• Texto

    O PODER DAS COISAS PEQUENAS

    Quantos já perceberam que as coisas pequenas podem ser muito boas ou muito más?
     
    Uma pequena mosca...
    Uma pequena Pedra no sapato...
    Uma pequena palavra de amor...
     
    Mateus 13: 31-32. “Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo; 32 O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos. “
     
     
    A semente a que Jesus se referia era provavelmente a “Brassica negra” ou semente de mostarda.  
    De acordo com a Wikipedia; "As pequenas sementes - (1 mm), elas são duras e variam em cor do castanho escuro ao preto. Eles são muito saborosas, embora não  tenham quase nenhum aroma. "   "A própria planta pode crescer de 2 a 8 metros de altura com cachos de pequenas flores amarelas.
     
    Jesus estava a ensinar sobre o poder de semear ou o estabelecimento de pequenas coisas em nossas vidas.
     
     

    Pergunta 1   Acha que o que semeamos na vida é importante para o nosso futuro?
     
    As pequenas raposas...
     
    " Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor. “ Cânticos 2:15
     
    No tempo de Jesus muros eram construídos à volta das vinhas para proteger as uvas dos invasores (chacais e raposas).   Uma torre era construída para que um guarda pudesse ver toda a vinha.   A grande raposa poderia ser facilmente detectada, mas as pequeninas poderiam entrar sem serem vistas e estragar a colheita das boas uvas.   Este é exatamente o que um pouco de mal pode fazer na vida de uma pessoa.  
     
    "Não vos enganeis; Deus não se zomba: pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará. [8] Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção ... "Gálatas 6: 7-8
     
    " Assim como as moscas mortas fazem exalar mau cheiro e inutilizar o ungüento do perfumador, assim é, para o famoso em sabedoria e em honra, um pouco de estultícia. “
    Eclesiastes 10:1
     
    O sábio Salomão entendeu este princípio.   O boticário fazia uma pomada, que era para abençoar e ungir.   Era feito na esperança de abençoar alguém.   No entanto, tudo o que era necessário era uma mosca morta para arruinar um lote inteiro.   Pequenas coisas são importantes.  
     
    NOTA: Vamos ver as grandes possibilidades quando semeamos boas sementes.  
     
    "Não vos enganeis; Deus não se zomba: pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará. ... Mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá a vida eterna "Gálatas 6: 7-8.
     
    Quando semeamos coisas boas da vida, o resultado final será coisas boas.  
    Um bom exemplo é a semente do milho.   Uma semente de milho vai produzir uma haste e, em seguida, geralmente 3-4 espigas de milho com cerca de 200 sementes por espiga que se traduz em 6-800 sementes.   Se essas sementes foram plantadas novamente o potencial em apenas uma temporada seria um poderoso aumento de 640 mil vezes.   Semear pequenas coisas boas tem o potencial para grandes resultados.  
     
    Cada semente de cada espécie tem um grande potencial quando é plantado.   Porque não começar hoje a plantar boas sementes na vida?  Sementes de bondade, amor, compaixão, misericórdia, perdão e respeito.   Você pode se surpreender com o resultado.  
     
    Pergunta 2   Consegue pensar numa maneira de semear boas sementes?   Más sementes?
     
    Uma dimensão adicional
     
    O nosso entendimento desta parábola não estaria completo até que olhemos para um outro aspecto do ensinamento de Jesus.   Os pássaros.  
    Ele estava a falar sobre as coisas na vida que tentarão roubar ou matar a colheita de boas sementes que plantamos.   Todos nós sabemos que os pássaros amam sementes.   Ele fez referência a isso em outra parábola.
     
    "E, quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram-na:" Mateus 13: 4  
     
    As aves representam a obra do maligno do diabo.
     
    "Quando um homem ouve a palavra do reino, e não a entende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. "Mateus 13:19 (NVI)  
     
    Uma realidade da agricultura é o fator - pragas.   Os agricultores estão sempre preocupados com as pequenas coisas que vêm e devoram os frutos do seu trabalho árduo.  
    O que Jesus está a ensinar é o fato de que plantar boas sementes nem sempre é fácil, mas é frutífera.  
     
    NOTA: JESUS ensina a semear boas sementes e deixar a colheita para ele.   Sim, haverá pássaros que vão comer um pouco da cultura, mas haverá uma colheita e vale a pena o tempo e o esforço para semear boas sementes.
     
    Pergunta 3   Já fez algo de bom para alguém e não recebeu um obrigado de volta?   Decidiu deixar de ser agradável?
     
    Conclusão
     
    Quando entendemos o poder de plantar pequenas coisas e nos envolvemos no processo,  grandes coisas vão acontecer.  SEMEIE NO ESPIRITO.
     
    "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, [23] mansidão, temperança (auto-controle); contra estas coisas não há lei." Gálatas 5: 22-23 (NVI)  
     
    Quantas vezes os nossos esforços para Deus são atacados pelo inimigo.Podemos ficar tão desanimados que nem sequer quer tentamos de novoMasDeus tem prazer em fazer do insignificante – significativo, do nada – tudo, do ninguém – alguém em Cristo.
     
    Ao longo da história, podemos ver o padrão: 

         O Cajado de Moisés que fez uma nação do Egito (Êxodo 4: 1-9), 
         O queixada de um jumento que na mão de Sansão matou mil filisteus (Juízes 15: 14-16)
         Cinco pedras lisas que derrubaram o gigante Golias (1 Samuel 17), 
         Um pouco de azeite de uma viúva sustentou-a e fez dela pagar as dividas e viver. (2 Reis 4: 1-7)
         Cinco pães de cevada e dois peixes alimentaram uma multidão (Mateus 14:13-21),
         Um pequeno grito “Jesus filho de Davi, tem misericórdia de mim” – curou um cego e deu nova vida.
         Um pequeno toque na orla do vestido de Jesus, e a mulher do fluxo de sangue foi restaurada.
         10 % do nosso ordenado, produz uma grande abundancia da parte de Deus.
    e 
         A semente de mostarda Jesus disse que iria se tornar uma grande árvorepara que os pássaros encontram abrigo (Mateus 13: 31-32

    Comentar
  • Texto

    Arrependimento... I. O Arrependimento é a primeira e uma das mais importantes verdades do Novo Testamento.

                                            
    1. Foi o teor da mensagem de João Batista, Mc 1.4,“...apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados”.
     
    2. Foi mencionado na primeira mensagem de Cristo, Mc 1,14-15,“14 Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, 15 dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho”.
    (...)
     

    3. Jesus enviou seus discípulos a pregar e o que eles pregaram? Mc 6.12, “Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse”.

     
    4. Examinando o livro de Atos, a primeira pregação da Igreja de Cristo, Pedro pede aos ouvintes que se arrependam, Atos 2.38,“Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”.
     
    5. Paulo, outro grande pregador da igreja primitiva, ressalta aos Atenienses idólatras: Atos 17.30, “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam”.
     
    6. O arrependimento era básico na mensagem primitiva.
     
    II. O arrependimento é o ponto de partida pelo qual todos que entram no reino dos céus precisam chegar a entendê-lo
    1. Jesus deixa claro que todos os fariseus, sacerdotes e anciãos precisavam se arrepender da mesma forma que os publicanos e as meretrizes. Essa é uma verdade fundamental e vital. Não é um desses pontos que pode haver variações de pensamentos.
     
    2. Paulo pregava que não havia nenhum justo capaz de fugir dessa realidade; Rm 3.10-19, “10 como está escrito: Não há justo, nem um sequer, 11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus; 12 todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. 13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, 14 a boca, eles a têm enchido de maldição e de amargura; 15 são os seus pés velozes para derramar sangue, 16 nos seus caminhos, há destruição e miséria; 17 desconheceram o caminho da paz. 18 Não há temor de Deus diante de seus olhos. 19 Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus”.
     
    5. Podemos dizer com segurança que o tempo da salvação começa no arrependimento.
     
    III. Jesus enfatiza que o que condena os homens é o fato de não se arrependerem
     
    1. Mateus 21.32, “Porque João veio a vós outros no caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto, não vos arrependestes, afinal, para acreditardes nele”. Foi o caso dos fariseus mencionados nesta parábola.
     
    2. Ai de ti Cafarnaum... Lc 10.13, “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom, se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido, assentadas em pano de saco e cinza”.
     
    V. O Arrependimento em algum ensinos ilustres do Senhor Jesus
     
    1. Na parábola do filho pródigo encontramos o momento em que ele se arrependeu, e nada é mais comovente do que a palavras que Jesus usou para descrevê-la: “E tornando em si...”, Lc 15.17, “Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!”.
     
     
    VI. O que é o arrependimento - forma simplificada
    1. Primeiro: Admitir o erro: a si mesmo; a quem de direito; a Deus; ao mundo. Exemplo: O filho pródigo: “Caindo em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai tem abundância de pão e eu aqui pereço de fome?”
     
    2. Segundo: Sentir vergonha do que fez, achando-se indigno de receber o perdão. Exemplo: O filho Pródigo: “Pai, pequei contra o céu, e perante ti, e já não sou digno de ser chamado seu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros...”, Lc 15.18-19.
     
    3Terceiro: Provar e confirmar o arrependimento, fazendo aquilo que de princípio havia se recusado a fazer. Exemplo: o filho Pródigo: “E levantando-se foi para seu pai”, Lc 15.20.
     
    4. Estes três passos podem ser vistos na vida do primeiro filho. Ele ficou com o coração constrangido em não obedecer a seu pai, admitiu o erro a si próprio, e foi para o trabalho humilhado

    Comentar
  • Texto

    O Homem e a Porta Estreita Mt 7:13-14

    O Homem e a Porta Estreita
    Mt 7:13-14


    João 10:1-2;7 – Jesus é o bom pastor. Ele é o único caminho. Não há outra entrada, ainda que tentem arranjar.
    Joâo 14:6 – Ele é O caminho, A verdade, A vida... e ninguém vai ao Pai a não ser por Jesus.

    Introdução:
    Para Jesus não há muitas portas, há somente duas, Não há muitos caminhos, só dois: o bom e o mal, o da salvação ou da perdição.
    O mundo, para Jesus, entra somente por duas portas e anda por dois caminhos.
    E a humanidade divide-se em cinco grupos com respeito à porta e ao caminho a ser seguido.

    I – Os que não gostam da porta: OS INIMIGOS

    1 - São uma grande maioria· 

    São os soberbos e orgulhosos deste mundo· 
    Os que buscam a sua própria glória. · 
    Eles procuram arcos triunfais para passar por debaixo deles, como novos imperadores romanos.· 
    Os que necessitam espaço suficiente para entrar com seu séquito de servente

    2 - Estes dão desculpas em relação à porta· 

    É demasiadamente humilde para eles· 
    Não entra por ela aqueles que se consideram grandes ( ego, empresas grandes...)

    II – Os que simpatizam com a porta: SÃO OS AMIGOS DE LONGE

    1 - O numero é bastante grande· 

    Formam um exercito bastante numeroso diante da porta· 
    Contemplam a porta com um sorriso e com um assentimento de cabeça· 
    Sabem que a porta é boa, a única que conduz a felicidade verdadeira· 
    E até chegam, às vezes, a mandar os outros entrar por ela.

    2 - Porem eles mesmos não entram· 

    Desculpam-se com muita cortesia· 
    É que a porta para eles é demasiadamente estreita· 
    E demasiadamente humilde também· 
    Para alguns destes amigos, se a porta fosse um pouco mais larga... talvez entrariam!


    III – Os que entram e saem: OS INCONSTANTES

    1 - Compreende uma grande maioria dos que passam pela igreja· 

    Se fosse publicada uma lista seriam 75 por cento dos membros que aceitam a Cristo· Pessoas que entram e ficam por algum tempo, mas que saiem por algum pretexto pequeno.

