristo.

    25 - "Da qual eu estou feito ministro segundo a dispensação de Deus, que me foi concedida para convosco, para cumprir a palavra de Deus";

    Mais uma vez Paulo lembra sua posição de ministro de Deus.

    26 - "O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos";

    O mistério de Deus que nos foi revelado é Cristo. A Igreja de Deus deve ser cristocêntrica, Jesus tem de ser o centro de nossa vidas.

    27 - "Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória";

    Nós gentios, não tínhamos esperança, mas Deus em sua imensa misericórdia nos enviou Cristo, nossa gloriosa riqueza, nossa esperança de gozar a Glória de Deus.

    28-29 "28 - A quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo o homem perfeito em Jesus Cristo; 29 - E para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente".

    Devemos a cada dia sermos aperfeiçoados em Cristo. Jesus deve ser o nosso espelho. Lutemos diariamente até o dia em que chegaremos à estatura do Varão Perfeito, Cristo Jesus.

    CONCLUSÃO

    Paulo conclui, nos advertindo que devemos aprender e ensinar uns aos outros. Esse aprendizado é quem vai nos preparar para que não venhamos a cair em ensinamentos “loucos”, que querem dizer que Jesus é um ser “criado”, quando na verdade o que Paulo está dizendo é que Cristo tem supremacia sobre a criação já que Ele é o criador.

    Nunca aceite argumentos ou ensinamentos que usam um só versículo. Neste capítulo é muito usado o versículo 15, para tentar colocar Jesus igual a todas as coisas da criação, mas é um argumento que não tem sustentação, tanto que a resposta está logo no versículo 16, que deixa bem claro que Jesus é o Criador e não criatura.

    Ao Senhor Deus e só ao Senhor, toda glória, para sempre. Amém!


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