    2 - Porque saiem tantos crentes depois de entrarem ?· 

    Porque acreditavam que atrás da porta estava escondido um verdadeiro banquete· 
    Ou entraram pelo entusiasmo de alguém· 
    Ou tiveram que deixar para trás os seus vícios... e não se habituaram a uma vida sem vícios.

    IV – Os que entram e param: OS VAGOS (não andam e não deixam andar)

    1 - São menos que os do grupo anterior, porem são muitos· 

    Foram, que sabe, na promessa da igreja· 
    Entraram com muito entusiasmo· 
    Talvez chegaram a ser lideres de grupos· 
    Ou ocuparam outros cargos de importância· 
    Ou foram soldados de batalhas

    2 - Porém cansaram-se logo· 

    Entraram pela porta e estacionaram perto dela contemplando· 
    Ou que sabe na metade do caminho· 
    Ou talvez três quartos da viagem· 
    Porém ai estão frios, mais mortos do que vivos· 
    São mais impecilhos do que bênçãos na igreja· 
    Não deixam outros passar, porque estão encostados no caminho, e impendem o transito· 

    V - OS QUE ENTRAM E SEGUEM SEM PARAR

    1 - São poucos, os muitos contados· 

    Os que deixaram tudo para poder entrar pela porta· 
    Os que abraçaram com alegria as condições do porteiro· 
    Os que entraram decididos a não voltar atrás· 
    Os que abandonaram muito bem as coisas deste sistema· 
    Pode ser que caiam uma ou outra vez, porém uma ou outra vez se levantaram com muito mais brilho e força

    2 - Para estes não há descanso· 

    Sabem que não podem retroceder· 
    Sabem que não podem dormir· 
    Sabem que a jornada é dura, porém também sabem que a medida que avançam fica mais fácil· 
    Sabem que há perigos, porém também sabem que estes não são nada comparado com as bênçãos recebidas· 
    Vão subindo, sempre subindo, até em cima· 
    Vão deixando o calor de baixo e sentindo o frescor das alturas· 
    Vão se submergindo de um novo ambiente de uma nova vida que se renova sem cessar a medida que vão subindo· 
    São estes somente que chegarão ao final da jornada, os que encontrarão aberta a segunda porta pela qual entrarão nas moradas eternas.

    Comentar
  • Texto

    Grandes Jovens da Bíblia

    Lição 01 - JOSÉ
     
    Quem era José? O livro de Gênesis devota quase trinta por cento dos seus capítulos à vida de José, filho de Jacó. A sua vida foi incomum, pois ele foi vendido para a escravidão no Egito quando tinha dezessete anos, e naquele país ele passou os treze anos seguintes como escravo e na prisão. Tinha apenas trinta anos de idade quando tornou-se governador da maior civilização daquela época. Ali, em terra estranha, casou-se com mulher estrangeira, e viveu e reinou no Egito durante oitenta anos.
     
    José era o filho favorito de Raquel, esposa favorita de Jacó. Este lhe deu uma capa de muitas cores, que indicava para os outros irmãos que Jacó pretendia dar-lhe a primogenitura. Hoje em dia diríamos: “Ele nasceu com uma colher de ouro na boca”. 
     
    Teria riquezas que haveria de herdar, posição e benção; contudo, não foi este o plano de Deus para a sua vida. Leia como Deus permitiu que todas estas cousas ruíssem por terra, e grande humilhação se abatesse sobre ele durante trinta anos, enquanto preparava-o para cousas maiores.
     
    Como era a vida na época de José? Jacó e seus filhos eram pastores ou vaqueiros. Cuidavam de seus rebanhos, criavam suas famílias, e geralmente procuravam servir a Deus. Com a idade de dezessete anos, José foi introduzido ao Egito, que era culturalmente muito mais desenvolvido que Canaã. Sabe-se que toda a arte e ciência da Grécia foram copiadas do Egito. Todavia, a liberdade e os direitos humanos estavam no mais baixo nível. A vida humana tinha pouco valor. A escravidão florescia com todo o vigor. 
     
    Que problemas semelhantes aos nossos José enfrentou? José não foi compreendido pela sua família, era invejado e odiado por seus irmãos. A sua juventude não podia ser suave, em tais circunstâncias. Não lhe foi fácil ser repentinamente degradado da posição de filho mimado de Jacó, para ser escravo na casa de Potifar, no Egito. Ele foi colocado em posição dificílima. Foi sujeito à tentação da esposa do seu senhor.
     
    Hoje em dia, parece que essa tentação é muito pouco diferente. Quando ele foi elevado repentinamente da prisão para o trono, enfrentou a tentação do orgulho e da arrogância, que uma prosperidade assim, súbita, propicia. Mais tarde, ele teve todas as oportunidades de vingar-se dos seus irmãos por causa da traição que eles lhe haviam feito, quando menino. Todas estas tentações e problemas têm derrotado muitos homens, e ainda estão fazendo com que muitos não cumpram a vontade de Deus para as suas vidas, hoje em dia.
     
    Como foi que José resolveu os seus problemas? José tinha fé e dependência básica de Deus (Gênesis 39:4-8; 50:19, 20), que o mantiveram fiel em meio a todas estas circunstâncias e problemas. Quando você lê acerca do perdão que ele concedeu aos seus irmãos, da sua fidelidade em face à adversidade, lembre-se de que foi a sua fé robusta em Deus que fez dele um homem fiel.
     
    A vida e as oportunidades de José foram maiores ou menores do que as nossas? A vida era mais simples naquela época do que agora, mas era mais primitiva e incerta em outros sentidos. São as épocas e circunstâncias que colocam diante de nós grandes oportunidades, pois é Deus que nos dá a oportunidade de realizar grandes feitos em nossas vidas? No caso de José, Deus o ajudou e lhe deu o lugar. Para nós também, Deus é o único que exalta o humilde coração que confia, e abate o orgulhoso e ímpio. Hoje em dia, temos uma oportunidade ainda maior que José, para andar com Deus, pois Ele está derramando do Seu Espírito mais amplamente, nestes dias. 
     
    Leitura designada: Gênesis, capítulos 37 a 50.
     
    Esboço da Vida de José
    1. Seus pais - Gênesis29:31; 30:1, 22-24.
    2. Suas primeiras relações familiares, suas revelações e sonhos – Gênesis37:1- 22.
    3. Vendido como escravo – Gênesis37:23-36.
    4. Escravatura e prisão – Gênesis39 e 40.
    5. Libertado e exaltado – Gênesis41.
    6. Perdão semelhante ao de Cristo - Gênesis42 a 50.
    7. Os seus ossos levados para Canaã quatrocentos anos mais tarde – Gênesis50:24-26; Êxodo 13:19.
     
    Perguntas para Estudo e Discussão
    1. Em Gênesis capítulo 37, note os problemas que a parcialidade paterna suscita em uma família. Se um pai (ou mãe) é parcial em benefício de um dos filhos, que problemas isto suscita?
    2. Descreva como José tornou o mal com o bem.
    3. A família de José o compreendia quando ele era menino e recebia sonhos de Deus? Como podemos entender melhor os membros de nossa família?
    4. Que fez José quando tentado a pecar, pela esposa de seu senhor? Há ocasiões em que fugir é melhor do que lutar?
    5. Você acha que Deus preparou tempos difíceis na mocidade de José, afim de prepará-lo para as grandes bênçãos do futuro?
    6. Se José não tivesse sido vendido para o Egito, mas se lhe fosse permitido continuar como filho mimado e favorito de Jacó, é possível que a predileção de Jacó tivesse destruído o seu caráter de maneira mais eficiente do que as adversidades que ele enfrentou?
     
    Grandes Temas da Vida de José
    Pagar o mal com o bem.
    Como enfrentar da Tentação.
    O valor das Dificuldades.
     
    Versículos para decorar: Gênesis 39:4,5,7,8,; 50: 19-20; 50: 24-26, Êxodo 13:19.
     


     
    Lição 02 - SAMUEL
     
    Quem era Samuel? Mais de mil anos antes do nascimento de Cristo, um jovem cresceu como auxiliar de idoso sacerdote, no Tabernáculo de Israel. Embora a vida no Tabernáculo fosse tão corrupta quanto em todo o resto da nação, aquele jovem, Samuel, aprendeu a conhecer a voz de Deus na sua mocidade, e andou irrepreensivelmente em toda a sua vida, a ponto de chegar a ser um pioneiro espiritual. Ele fundou a linhagem de profetas que iriam tornar-se a única voz verdadeira de Deus para a nação, na perspectiva dos séculos futuros. A corrupção moral que ele testemunhou até na casa de Deus, jamais maculou a sua vida. A maior parte da vida ele serviu tanto como sacerdote quanto juiz. Foi o último dos grandes juizes. 
     
    Chamavam-no juiz itinerante, pois ele fazia um circuito em Betel, Gilgal, Mizpá e Ramá, administrando justiça. Ele preencheu um cargo político na maior parte da vida, sem uma única mancha em sua carreira. Sob sua direção como vidente, ou profeta, formou-se a monarquia, e ele ungiu os primeiros dois reis de Israel, Saul e Davi. 
     
    Como era a vida na época de Samuel? As escrituras registraram que na época dos Juízes “cada um fazia o que achava mais reto”. Ocasionalmente, subvertida a opressão causada por uma nação vizinha, e levava o povo de volta à adoração do Senhor. Geralmente, durante esses períodos, prevaleciam anarquia, iniqüidade e imoralidade de toda espécie. Eram períodos violentos de transição em toda a nação. 
     
    Condições que produziam facilmente os homens mais malignos. Porém, dessa era confusa e degenerada, emergiu Samuel, homem íntegro, que andou diante do Senhor como Seu profeta, durante toda a sua vida.
     
    Que problemas semelhantes aos nossos Samuel enfrentou? Os tempos eram perigosos por causa de freqüentes guerras. Naquela época, como hoje, a ameaça de guerra era como nuvem negra que estava sempre suspensa sobre a nação civilização, como nos tempos de Samuel. A tendência de se conformar com o curso dos eventos afetou até os sacerdotes. Naquela época, como agora, era difícil recusar-se a se conformar e “seguir a multidão em fazer o mal.”
     
    Como foi que Samuel resolveu os seus problemas? Samuel significa “Pedido a Deus”, pois a sua mãe Ana era estéril quando pedira um filho a Deus. Com uma mãe que orava, Samuel parecia destinado a ser um homem de oração durante toda a sua vida. Quando os filhos de Eli eram imorais e cobiçosos no Tabernáculo, Samuel estava aprendendo a voz de Deus, e continuou a ser um homem poderoso em oração durante todos os seus anos. Veja I Samuel capítulos 7, 8 e 12:14-23. Embora ele tivesse nascido para o sacerdócio e fosse de família levítica (I Crônicas 6:33-38). É conhecido melhor como o “profeta de oração”. Todos os problemas, então como agora, têm solução diante do trono de Deus.
     
    A vida e as oportunidades de Samuel foram maiores ou menores do que as nossas? O que é que você acha? É difícil responder com segurança. Samuel viveu como jovem em tempos quando a palavra do Senhor era rara (I Samuel 3:1). A vida naquela época não corria no ritmo de hoje em dia, pois Canaã ainda era uma nação agrícola e pastoril. Se as suas oportunidades de cultura eram menores do que as nossas, ele deve ser recomendado por tê-las aproveitado para aprender dos rolos antigos, e ter-se tornado um juiz tão fiel. As comunicações e os transportes daquela época e de hoje, são dois mundos diferentes, mas lembre-se de que as cidades da época de Samuel (Silo, Betel, Ramá, Jerusalém, Gibea), estavam a uma distância média de apenas oito a dez quilômetros uma da outra. O seu mundo era menor.
      
    Leitura designada: Samuel 1 a 16; 19:18-24: 25:1; 28. 
      
    Esboço da Vida de Samuel
    1. Ele nasceu em resposta à oração – I Samuel 1.
    2. Ele cresceu no Tabernáculo, e foi chamado por Deus ainda menino – I Samuel 2 e 3.
    3. Através de suas orações, os filisteus foram derrotados – I Samuel cap. 4 a 7.
    4. Ele ungiu o primeiro rei – Saul – I Samuel 8 a 10.
    5. Ele pronunciou julgamento sobre Saul. I Samuel cap. l1 a 15.
    6. Ele ungiu a Davi como o segundo rei de Israel – I Samuel 16.
    7. A poderosa escola de profetas de Samuel – I Samuel 19:18-24.
    8. A morte de Samuel – I Samuel 25:1.
     
    Perguntas para Estudo e Discussão
    1. Quanto você acha que Samuel devia à sua mãe, Ana?
    2. A influência e a experiência do menino Samuel no Tabernáculo foi sempre elevado e boa? 
    3. Apresente tantos incidentes de oração na vida de Samuel, quanto puder. Discuta- os.
    4. O que é um “vidente”?
    5. Os profetas são mencionados muitas vezes na Bíblia, antes de Samuel?
      
    Grandes Temas da Vida de Samuel
    O perigo de Indulgência Paterna - I Samuel 2; 8:1-105.
    Obediência Completa - I Samuel capítulo 15.
    Oração na Vida de Samuel – I Samuel 7:5-8; 8:6; 12:17 e 15:1; Salmo 99:6; Jeremias 15:1; Hebreus 11:32-40 
    Samuel – Fiel a Deus em Tempos Maus.
     
    Versículos para Decorar: I Samuel 1:27-28, 2:35; 12:23-24; 15: 22 e 16:7.
     



    Lição 03 - DAVI
     
    Quem era Davi? Aproximadamente três mil anos atrás, um moço tornou-se rei de seu povo, com a idade de trinta e três anos. Ele já havia enfrentado grandes perigos e adversidades, tendo lutado com leões e ursos quando era pastor de ovelhas, e tendo derrotado um gigante filisteu que tinha 2,70 metros de altura, depois do que vivera vários anos como fugitivo e marginal por causa da inveja do seu rei. Esse moço, Davi, ainda bem jovem já era compositor, músico, guerreiro e estrategista militar. Mais tarde, ele iria governar as doze tribos de Israel durante quarenta anos, e expandir o seu reino do Rio Eufrates até às fronteiras do Egito. Reconhecido como o maior rei da história de Israel, ele também é chamado “o doce cantor de Israel”, e nas Escrituras, é chamado profeta de Deus. Acima de todas estas cousas, ele era um homem profundamente espiritual, chamado por Deus, e homem segundo o Seu coração. Ele era intensamente humano, e exibia a ampla gama de expressões morais de que o coração humano é capaz. Ele alcançou as alturas e chegou às profundidades. Davi significa “amado”; era homem belo, embora de pequena estatura; forte, corajoso e prudente no falar.
     
    Como era a vida na época de Davi? Tanto nacional como religiosamente, os tempos eram caóticos. Davi teve pleno contato com a época violenta em que vivia. Lutou com animais selvagens no deserto, enquanto, na qualidade de rapazote, cuidava das ovelhas; lutou nos exércitos de Israel como jovem, e esquivou-se da perseguição do rei invejoso, que deseja matá-lo. Como fugitivo nas montanhas, ele aprendeu a manejar os homens, e tornou-se um líder. A vida era cheia de perigos, e os homens expressavam as suas emoções de maneira primitiva e às vezes violenta. Não obstante, houve maravilhosa revelação e comunhão com Deus na vida de Davi e de Samuel, seu contemporâneo. 
     
    Que problemas semelhantes aos nossos Davi enfrentou? Davi foi ungido para ser o Rei de Israel, quando não passava de um garoto, mas muitos anos se passaram antes que ele se tornasse rei. É difícil os jovens enfrentarem adiamentos e revezes. Porém, muitas vezes, decepções e lutas também são o nosso quinhão. Davi enfrentou estas cousas, e nós também as enfrentamos. Ele constantemente enfrentou um inimigo que era maior que o Golias, que matou quando moço. Esse inimigo era a sua própria natureza carnal. Muitas vezes é difícil fugir “das paixões da mocidade”. 
     
    Como foi que Davi resolveu os seus problemas? Muitas vezes Davi buscava o Senhor em oração e louvor, quer estivesse enfrentando inimigos, concupiscência ou culpa, quer tivesse problemas para os quais não podia encontrar solução. Em momentos de desânimo, está escrito que “Davi fortaleceu-se no Senhor”. Quando lemos os Salmos, muitos dos quais foram escritos por Davi, estamos lendo as orações e louvores de homens que não eram capazes de encontrar escape, nem solução, nem forças, exceto no Senhor.
     
    A vida e as oportunidades de Davi foram maiores ou menores do que as nossas? Quando uma nação está erguendo-se, ou caindo, apresentam-se as grandes oportunidades de fama, riqueza e grandeza. É a hora de crise quem exige um Tiradentes, ou D. Pedro I. Tempos de crise, que tais testemunharam o aparecimento dos profetas do Antigo Testamento. Em uma hora de necessidade assim, surgiu Davi. Não é verdade que hoje nós também estamos vivendo em uma época de crise e de transformação para toda a civilização? Quem pode dizer que esta época não é ainda mais desafiadora do que o tempo em que Davi viveu?
     
    Leitura designada: I Samuel, capítulo 16 até o fim do livro. II Samuel, todo o livro. I Reis 1:1; 2:12. Note que I Crônicas capítulos 10 a 22, e 28 e 29 também tratam da vida de Davi, com algumas poucas variações. 
     
    Esboço da Vida de Davi
    1. O jovem Davi foi ungido Rei – I Samuel, capítulo 16.
    2. O jovem Davi matou Golias – I Samuel, capítulo 17.
    3. A inveja de Saul e o amor de Jônatas – I Samuel, capítulos 18 a 20.
    4. Davi foi fugitivo até a morte de Saul – I Samuel 21-31.
    5. Davi foi feito Rei – II Samuel, capítulos 1 a 7.
    6. Davi edificou e expandiu o reino – II Samuel 8-10.
    7. Davi e Bate–Seba – II Samuel, capítulos 11 e 12.
    8. Os problemas de Davi – II Samuel, capítulos 13 a 21.
    9. Os últimos cânticos de Davi – II Samuel, capítulos 22 e 23.
    10. Instruções finais e morte de Davi – I Reis 1:1; 2:10-12.
     
    Perguntas para Estudo e Discussão
    1. O que mais o impressionou na vida de Davi?
    2. Que lições lhe pareceram mais importantes?
    3. Discuta a versatilidade dos talentos e das façanhas de Davi. 
    4. Para você, qual é a fase mais importante da vida dele: Davi como guerreiro, músico, rei ou profeta?
    5. Você pode indicar como Davi colheu, em seus próprios filhos, o pecado cometido com Bate-Seba?
    6. Como você resume o aspecto espiritual de Davi?
    7. Por que lhe foi negado o grande desejo de edificar um templo para Deus?
     
    Grandes Temas da Vida de Davi
    Inveja – do exemplo da inveja que Saul tinha de Davi.
    Seja um Amigo Verdadeiro – Davi e Jônatas – I Samuel, capítulo 14; 18:1-5; 19:1-7; capítulo 20; 31:2; II Samuel 1:17-27.
    Perdão – Mefibosete – II Samuel, capítulo 9.
    Você não pode esconder o Pecado – II Samuel, capítulos 11 e 12.
    O último Salmo de Agradecimento de Davi, suas Últimas Instruções e Última Oração – II Samuel, capítulos 22 e 23; I Crônicas 29:10-19.
     
    Versículos pra Decorar: I Samuel 16:7; 17:45; 22:2-4, 17-20 e 26-27.
     



    Lição 04 - ESTER
     
    Quem era Ester? Ester era uma bela órfã judia, que viveu na Pérsia durante a época histórica em que o seu povo estava emigrando em ondas sucessivas, de volta a Canaã, saindo do exílio babilônico. Ela, como José no Egito, e como Daniel na Babilônia, foi usada por Deus para livrar o seu povo da aniquilação. Ela preparou o terreno para Esdras voltar a Jerusalém cerca de dezesseis anos depois, e para Neemias reconstruir os muros de Jerusalém, cerca de trinta anos depois. Aquela moça foi usada para mudar a maré da história. A sua beleza, o seu espírito de sacrifício e o seu tato tornaram-na uma arma eficiente na mão de Deus, para evitar o desastre da sua raça. 
     
    A oportunidade de Ester surgiu quando ela ganhou um concurso de beleza realizado com representantes de cento e vinte e sete países e províncias do Império Persa, para eleger uma rainha. Ela casou-se com Assuero (mais conhecido como Xerxes), e viveu com ele até a sua morte, treze anos depois. Ela estava casada com o rei havia cinco anos, quando Hamã conspirou o massacre dos judeus. Depois da libertação deles, Assuero, o poderoso monarca do Império Persa, teve um conselheiro judeu (Mordecai), bem como uma esposa judia.
     
    Como era a vida na época de Ester? Ester e o seu povo eram uma raça minoritária em uma terra estranha. Era um povo desapossado, com limitada liberdade pessoal. O soberano oriental era cruel e opressor. A existência era uma luta diária. 
     
    Que problemas semelhantes aos nossos Ester enfrentou? Ester enfrentou e participou da perseguição do seu povo. Sem dúvida ela foi tentada a ficar em silêncio e escapar à vergonha ou ao prejuízo pessoal. Hoje em dia, os jovens cristãos não gostam de ser escarnecidos ou encarados como “diferentes”. Todos nós enfrentamos uma crise, mais cedo ou mais tarde. Ester era uma jovem que surgiu em uma emergência.
     
    Como foi que Ester resolveu os seus problemas? Ela estava disposta a abandonar a sua posição – e até a sua vida – a fim de salvar o seu povo (Ester 4:13; 5:1-8) e teve a coragem de falar quando chegou a hora, mas com tato e sabedoria. 
     
    As oportunidades de Ester foram maiores ou menores do que as nossas? Como sempre, as “chances” vêm para aqueles que estão dispostos a tirar o melhor partido delas. Hoje, a história de Ester poderia ser re-escrita, mas com graça cristã em vez do desejo de vingança que vemos nos últimos capítulos. Em Cristo, podemos nos elevar a um amor que perdoa os nossos inimigos. 
     
    Leitura designada: O livro de Ester (10 capítulos).
     
    Esboço da Vida de Ester
    1. Ester tornou-se Rainha da Pérsia – Ester – cap. 1 e 2.
    2. A conspiração da Hamá, e sua queda através da estratégia de Ester – Ester capítulos 3 a 7.
    3. Os judeus foram libertados através da intercessão de Ester – Ester 8:1 a 9:16.
    4. A Festa de Purim foi instituída mediante decretos de Ester – Ester 9:17 até o fim do livro. 
     
    Perguntas para Estudo e Discussão.
    1. O nome de Deus é mencionado no livro de Ester? A oração é mencionada? Adoração religiosa é mencionada?
    2. Você acha que a deposta rainha Vastí tinha razão de recusar-se a obedecer às ordens do seu esposo?
    3. Qual era o nome hebraico de Ester? O rei sabia que ela era judia?
    4. Quem eram os pais de Ester?
    5. Ester é uma excelente história. Indique outra história assim curta, no Antigo Testamento.
    6. O que você acha do sentimento de vingança dos judeus?
     
    Grandes Temas da Vida de Ester.
    Grandes crises propiciam a manifestação de Grandeza no Povo de Deus.
    Para uma ocasião como esta - Ester 4:16
    Colhendo o que Semeou – Hamã.
    Três grandes Festas: A Festa de Assuero, a Festa de Ester e a Festa de Purim. 
     
    Versículo para decorar: Ester 4:16.
     


     
    Lição 05 - DANIEL
     
    Quem era Daniel? Daniel foi um dos moços de sangue nobre ou real, que foram levados à Babilônia por ocasião do primeiro cativeiro, durante o reinado de Joaquim (Daniel 1:2). Ele tinha, naquela época, cerca de dezoito anos. Nada se sabe de sua família, mas aquele jovem andou com Deus e tornou-se um dos maiores profetas de todos os tempos. Tornou-se um grande estadista, ocupando essa posição durante mais de setenta anos. Tinha mais de noventa anos de idade quando foi colocado na cova dos leões, por Dario. Quando já estava na Babilônia, havia cerca de quinze anos, embora muito jovem, ele adquiriu tal fama por sua fé e intercessão como profeta de Deus, que Ezequiel o compara, na Palavra de Deus, com Noé e Jó, apresentando os três, como os maiores intercessores de todos os tempos. Leia cuidadosamente Ezequiel 14:13-20. Embora ele tenha enfrentado dificuldades como cativo de guerra, logo na mocidade, ele foi um dos maiores e mais puros caracteres da historia. Como estadista, influenciou as grandes civilizações que começaram uma nova ordem de cousas na história do mundo.
     
    Como era a vida na época de Daniel? A vida de Daniel diferiu da maioria dos seus contemporâneos, pois ele viveu no palácio e foi uma figura pública durante um período de setenta anos ou mais. As tentações, conflitos e pressões se fazem sentir sobre os jovens que servem a Deus em qualquer geração. As invenções modernas e o progresso tem tornado as nossas vidas luxuosas, em comparação com o melhor que os reis antigos possuíam. Pelos menos, Daniel gozou do que havia de melhor em seus dias. 
     
    Que problemas semelhantes aos nossos Daniel enfrentou? A tentação de contemporizar com a ordem mundana é sempre a mesma, bem como a luta íntima entre o espírito e a carne. Nessas batalhas, Daniel foi mais do que vencedor. Em todos os sentidos ele foi um não-conformista, e um homem íntegro. 
     
    A vida e as oportunidades de Daniel foram maiores ou menores do que as nossas? Em muitos sentidos, Daniel parece que enfrentou, por ser cativo de guerra, maiores desvantagens do que nós. Contudo, devemos lembrar que Daniel viveu e participou dos grandes impérios (Babilônico e Persa), que estabeleceram o curso da civilização mundial. Nenhum homem no mundo de hoje poderia ter a influência no futuro da civilização como a que Daniel teve. Nos primórdios da civilização o poder e a influência foram concentrados em uma região, e nas mãos de uns poucos. Isto não pode acontecer hoje. 
     
    Leitura designada: Daniel, capítulos 1 a 6. Os Capítulos 7 a 12 registram as suas visões e profecias. 
     
    Esboço da Vida de Daniel
    1. Daniel recusou-se a se contaminar ou contemporizar – Daniel capítulo 1.
    2. Daniel interpretou o sonho esquecido do Rei Nabucodonozor - Daniel capítulo 2 (como jovem, estando na Babilônia havia apenas três anos).
    3. Os amigos de Daniel passam pela fornalha quentíssima - Daniel capítulo 3 (Daniel estava na Babilônia há 20 anos).
    4. Daniel predisse a insanidade e recuperação de Nabucodonozor – Daniel capítulo 4.
    5. Daniel predisse, na festa de Belshazar, a sua derrota pelos medos e persas – Daniel capítulo 5.
    6. Daniel foi posto na cova dos leões por Dario, Rei da Pérsia – Daniel capítulo 6 (Daniel tinha, então, mais de noventa anos). Não há registro de sua morte. O resto do Livro de Daniel registra as suas visões e profecias.
     
    Perguntas para Estudo e Discussão
    1. Você é capaz de identificar os quatro grandes reinos mundiais descritos no sonho de Nabucodonozor, em Daniel capítulo 2?
    2. Quantos acontecimentos miraculosos você poder encontrar no livro de Daniel?
    3. Descreva os vários aspectos da personalidade de Daniel: “o profeta místico”, “o estadista e conselheiro de reis”, etc.
    4. O que é que os jovens podem aprender do caráter de Daniel, que os inspire a andar com Deus?
    5. Pessoas ocupadas podem, não obstante, ser espirituais?
     
    Grandes Temas da Vida de Daniel
    Firmeza de coração – Daniel 1:8.
    Soberania de Deus sobre as nossas vidas – Daniel 2:47; 4:37; 6:26.
    Milagres na Vida de Daniel.
    Daniel – Homem de oração.
    Liberação Divina dos Fiéis de Deus.
    A Presença de Deus na Tribulação – Daniel capítulo 3.
    Humildade – Daniel 2:49.
    Louvor e Adoração – Daniel 2:20-23.
     
    Versículos para Decorar: Daniel 1:8; 2:44-45: 12:3.
     


     
    Lição 06 - JOÃO MARCOS
     
    Quem era João Marcos? João Marcos foi um jovem do Novo Testamento que fracassou miseravelmente na sua primeira oportunidade de servir a Cristo, porém, mais tarde, recuperou-se tornando-se um maravilhoso ministro da igreja primitiva, e autor de um dos Evangelhos. João Marcos era um cristão da segunda geração. A sua mãe era devota. Muitas vezes, contudo, as crianças podem ser criadas em um lar cristão e freqüentar a igreja, mas não ter, pessoalmente, uma experiência real. O primo de João Marcos, Barnabé, era um apóstolo; todavia, João Marcos desertou a companhia apostólica de Paula e Barnabé, quando as circunstâncias eram adversas. Mais tarde, João Marcos tornou-se o ministro do qual Paulo escreveu: ”me é útil para o ministério”. Sem dúvida, nenhuma derrota precisa ser final ou irrevogável.
     
    Como era a vida na época de João Marcos? Ao lermos os Evangelhos e o livro de Atos, temos um quadro da vida no Império Romano durante o primeiro século da Igreja.
     
    Que problemas semelhantes aos nossos João Marcos enfrentou? João Marcos enfrentou o que todos enfrentamos: a dificuldade interior de resolver os nossos próprios problemas, e não fugir deles. A juventude precisa enfrentar as responsabilidades da vida, bem como inúmeras cousas desagradáveis e difíceis. 
     
    Como foi que João Marcos resolveu os seus problemas? Da mesma forma como devemos resolver os nossos. Se fugirmos deles, precisaremos voltar e enfrentá-los. Algumas vezes é mais difícil enfrentá-los da segunda vez do que da primeira. Se buscarmos em oração a ajuda do Senhor, e se tivermos um amigo fiel como Barnabé ao nosso lado, conseguiremos resolvê-los.
     
    A vida e as oportunidades de João Marcos foram maiores ou menores do que as nossas? João Marcos tinha uma vantagem sobre a maioria de nós outros. Ele pôde ouvir, de primeira mão, os apóstolos e profetas da época neotestamentária. Pôde conversas com os que haviam conhecido pessoalmente ao Senhor Jesus, e ouvido as Suas Palavras, ou haviam sido curados por Ele. Como resultado, João Marcos foi capaz de escrever a maravilhosa história de Cristo, no seu Evangelho. 
     
    Leitura Designada e Esboço da Vida de João Marcos
     

    1. Sua família – Atos 12:12 – filho de Maria, cuja casa era ponto de reunião dos primeiros discípulos. Leia como foi a grande reunião de oração ali realizada em favor de Pedro (Atos 12:1-17). O Apóstolo Barnabé era seu primo (Colossenses 4:10).
     
    2. Talvez ele fosse convertido com a pregação de Pedro – I Pedro 5:13. Este versículo mostra que ele era cooperador de Pedro.
     
    3. Na primeira viagem missionária com Paula e Barnabé, João Marcos desertou e voltou para casa – Atos 13:1-3.
     
    4. Paulo e Barnabé separaram-se na discussão a respeito do fracasso de João Marcos, na primeira viagem, e Barnabé tomou a João Marcos consigo, para ministrar em Chipre – Atos 15:36-51.
     
    5. João Marcos saiu-se bem, e doze anos mais tarde estava cooperando com Paulo em Roma, sendo muito bem recomendado por este – Colossenses 4:10.
     
    6. Mais cinco anos se passaram, e Paulo, esperando o martírio, pedia que João Marcos voltasse para Roma, a fim de ajudá-lo a ministrar; “pois me é útil para o ministério” – II Timóteo 4:11.
     
    7. A tradição diz que João Marcos cooperou com Pedro como seu intérprete em grande parte do seu ministério – I Pe 5:13. Mais tarde, João Marcos escreveu o Evangelho de Marcos. Papias, “pai” (teólogo) da Igreja Primitiva, escreveu: “Marcos tendo-se tornado intérprete de Pedro, anotou cuidadosamente tudo o que lembrou, porém, não em ordem – das palavras e atos de Cristo. Pois ele nem ouviu pessoalmente o Senhor, nem fora Seu seguidor, contudo mais tarde uniu-se a Pedro, que adotava as suas instruções à necessidade na ocasião, mas não ensinava como se estivesse compondo uma narrativa ordenada dos oráculos, dessa forma, algumas cousas, como ele as recordava. Sim, pois tinha um objetivo em mente: nada omitir do que ouvira, e não fazer declarações falsas”. 
      
    Perguntas para Estudo e Discussão.
    1. Você acha que Paulo estava certo ou Barnabé estava certo, na discussão a respeito de João Marcos?
    2. Por que você acha que João Marcos desertou na primeira viagem missionária?
    3. Você acha que os mais velhos muitas vezes esperam demasiado dos jovens, e tornam-se críticos quando estes não conseguem chegar ao nível da sua consagração e de seus ideais?
    4. Você acha que os crentes mais velhos deviam esperar mais dos jovens?
    5. Você preferiria viver nos tempos de João Marcos, ou hoje? Por quê?
     
    Grandes Temas da Vida de João Marcos
    Fracasso, e Segunda Oportunidade.
    Vou ficar caído aqui e perder sangue mais um pouco, e depois levantar-me e lutar um pouco mais.
    Nenhuma derrota precisa ser final; e nenhuma vitória nunca é a derradeira. 
     
    Versículos para Decorar: Marcos 16:15-20; II Timóteo 4: 11. 
     



    Lição 07 - TIMÓTEO
     
    Quem era Timóteo? As últimas palavras registradas do Apóstolo Paulo antes do seu martírio, foram escritas para um jovem chamado Timóteo, a quem ele chamava “meu amado filho”. O pai de Timóteo era grego, e a sua mãe, Eunice, judia (Atos 16:1; II Timóteo 1:5). Ele foi convertido a Cristo ainda moço, pelo ministério de Paulo. Na primeira viagem missionária, o Apóstolo Paulo foi apedrejado em Listra, cidade natal de Timóteo (Atos 14:19-20). Talvez Timóteo tivesse sido testemunha daquele fato. Na viagem seguinte, Paulo visitou Listra outra vez, e levou Timóteo consigo. Desta forma, começou o ministério de um jovem destinado a tornar-se um dos maiores ministérios apostólicos do primeiro século. Foi esse jovem que Paulo ansiou por ver em suas últimas horas. Ele mandou avisar para que ele viesse de Éfeso a Roma para estar com ele naquela hora final de martírio (II Timóteo 4:9). Não sabemos se Timóteo o fez em tempo de estar ao lado do seu pai espiritual, e encorajá-lo na hora da sua gloriosa partida. Nessa ocasião, Paulo disse: “Estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado... somente Lucas está comigo”. Espero que Timóteo tenha chegado em tempo para confortar e encorajar a Paulo, não é?
     
    Como era a vida na época de Timóteo? A Igreja Cristã estava sofrendo perseguições, porém ministérios como Timóteo estavam enfrentando amargos sofrimentos para espalhar o Evangelho por todo o mundo, de maneira maravilhosa. 
     
    Timóteo suportou muita doença física e fraqueza, trabalhando como supervisor (bispo) dos pastores que eram, muitas vezes, homens sem cultura. Não havia templos durante os três primeiros séculos da História da Igreja. A pobreza e o sofrimento dos cristãos primitivos envergonharia a igreja moderna, pois esta se recusa a sacrificar-se por Cristo.
     
    Que problemas semelhantes aos nossos Timóteo enfrentou? Timóteo não apenas sofreu como cristão, mas devemos lembrar-nos de que seu pai era grego e sua mãe judia. Bem cedo em sua vida ele conheceu a aspereza do preconceito. Fazer a vontade de Deus e andar corretamente em um ministério não é fácil em qualquer geração. Os problemas mudam de forma através dos séculos, mas o conflito é o mesmo.
     
    Como Timóteo enfrentou os seus problemas? A grande fé de Timóteo na Palavra de Deus, e a sua intimidade com os grandes ministérios apostólicos, foram provavelmente a influência estabilizadoras em sua vida. Nós também devemos apegar-nos e crer nas Suas promessas. Nós também devemos apegar-nos aos ministérios fortes que Deus levanta para nos fortalecer.
     
    A vida e as oportunidades de Timóteo foram maiores ou menores do que as nossas? Em certo sentido, as oportunidades hoje são semelhantes às daquela época. Timóteo fez parte do primeiro estabelecimento da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Nós estamos na época da restauração da Igreja. Os problemas de ordem eclesiástica são quase os mesmos. A influência de profecia e o ministério através dos dons do Espírito são, hoje, em uma igreja neotestamentário, quase iguais aos daquela época.
     
    Leitura designada: I e II Timóteo; Atos, capítulos 16 e 20.
     
    Esboço da Vida de Timóteo
     
    1. Seu Pai era grego e incrédulo, mas sua mãe Eunice e avó Lóide, eram crentes – Atos 16:1; II Timóteo 1:5, e elas instalaram em Timóteo um maravilhoso conhecimento e fé nas Escrituras - II Timóteo 1:5; 3:14-16.
     
    2. Ele foi convertido a Cristo através do ministério do Apóstolo Paulo - Timóteo 1:2, e recebeu um grande dom espiritual através da imposição das mãos de Paulo sobre ele - II Timóteo 1:6. Recebeu também um dom de Deus quando os presbíteros profetizaram e impuseram as mãos sobre ele – I Timóteo 4:14.
     
    3. Talvez tenham sido exatamente essas profecias – I Timóteo 1:18 – que consagraram Timóteo para acompanhar Paulo na Segunda Viagem Missionária – Atos 16:1-3 – no ano 51 d.C.. Timóteo foi a Troas, Filipos, Tessalônica e Beréia. Demorou-se com Silas em Beréia (talvez porque o povo ali amava tanto a Palavra), até que Paulo mandou que eles fossem logo para Atenas – Atos 17:14-15. Paulo mandou-o de volta para ministrar em Tessalônica – I Tessalonicense 3:6.
     
    4. Timóteo ajudou Paulo a escrever I e II Tessalonicenses (I Tessalonicenses 1:1 e II Tessalonicenses 1:1) e, mais tarde, ajudou-o a escrever II Coríntios (II Coríntios 1:1, 19).
     
    5. Ele foi dirigido e enviado a tarefas ministeriais específicas, por Paulo. Foi a Corinto – I Coríntios 4:17; 16:10. Paulo fala da sua intenção de mais tarde mandar Timóteo outra vez para Filipos – Filipenses 2:19-24.
     
    6. Ele viajou com Paulo para Jerusalém – Atos 20:4 – e ficou ali com ele – Filipenses 1:1; 2:19-22; Colossenses 1:1; Filemon1- estava com ele durante o seu julgamento.
     
    7. Ele possivelmente foi preso com Paulo. Hebreus 13:23 menciona que Timóteo fora solto.
     
    8. Timóteo voltou a Éfeso, para onde Paulo lhe escreveu as duas cartas, recomendando-lhe que voltasse a Roma para estar com ele – II Timóteo 4:9. Será que ele as recebeu em tempo de estar com Paulo na hora de seu martírio?
     
    9. Depois da morte de Paulo, a igreja efésia ficou sob a supervisão de Timóteo, até que ele também seguiu a Paulo no martírio, no reinado de Nerva ou Domício.
     
    Perguntas para Estudo e Discussão
    1. O que mais o impressionou na vida de Timóteo?
    2. Discuta os problemas e dificuldades que Timóteo enfrentou.
    3. Qual era o maior segredo da fé do jovem Timóteo em Deus?
    4. O que é que os jovens mais precisam: companheiros espirituais, ou pais espirituais?
     

    Comentar
  • Texto

    A Epístola aos Romanos é uma resposta completa, lógica e reveladora para a grande pergunta da humanidade em todos os tempos: “Como pode o homem ser justo para com Deus?” (Jó 9.2). A discussão sobre o tema justificação toma o espaço dos capítu

    CARTA AOS ROMANOS, A CHAVE PARA O ENTENDIMENTO DA ESCRITURA
    Todos os reformadores da igreja viam Romanos como sendo a chave divina para o entendimento de toda a Escritura, já que aqui Paulo une todos os grandes temas da Bíblia: Pecado, Lei, julgamento, destino humano, fé, obras, graça de Deus, justificação, eleição, o plano de salvação, a obra de Cristo e do Espírito Santo, a esperança cristã, a natureza e vida da igreja, o lugar do judeu e do gentio nos propósitos de Deus, a filosofia da igreja e a história do mundo, a mensagem do Antigo Testamento, os deveres da cidadania cristã e os princípios de retidão e moralidade pessoal. Romanos nos abre uma perspectiva através da qual a paisagem completa da Bíblia pode ser vista e a revelação de como as partes se encaixam no todo se torna clara.

     

     

    TEMAS

     

    A Epístola aos Romanos é uma resposta completa, lógica e reveladora para a grande pergunta da humanidade em todos os tempos: “Como pode o homem ser justo para com Deus?” (Jó 9.2). A discussão sobre o tema justificação toma o espaço dos capítulos 1 ao 5. A base dos argumentos de Paulo é a longânime, infalível e eterna justiça de Deus.

     

     

    O tema fundamental de Paulo em Romanos é o evangelho básico: o plano de Deus para salvação e justificação de toda humanidade, judeus e gentios indiferentemente (Rm 1.16-17). Embora a justiça pela fé tenha sido apresentada como o tema principal por alguns estudiosos, parece que o tema que corresponderia de forma mais ampla e satisfatória a mensagem do livro, seria “A Justiça de Deus”, que englobaria:

     

    • JUSTIÇA DE DEUS
    • GRAÇA DE DEUS,
    • JUSTIFICAÇÃO,
    • FÉ,
    • SANTIFICAÇÃO,
    • SALVAÇÃO,
    • ADOÇÃO,
    • PREDESTINAÇÃO.

     Qual a interpretação de cada um desses temas? É importante saber para poder entender um pouco mais dessa maravilhosa epístola.

     

    JUSTIÇA DE DEUS?

    “para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus”. (Rm 3.26). 

    Desde que o homem pecou que Deus se dispôs a salvá-lo. Para poder salvar o homem, Deus deveria agir de uma maneira que combinasse e se ajustasse com sua própria divindade e justiça. Ou seja, O Senhor não poderia fazer algo que contrariasse sua natureza, seu método e sua maneira de ser justo. Por isso a salvação é algo que está além de nossa imaginação e compreensão.

     

    Para salvar o homem, Deus agiu de modo excelente. Qual é o método, então usado por Deus para que o homem seja salvo de maneira justa? Que método há que se compare com a dignidade de Deus? É fácil ser salvo, mas é difícil ser salvo justamente. É por isso que a Bíblia fala muito sobre a justiça de Deus.

     

    O QUE É JUSTIÇA DE DEUS?

    A justiça de Deus é o modo Dele agir. O amor é a natureza de Deus. A santidade é a disposição de Deus. E glória é próprio ser de Deus. A justiça, no entanto, é o proceder de Deus. É pela justiça que Deus age, ou seja, os seus métodos são baseados na sua justiça. Uma vez que Deus é justo, conforme afirma o salmista “Deus é um juiz justo, um Deus que sente indignação todos os dias” (Sl 7.11), Ele não poderia simplesmente salvar o homem conforme o desejo do seu coração amoroso. Mas tudo que Deus faz, até mesmo a salvação do homem, é segundo a sua justiça, de acordo com o seu proceder, o seu próprio padrão moral.

     

    Não existe dúvida quanto ao amor de Deus pela humanidade. Ele é cheio de amor para conosco, e deseja muito nos salvar, mas Ele também deseja fazer isso legalmente. Veja que coisa maravilhosa: o amor de Deus é limitado por sua justiça. Deus não pode agir contrariamente a si próprio e declarar irresponsavelmente que os nossos pecados estão apagados, que tudo está bem, e que podemos nos considerar livres. Se Deus nos perdoasse de maneira irresponsável, que lei, que justiça, que verdade regeria o universo? É a justiça de Deus que equilibra o mundo, senão a maldade que já é grande entre os homens seria insuportável. Não haveria ninguém que fizesse o bem, já que não haveria punição eterna para as maldades cometidas. Não tenha dúvidas, muita gente vive uma vida de integridade, por desejar agradar a Deus.

     

    Para Deus, não foi uma questão fácil nos salvar sem violar a sua justiça. O apóstolo Paulo recebeu a revelação de Deus para nos dizer como foi que o Senhor tratou especificamente desse problema: “ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3.25-26).

     

    Deus enviou seu Filho Jesus para nos redimir de nossos pecados, sendo Cristo feito nossa propiciação. Assim Jesus resolveu de uma vez por todas, o problema do pecado. A obra redentora na cruz foi cumprida e a ressurreição confirmou que a solução é de fato, verdadeira.

     

     

     

    GRAÇA DE DEUS

     

    Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, abundou para com muitos” (Rm 5.15). 

    O que é graça? A palavra “graça” significa originalmente “beleza” ou “comportamento apreciado”. Ela foi mais tarde usada para indicar qualquer favor concedido a alguém, especialmente quando quem o recebe não fez por merecer. Os escritores bíblicos tomaram de empréstimo esta palavra e sob a orientação de Deus, a revestiram de um novo significado; de modo que no Novo Testamento ela em geral indica perdão de pecados concedido inteiramente pela bondade de Deus, em separado de qualquer mérito por parte da pessoa perdoada. A graça abençoa o homem em face de toda a sua falta de mérito, é demérito positivo.

     

    A graça não é apenas algo expresso por Deus. É uma expressão do que Ele é. “A graça é a atitude por parte de Deus que tem origem nele mesmo, não sendo absolutamente condicionada por qualquer coisa nos objetos do seu favor”. O Dr. Henry C. Mabie é citado por ter dito “A graça é um benefício comprado para nós no tribunal que nos considerou culpados”.

     

    A definição mais simples de graça é: “Deus nos dá o que nós não merecemos”.

     

    JUSTIFICAÇÃO

     

    sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24). 

    A justificação se refere à posição do cristão diante de Deus. Por sua natureza o homem é um transgressor da Lei de Deus: “Como está escrito: não há justo, nem um sequer” (Rm 3.10). Na regeneração o homem recebe uma nova vida e uma nova natureza. Na justificação, uma nova posição diante de Deus.

     

    Justificação é um termo forense que descreve o pecador diante do tribunal de Deus para receber a sentença de condenação devido seus delitos. Mas ao ser pronunciada a sentença, o homem é judicialmente absolvido das acusações que lhe pesavam, sendo declarado a partir daquele momento justo. O declarante é Deus.

     

    Portanto, por justificação, entende-se ato pelo qual Deus declara justa uma pessoa que a Ele se chega por meio da pessoa de Jesus, único mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5).

     

    O uso do verbo “justificar” nas Escrituras Sagradas indica que a justificação é uma declaração legal da parte de Deus. Justificação era um processo bem conhecido no mundo antigo. Conferia-se uma pedrinha branca a um homem que sofrera um processo e fora absolvido, e como prova levava consigo então a pedra para provar que não cometera o crime que lhe imputara.

     

    No Novo Testamento, o verbo “justificar”, tem uma variedade de significados, mas um sentido muito comum é “declarar justo”. Observe que o pecador não é justo, mas “declarado” justo com base em sua fé no sacrifício substitutivo de Jesus: “sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus” (RM 3.24-26).

     

    Na declaração legal de justificação por parte de Deus, o Senhor declara especificamente que somos justos à sua vista. Isto significa que aqueles que foram justificados não possuem dívida nenhuma a pagar pelos pecados, incluindo pecados do presente, do passado e do futuro, pois, “e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz” (Cl 2.14).

     

    Portanto não existe nenhuma acusação ou condenação, como está escrito: “Agora pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Nesse sentido, ao justificar o pecador, Deus o coloca na posição de um justo, ou seja, como se ele nunca tivesse pecado.

     

     

     

     

    Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da Lei” (Rm 3.28). 

    Muitos eruditos bíblicos creem que a Bíblia não dá uma definição real e completa de fé. Todos concordam, porém, que Hebreus 11.1 é provavelmente a passagem que mais se aproxima dessa definição: “Ora, a fé é o firme fundamento das cousas que se esperam, e a prova de coisas que se não veem.” O valor deste versículo como uma definição de fé é mais evidente quando examinamos de perto o uso de várias palavras. A fé é dita como sendo firme fundamento. “Fundamento” refere-se àquela relação da nossa esperança. Ter fé não significa andar às apalpadelas no escuro, mas convicção firme, nascida de amor e da relação comprovada de que a Palavra de Deus revelada é verdadeira. A fé é mais que uma simples esperança; ela é fundamento, termo que no terreno legal era traduzido como “direito de posse”. Aquele que crê divinamente, em cujo coração o amor significa persuasão, tem o “direito de posse” à plena provisão de Deus. A fé é uma convicção quando se aplica ao que é invisível. As realidades do reino de Deus são por natureza realidades invisíveis, isto é, invisíveis ao olhar natural, visível para quem tem fé. A fé é a faculdade que permite que as coisas espirituais sejam percebidas como sendo reais, e capazes de serem realizadas. O indivíduo que possui fé, tem olhos para o que é espiritual. Para o cristão a fé é “evidência” real. Ele não necessita de qualquer outra evidência a fim de proceder de acordo com a vontade revelada de Deus. No grego clássico, a palavra para evidência é muitas vezes traduzida como “prova”. A fé é um “fundamento” e uma “prova”.

     

    SANTIFICAÇÃO

     

    Mas agora, libertos do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna” (Rm 6.22). 

    A santificação é obra do Espírito Santo na vida do cristão, e tem três estágios. Essa obra é tanto instantânea como gradual. Inclui a obra transformadora do Espírito no coração do cristão, pela qual ele se torna moral e espiritualmente santo, como Deus é santo. Esta é a purificação inicial que ocorre no momento do novo nascimento, conhecida como santificação. Um segundo momento inclui o processo de transformação, quando o Espírito Santo vai convencendo e transformando o crente à semelhança de Cristo até a glorificação no céu, como está escrito: “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Co 3.18).

     

    1 - O INÍCIO DA SANTIFICAÇÃO

    No momento em que a pessoa nasce de novo, ocorre uma mudança moral e espiritual, definida como regeneração. Nesse momento diz-se que a pessoa foi santificada, tornou-se santa. É a santidade posicional, ou seja, a santidade de Jesus é atribuída ao crente. Pode ser que ainda não seja santo em sua conduta diária, mas a santidade de Jesus lhe é imputada quando ele crê em Cristo. As Escrituras dizem: “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (1 Co 1.30).

     

    No momento que recebem a salvação, os cristãos são chamados de santos, independente de seus méritos. Paulo ao escrever aos coríntios, disse: “A igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1 Co 1.2).

     

    Numa leitura da primeira epístola de Paulo aos Coríntios evidenciará que não era uma igreja perfeita, mas sim cheia de problemas. Seus membros são chamados de carnais por Paulo, além de cometerem inúmeros pecados graves, mesmo assim Paulo inicia a carta os chamando de “santificados em Cristo Jesus”.

     

    2 – O PROCESSO DE SANTIFICAÇÃO

    Ainda que o Novo Testamento fale sobre o começo definido da santificação, também tem a vê como um processo que continua por toda a nossa vida cristã. João escreveu “O justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap 22.11).

     

    Segundo escreveu Paulo aos Romanos, eles tinham sido libertos do pecado e estavam “mortos para o pecado, mas vivos para Deus” (Rm 6.11). Por outro lado, o apóstolo reconheceu que o pecado permanecia ainda na vida dos cristãos de Roma e, por essa razão escreveu: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como revividos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça” (Rm 6.12-13).

     

    Paulo reconhece que os cristãos foram santificados, no sentido de que a santidade de Cristo lhes fora imputada, porém devem desenvolver a santidade até alcançarem a estatura do varão perfeito, porque “aquele que começou a boa obra em vós há de completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).

     

    3 – SANTIFICAÇÃO COMPLETA E FINAL

    Embora sejamos cristãos, o pecado ainda permanece em nosso coração. Não há promessa na Bíblia de que o cristão irá nesta vida chegar um dia a não pecar mais. Por isso a nossa santificação nunca será completa neste mundo.

     

    A santificação completa e final com a abolição total e final do pecado, só acontecerá de duas maneiras na vida do cristão: pela morte ou pelo arrebatamento. Depois de um desses eventos será impossível o pecado alcançar o crente.

     

    Pela morte - o autor de Hebreus diz que quando entrarmos no céu, chegaremos à “igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.33).

     

    Com o arrebatamento - o nosso corpo será glorificado. É o que diz a Bíblia em Filipenses 3.20.21 “Aguardando o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória...”.

     

    SALVAÇÃO

     E isso fazei, conhecendo o tempo, que já é hora de despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando nos tornamos crentes” (Rm 13.11). 

    Na Bíblia a palavra salvação tem vários significados, mas na epístola aos Romanos Paulo está tratando da salvação espiritual, que Deus providenciou por intermédio de Jesus Cristo. Refere-se a salvação mediante a fé em Jesus. Uma vez arrependido o homem passa a fazer parte da família de Deus, recebendo filiação divina.

     

    A ideia de salvação está bem definida nas epístolas paulinas, onde o vocábulo salvação é usado de forma geral, abrangendo, ao mesmo tempo, o passado (a cruz e a ressurreição), o presente, quando nos une a obra geral de Cristo, e o futuro escatológico.

     

    ADOÇÃO

    "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!" (Rm 8.15). 

    A adoção, como doutrina, é uma fase da nossa salvação raramente enfatizada. Todavia, trata-se de uma grande verdade que todo crente deveria compreender e dela apropriar-se. A palavra “adoção” é usada exclusivamente por Paulo em suas epístolas. Ela ocorre três vezes na carta aos Romanos. Uma vez o termo é aplicado a Israel como nação: “São israelitas, Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas” (Rm 9.4). Em outra passagem Paulo a emprega para referir-se à plena realização de nossa experiência na segunda vinda do Senhor: “Igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção de nosso corpo” (Rm 8.23). E outra vez fala dela como um fato presente na vida do cristão: “Porque não recebestes o espírito de escravidão para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseado na qual clamamos: Aba Pai” (Rm 8.15).

     

    DEFINIÇÃO

    É importante compreender que a maneira pela qual Paulo usa a palavra não tem virtualmente nada em comum com o uso feito pela sociedade hoje. Segundo o costume humano, a adoção é um meio pelo qual um estranho pode tornar-se membro de uma família.

     

    A palavra “adoção” significa, portanto, literalmente, “aceitar como filho”. O cristão depois de tornar-se filho de Deus através do novo nascimento, é imediatamente promovido a uma posição de maturidade, sendo estabelecido como filho adulto, mediante este reconhecimento de adoção. Não há desse modo um período de infância na esfera da responsabilidade cristã. Deus dirige o mesmo apelo à santidade e ao serviço a todo cristão, sem levar em conta o tempo decorrido desde a sua salvação. Ninguém tem prioridade por ter entrado na família de Deus há mais tempo. Veja a parábola dos trabalhadores (Mt 20.1-16).

     

    RESULTADOS DA ADOÇÃO

    1 - Recebemos o testemunho do Espírito Santo. Ele dá testemunho de nossa qualidade de filhos : “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16). “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8.14).

     

    2 – Libertos do medo. “Porque não recebestes o espírito de escravidão para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção” (Rm 8.15). Não mais seremos escravos da Lei “De maneira que a Lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas tendo vindo a fé, já não permaneceremos subordinados ao aio” (Gl 3.24-25). O Espírito Santo, habitando em nosso espírito, torna a consciência da aceitação divina real que todo o medo desaparece.

     

    3 – Herdeiros e co-herdeiros com Cristo. “e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.17). A criança pode ser herdeira de seus pais, mas até que alcance a maioridade não recebe a herança. Ao tornar-se maior a herança passa a ser sua. “Ora, digo que por todo o tempo em que o herdeiro é menino, em nada difere de um servo, ainda que seja senhor de tudo; mas está debaixo de tutores e curadores até o tempo determinado pelo pai. Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos rudimentos do mundo; mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, para resgatar os que estavam debaixo de lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Portanto já não és mais servo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro por Deus” (Gl 4.1-7).

     

    Inúmeros filhos remidos do Senhor não compreendem a sua herança e agem como escravos em lugar de filhos. Na parábola do filho pródigo, o irmão mais velho queixou-se ao pai: “Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com meus amigos; vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu” (Lc 15.29-31). Vamos começar a gozar de nossa herança em Cristo Jesus desde agora. Comece festejando todo dia seu direito à morado na pátria celestial.

     

    PREDESTINAÇÃO (ELEIÇÃO)

    "Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" (Rm 8.29). 

    A doutrina da eleição é uma das mais controvertidas de toda a teologia. Através de séculos ela vem dividindo os cristãos em vários campos. Alguns livros sobre teologia sistemática nem sequer ensinam este assunto, para evitar entrar nessa controvérsia.

     

    Ela tem sido apresentada de maneira tão extremista que faz parecer que os eleitos serão inevitavelmente salvos, sem levar em conta sua resposta a pregação do evangelho e seu estilo de vida. Por outro lado, os escolhidos para se perderem, padecerão eternamente, não sendo levado em conta qualquer empenho em aproximar-se de Deus mediante a fé em Cristo.

     

    Esta posição radical baseia-se nas doutrinas chamadas de:

    - Eleição incondicional: entende que os eleitos são escolhidos completamente em separado de qualquer arrependimento e fé da parte deles;

    - Expiação limitada: diz que Cristo não morreu por toda humanidade, mas apenas por aqueles a quem Ele escolheu.

     

    Ela se apoia também no ensino de que a chamada geral de Deus para os homens se entregarem a Cristo não é um “chamado geral”, mas Ele só “chama verdadeiramente” aqueles a quem elegeu previamente para salvação. Foi mostrado nas Escrituras que Jesus morreu por toda a humanidade. Ele chama todos os cansados e sobrecarregados para se aproximarem dele (Mt 11.28).

     

    A eleição é um ato soberano de Deus porque, por ser Deus, Ele não tem de consultar nem pedir opinião de quem quer que seja. Desde que a Escritura ensina que a eleição aconteceu “antes da fundação do mundo” (Ef 1.4), então, não havia ninguém a quem Deus pudesse consultar. Todos os homens pecaram e são culpados diante de Deus, portanto, Ele não se achava sob qualquer obrigação de salvar ninguém.

     

    A eleição é um ato da graça de Deus, em vista da mesma razão. Toda a humanidade pecou e não merece coisa alguma além da condenação. O homem pecador não pode fazer nada por si mesmo, a fim de ser considerado digno de salvação. Assim sendo, qualquer oferta de vida eterna deve ser pela graça.

     

    A salvação é em Cristo, porque só Ele poderia prover a justiça de que o homem necessitava. Deus não pode escolher o homem em si, de modo que o escolheu em Cristo: “E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou” (Rm 8.28-30).

     

    Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos peregrinos da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia. Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, na santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas” (1 Pe 1.1-2).

     

    Devemos distinguir claramente entre a presciência de Deus e a predestinação. Não é certo dizer que Deus previu todas as coisas porque arbitrariamente decidiu fazer no futuro com que elas ocorressem. Deus em sua presciência, vê os eventos praticamente como vemos o passado. A presciência não muda a natureza dos eventos futuros mas do que o conhecimento posterior pode mudar um fato histórico. Existe uma diferença entre o que Deus determina executar e o que Ele simplesmente permite que aconteça.

     

    Poucos dos que defendem o conceito da “eleição incondicional” ensinariam que Deus é a causa eficiente do pecado. Praticamente todos concordariam em que Deus simplesmente permitiu que o pecado entrasse no universo, e todos admitiriam que Ele previu que entraria antes de ter criado qualquer coisa. Se então, Deus pôde prever que o pecado entraria no universo sem decretar efetivamente que entraria, Ele pode então prever também como os homens agirão sem decretar como eles vão agir?

     

    Efésios 1.3-5 torna bem claro que os crentes são escolhidos em Cristo Jesus: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo; como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade”.

     

    Ao escolher os que são seus “em Cristo”, Deus não estava olhando para o homem em si, mas como ele é em Cristo. Os que foram escolhidos são aqueles que estavam em Cristo, pela sua presciência Deus já os viu quando fez a escolha. Os que estão em Cristo são pecadores que creram no sangue redentor de Jesus Cristo, através do qual eles foram unidos a Ele, como membros do seu corpo.

-->

Comentar
  • Texto

    O APÓSTOLO PAULO - HISTÓRIA E CARACTERÍSTICAS Neste primeiro tópico do nosso estudo, abordaremos questões referentes à pessoa do apóstolo Paulo, suas viagens, sua obra, seu zelo e sua doutrina.

     APÓSTOLO PAULO - HISTÓRIA E CARACTERÍSTICAS

    Neste primeiro tópico do nosso estudo, abordaremos questões referentes à pessoa do apóstolo Paulo, suas viagens, sua obra, seu zelo e sua doutrina.

     

    Suas viagens se revestem de fundamental importância e estão ligadas ao propósito do seu ministério. Apóstolo significa "enviado". Sendo assim, o apóstolo precisa ir. Suas viagens produziram uma obra, que foi o estabelecimento de igrejas em diversas cidades do Império Romano. Após a fundação das igrejas, Paulo poderia, simplesmente, seguir adiante sem se importar com o rebanho. Entretanto, destaca-se o seu zelo, demonstrado pelo envio de cartas às igrejas, inclusive a uma que não foi por ele fundada, à igreja de Roma. Essa correspondência poderia conter apenas assuntos de interesse pessoal do autor e dos destinatários. Entretanto, contêm a mais sublime exposição da doutrina cristã.

     

    Depois de todo esse trabalho, o apóstolo não recebeu recompensa humana. Pelo contrário, foi perseguido, preso, açoitado e morto. As suas viagens e as suas prisões foram necessárias para que hoje tivéssemos as epístolas paulinas no Novo Testamento.


    FAMÍLIA E INFÂNCIA

    Paulo se chamava também Saulo (At.13.9), nome hebraico derivado de "Saul", que significa "pedido". Nasceu em Tarso, na Cilícia, no ano 1 d.C. (At.21.39). Era judeu por descendência e romano devido ao status de sua cidade natal no Império (At.16.37; 22.25-30). Paulo era seu nome romano, derivado do latim "Paulus", que significa "pequeno" (At.13.9).

     

    O livro "Atos de Paulo e Tecla" nos apresenta o apóstolo como um homem de "baixa estatura, cabelos ralos, sobrancelhas ligadas e nariz convexo." 

    Jerônimo escreveu que os antepassados de Paulo viviam na Galiléia e depois migraram para Tarso. Eram, portanto, judeus da diáspora. Não sabemos os motivos da mudança, já que eram várias as razões que faziam com que muitos judeus abandonassem a Judéia. O próprio crescimento do comércio no Império era motivo de muitos deslocamentos.

     

    Tarso era a principal cidade da Cilícia, célebre (At.21.39) e bela. Era um centro cultural, religioso e filosófico. Possuía um templo dedicado a Baal e uma universidade tão importante quanto às de Atenas e de Alexandria. 

    A família de Paulo pertencia à tribo de Benjamim. Não se sabe o nome dos seus pais, mas apenas que eram da seita dos fariseus, à qual o próprio Saulo aderiu. (At.23.6; Fp. 3.5 Rm. 11.1).


    JUVENTUDE, EDUCAÇÃO, OFÍCIO E SEITA RELIGIOSA

    Embora Tarso fosse uma ótima cidade, sua cultura e costumes eram estranhos ao judaísmo. Os pais de Saulo parecem ter se preocupado com a formação religiosa do filho. Por isso, Saulo foi morar em Jerusalém (At.26.4), onde estavam sua irmã e seu sobrinho (At.23.16). Tal mudança deve ter ocorrido por volta dos 13 anos de idade, quando todo judeu deveria se apresentar no templo judaico. Daí em diante, o jovem Saulo passou a ser instruído pelo mestre fariseu Gamaliel (At.5.34; 22.3). Tornou-se também um fariseu convicto e extremamente zeloso (Gl.1.14). Pela análise de todos os textos mencionados, entendemos que a família de Saulo era influente. Ele mesmo chegou a possuir algum nível de autoridade política e religiosa em Jerusalém. Pode ter participado do Sinédrio ou simplesmente de uma sinagoga, onde votava contra os cristãos (At.26.10). Parte de sua instrução foi o aprendizado da confecção de tendas, ofício que mais tarde lhe serviria como fonte de renda em algumas viagens.

     

    Tendo nascido no ano 1, Paulo era contemporâneo de Jesus. Contudo, não sabemos se chegaram a ter algum contato antes da crucificação. Isso é bastante possível, mas, por falta de provas, torna-se apenas objeto de especulação. Os versículos de II Co.5.16 e I Co.9.1 podem indicar esse conhecimento, mas isso não é absolutamente certo. Mesmo que tenha tomado conhecimento a respeito de Jesus, Paulo, como fariseu, não via em Cristo a realização de suas esperanças, uma vez que os fariseus aguardavam a emancipação política de Israel. Assim, o cristianismo, que anunciava um reino espiritual, apresentava-se como abominação aos olhos de Paulo, o qual se tornou um perseguidor implacável dos  cristãos (Gl. 1.13; I Cor. 15.9). Não satisfeito com as perseguições dentro de Jerusalém, Paulo os perseguia em outras cidades, procurando prendê-los afim de que fossem mortos. Notamos nisso um ímpeto "missionário" às avessas. Nesse tempo de perseguidor, Saulo ainda era um jovem, conforme está escrito em At.7.58; 8.1-3.

    CONVERSÃO 
    A conversão de Saulo se deu por volta dos anos 33 ou 34 d.C.. Converteu-se sem a pregação do evangelho por parte de outro homem (Gl.1.11-12). Afinal, quem pregaria para Saulo? O próprio Ananias ficou temeroso quando Deus lhe enviou a orar por aquele que era conhecido como o grande perseguidor da igreja (At.9.13). Uma conversão sem pregação constitui-se exceção. O normal é que alguém pregue o evangelho para que outros se convertam (Rm.10.14).


    PRIMEIRAS VIAGENS APÓS A CONVERSÃO

    Em Gálatas 1, Paulo apresenta seu itinerário após a conversão para mostrar que não aprendeu de nenhum apóstolo a doutrina cristã:

    Damasco (At.9.8)

    Deserto da Arábia - Gl. 1.17

    Damasco - Gl 1.17

    Jerusalém - 3 anos depois da conversão, onde esteve 15 dias com Pedro, (Gl. 1.18). Seu objetivo nesse ponto era deixar claro que não esteve com Pedro tempo suficiente para aprender com ele as doutrinas do cristianismo.


    Síria e Cilícia - Gl. 1.21 - Esteve, por aproximadamente 10 anos, morando em sua cidade natal, Tarso. Talvez tenha passado esse período sozinho. Tinha sido rejeitado pela família, pelos judeus e encontrava dificuldades entre os cristãos, pois estes tinham receio dele. Por suas epístolas, entendemos que muitos não aceitavam seu apostolado pelo fato de não ter vivido com Jesus. Em Atos 1, na hora de escolher o substituto de Judas Iscariotes, Pedro apresentou os requisitos: o candidato deveria ter acompanhado Jesus desde o batismo de João até a ressurreição (At.1.21-22). Portanto, se Paulo estivesse ali, não seria escolhido para ser apóstolo. 

    Antioquia - Por fim, Barnabé foi até Tarso à procura de Paulo e logo depois o conduziu a Antioquia da Síria, onde passou a participar da igreja (At.11.25-26). Antioquia foi o oásis de Paulo. Barnabé foi aquele irmão de que Paulo tanto necessitava para introduzi-lo no convívio cristão. Em Antioquia Paulo permaneceu um ano.

     

    Jerusalém - Depois disso, Paulo foi a Jerusalém com Barnabé e Tito a fim de levar a ajuda enviada pelos irmãos de Antioquia (At.11.27-30). Era então o ano 47 ou 48, 14 anos depois de sua conversão, conforme Gálatas 1.18. 

    Antioquia - Paulo volta para Antioquia, que passou a ser um tipo de "quartel-general".

     

    De acordo com os Atos e as epístolas, entendemos que Paulo era um homem muito instruído, tanto em relação ao judaísmo quanto na filosofia grega. Contudo, seu conhecimento espiritual sobre os mistérios de Deus sobrepujava a tudo isso. Era também homem impetuoso, disposto e extremamente zeloso em tudo.


    A EVANGELIZAÇÃO DOS GENTIOS.

    Pedro iniciou a evangelização dos gentios em Atos 10, mas isso não foi algo natural para ele que era um judeu de Jerusalém. Somente após um arrebatamento, uma visão e uma palavra direta de Deus, é que Pedro admitiu a idéia de pregar aos gentios. Paulo, porém, era um judeu romano. Isso facilitava sua visão rumo aos povos não judeus. Deus o escolheu para essa missão: ser apóstolo aos gentios (At.22.21; Gl. 2.2,8). 

    Nas cidades em que chegava, Paulo normalmente ia primeiro às sinagogas (At.13.13-14, 42-48; 14.1; 17.1-2). Ainda não havia igrejas ou templos cristãos nesses lugares. Por outro lado, ele ainda honrava os judeus com a primazia no anúncio da fé cristã. Entretanto, eles não viam por essa ótica. As pregações nas sinagogas terminavam com a revolta dos judeus. Paulo era expulso, agredido e muitos queriam até apedrejá-lo. Desse modo, ocorria um escândalo em público, mas a essa altura, alguns judeus já haviam se convertido. Até as disputas em praça pública eram proveitosas para que os gentios ouvissem a palavra de Deus. Com esse grupo de convertidos se formava a igreja e as reuniões mudavam de local (At.18.4-7). 

    PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA - Entre os anos 47 e 49 (At.13 e 14)


    Paulo esteve durante algum tempo participando da igreja em Antioquia. Esta cidade era muito importante. Chegou a ser uma grande metrópole ainda nos tempos dos reis gregos da Síria, os selêucidas. Após a conquista por Roma, continuou como capital da província e ali se encontravam os governadores romanos. Era bela, com muitos palácios e templos, dentre os quais se destacava o Santuário de Apolo. Nessa cidade havia uma grande colônia judaica, correspondendo à sétima parte da população.

     

    Estando reunido com os irmãos em Antioquia, Paulo recebeu uma direção do Espírito Santo para empreender sua primeira viagem missionária juntamente com Barnabé. Partiram então, levando João Marcos.

     

    Eis o roteiro da primeira viagem missionária de Paulo: Antioquia da Síria; Ilha de Chipre (Salamina e Pafos); Antioquia da Psídia; Icônio, Listra, Derbe; Perge; Antioquia da Síria.

     

    No meio da viagem, Marcos abandonou o grupo e voltou para Jerusalém. Por esse motivo, Paulo não quis levá-lo em sua próxima viagem (At.13.13). 

    TERCEIRA VISITA A JERUSALÉM

    Após a primeira viagem missionária, Paulo faz sua terceira visita a Jerusalém, por volta do ano 49. Nessa oportunidade ocorre a famosa discussão dos apóstolos sobre o que deveria ser exigido dos gentios convertidos no que se refere à observância da lei mosaica. (At.15) 

    SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA - Entre os anos 50 e 52 d.C. (At.15.40 a 18.22)


    Terminado o concílio de Jerusalém (At.15), Paulo e Barnabé voltaram para Antioquia, levando consigo Judas, chamado Barsabás, e Silas. Alguns dias depois (At.15.36), Paulo inicia sua segunda viagem missionária, em companhia de Silas, com o principal propósito de visitar as igrejas estabelecidas nas cidades anteriormente visitadas.

     

    Eis o roteiro da segunda viagem: Antioquia da Síria; Cilícia; Listra; Frígia; Galácia; Trôade; Macedônia/Grécia: Filipos; Tessalônica; Beréia; Acaia; Atenas; Corinto; Éfeso; Jerusalém; Antioquia da Síria.

     

    Em Listra, Timóteo entrou na equipe de Paulo. Em Trôade foi a vez do médico Lucas. Paulo ficou um ano e meio em Corinto, ocasião em que estabeleceu a igreja. Daí escreveu aos Tessalonicenses.


    TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA - 53 a 58 d.C. (At.18.23 a 20.38).

    Tendo ficado "algum tempo" em Antioquia (At.18.23), Paulo parte para sua terceira viagem missionária.


    O apóstolo muda então sua "base" para Éfeso, que passa a ser sua cidade de retorno. Ali esteve durante dois anos (At.19.10). O versículo mencionado diz que toda a Ásia foi evangelizada naquele período. Portanto, parece certo que Paulo fez diversas viagens às cidades da Ásia Menor, voltando sempre para Éfeso.

     

    O itinerário da terceira viagem foi: Antioquia da Síria, Galácia, Frígia, Éfeso, Macedônia, Grécia, Trôade, Mileto, Tiro e Cesaréia.


    VIAGEM A JERUSALÉM

    Percebe-se na história de Paulo seu amor pelo seu povo e pela cidade de Jerusalém (At.20.16). Agora, esse amor se dirigia, mais especialmente, aos cristãos daquela cidade. Ali chegando, o apóstolo foi recebido com alegria pelos irmãos. Vinha trazendo uma oferta para eles (I Co.16.3; II Cor.9; Rm.15.25; At.21.17). Afinal, todo o receio contra o ex-perseguidor estava dissipado. A igreja havia finalmente abraçado o apóstolo. Contudo, a fúria dos judeus continuava crescendo contra aquele que consideravam um traidor da pátria e da religião judaica. Com esse espírito de ódio, os judeus prenderam Paulo em Jerusalém e o espancaram. O grande tumulto que se formou chamou a atenção das autoridades romanas, que prenderam Paulo. Aproveitando a oportunidade, o apóstolo pediu para falar à multidão que se ajuntou. Nesse momento, ele deu seu testemunho de conversão até ser interrompido por aqueles que queriam sua morte (At.22.1-22). 

    PRISÃO EM CESARÉIA

    Os judeus de Jerusalém decidiram matar Paulo. Por isso, as autoridades romanas o conduziram em segurança até Cesaréia, onde esteve preso durante dois anos (At.23.23 a 26). Nesse período, ele se apresentou a várias autoridades: ao governador Félix e sua mulher Drusila, ao governador Pórcio Festo, sucessor de Félix, e ao rei Agripa e sua mulher Berenice. Diante deles, o apóstolo proferiu suas defesas, que foram verdadeiros testemunhos e pregações do evangelho. Estas autoridades não viam motivos para matar Paulo. Resolveram então devolvê-lo aos judeus para que eles mesmos resolvessem o problema. Diante dessa possibilidade, Paulo, sabendo que os judeus o matariam, apelou para César, ou seja, o imperador Nero.


    PRISÃO EM ROMA

    Sendo cidadão romano, Paulo tinha o direito de ser julgado em Roma. Foi então enviado para lá. Afinal, convinha que chegasse à capital do Império e ali pregasse o evangelho (At.19.21; 23.11). Após uma viagem conturbada e um naufrágio, Paulo finalmente chega a Roma (At.27). Ali permanece preso em uma casa alugada por ele mesmo durante dois anos (At.28). Nesse tempo, pregou o evangelho a todos quantos se interessavam por ouvi-lo.

     

    A MORTE DE PAULO

    As últimas palavras bíblicas sobre a vida do apóstolo Paulo encontram-se em At.28 e II Tm.4.6-8. Informações extrabíblicas dão conta de que ele teria sido solto em 63 d.C.. Talvez tenha visitado a Espanha e outros lugares (de acordo com epístola de Clemente, Cânon Muratoriano e Atos de Pedro.). Finalmente, a tradição nos informa que o apóstolo Paulo foi preso e decapitado pelo imperador Nero em 67 d.C.



    Resumindo a cronologia da vida de Paulo:

    Data aproximada, Fato ou localidade visitada:

    Ano 1 d.C. Nascimento de Paulo

    Ano 33 ou 34 d.C. Conversão

    Entre 33 e 36 Deserto da Arábia

    Ano 36 Primeira visita a Jerusalém

    Entre 36 e 46 Síria, Cilícia (principalmente Tarso)

    Entre 46 e 47 (Atos 11.25-26) Antioquia da Síria

    47 Segunda visita a Jerusalém

    47 Antioquia da Síria

    47 a 49 Primeira viagem missionária

    49 (Atos 15) Terceira visita a Jerusalém

    50 a 52 Segunda viagem missionária

    53 a 58 Terceira viagem missionária

    58 Quarta visita a Jerusalém

    58 a 59 Prisão em Cesaréia

    60 a 62 Prisão em Roma

    63 a 66 Liberdade e viagens diversas (???)

    67 Morte em Roma

    Comentar
  • Texto

    "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos,

    "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor" (1 Tessalonicenses 4.16-17).

     

    Quase todas as religiões ensinam sobre a imortalidade da alma, mas a Bíblia ensina sobre a redenção e a sobrevivência da pessoa como um todo, espírito, alma e corpo.

     

    Os Coríntios, como os demais gregos, eram um povo de grande capacidade intelectual, como também eram amantes de especulações filosóficas. Quando lemos os dois primeiros capítulos da primeira carta aos Coríntios, nos quais Paulo declara a imensurável superioridade da revelação sobre a especulação humana, observamos que alguns dos membros da igreja de Corinto também eram partidários de especulações.

     

    Dotado de perspicácia incomum, Paulo previu que sob a influência do espírito grego, o evangelho poderia dissipar-se em um lindo, porém impotente, sistema de filosofia e ética. De fato, essa tendência já havia se manifestado em alguns crentes da igreja de Corinto. Alguns membros da igreja estavam influenciados por uma antiga doutrina grega de imortalidade, a qual ensinava que o corpo, ao morrer pereceria para sempre, mas que a alma continuaria a existir. Em verdade, dizia esse ensino, era bom que o corpo perecesse, pois só servia como estorvo e impedimento à alma. Ensinava-se na igreja de Corinto que, apesar de a alma e o espírito viverem depois da morte, o corpo era destruído para sempre e não seria ressuscitado, pois a única ressurreição que o homem experimentaria seria a ressurreição espiritual da alma, ressurreição de sua morte dos delitos e pecados. O apóstolo Paulo desafiou a veracidade desse ensino dizendo: “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?” (I Co 15.12). Tomando esse erro como ponto de partida, ele expôs a doutrina verdadeira, entregando ao mundo o grande capítulo da Bíblia sobre ressurreição, (1Co 15).

     

    Com base nesse argumento, Paulo usa a doutrina bíblica, e declara que o corpo humano é suscetível de santificação, redenção e está incluído na salvação do homem. O corpo também faz parte da salvação, não apenas o espírito. No céu nós teremos corpo, não seremos como fantasmas. Ainda não sabemos como será esse corpo, mas teremos corpo e nos reconheceremos. Essa afirmação precisa fazer parte da esperança do salvo. No princípio Deus criou tanto o espírito quanto o corpo, e quando o espírito e o corpo se uniram como unidade vivente, o homem tornou-se um “ser vivente”. O homem foi criado imortal, no sentido de que ele não precisava morrer, mas mortal no sentido de que poderia morrer se desobedecesse a Deus. Se o homem tivesse permanecido fiel, ele teria se desenvolvido ao máximo sobre a terra e, depois, possivelmente teria sido trasladado, pois a trasladação parece ser o meio perfeito que Deus usa para remover da terra os seres humanos (Gn 5.24). Mas o homem pecou, perdeu o direito a árvore da vida e como resultado disso, começou a morrer, processo que culminou na separação do espírito do corpo. A morte física foi expressão externa da morte espiritual, a qual é consequência do pecado.

     

    Visto que o homem se compõe de alma, espírito e corpo sua redenção deve incluir a vivificação de ambos, por isso a necessidade de ressurreição. Embora o homem se torne justo perante Deus e vivo espiritualmente, na aceitação do sacrifício de Jesus (Ef 2.1), seu corpo morrerá como resultado da herança racial de Adão. Mas, desde que o corpo é parte integrante da personalidade, a salvação e a imortalidade não se completam enquanto o corpo não for ressuscitado e glorificado. Isso é que aprendemos no Novo Testamento (Rm 13.11; 1Co 15.52-54; Fp 3.20-21).

     

    O argumento de Paulo em 1Co 15.13-19 é, ensinar que não há ressurreição é ferir a realidade da salvação e a esperança da imortalidade. Ele desenvolve o argumento da seguinte maneira: se não há ressurreição do corpo, então Cristo, que tomou para si um corpo humano, não ressuscitou dentre os mortos, então a pregação de Paulo é vã; pior ainda, é falsa e enganosa. Se a pregação é vã, então também são vãs a fé e a esperança daqueles que a aceitam. Se Cristo, de fato, não ressuscitou dentre os mortos, então não há salvação do pecado, pois de que maneira poderíamos saber que sua morte foi realmente expiatória, se ele continuasse na sepultura. Se o corpo do nosso amado Mestre não ressuscitou, que esperança haverá para aqueles que nele confiam? Caso essas suposições fossem verdadeiras, o sacrifício e os sofrimentos de Cristo teriam sido inúteis e nossos esforços e sofrimento para pregar o Evangelho seria vão (1Co 15.19,30-32).

     

    O ENSINO SOBRE A RESSURREIÇÃO

    O ensino da ressurreição está em toda a Bíblia, não apenas no Novo Testamento.

     

    porque eu sei que meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra. Depois revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus” (Jó 19.25-26). 

    E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (Dn 12.2). 

    Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos” (Is 16.19).

     

    NATUREZA DA RESSURREIÇÃO

    É relativamente fácil declarar o fato da ressurreição, mas, ao tentar explicar como Cristo foi ressuscitado, encontramos grande dificuldade, pois trata-se de leis misteriosas, sobrenaturais, além do nosso alcance. Entretanto sabemos que a ressurreição do corpo será caracterizada pelos seguintes aspectos:

     

    1 – RELAÇÃO. Haverá alguma relação com o velho corpo, fato que Paulo ilustra pela comparação com o grão de trigo (1Co 15.36-38).
     

    Qual poder vitaliza o corpo humano, tornando-o capaz da gloriosa transformação do corpo ressurreto? O Espírito Santo (1Co 6.19)! Falando da ressurreição, Paulo expressa as palavras de 2Co 5.5 “Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito”, que um dos estudiosos da língua grega traduziu da seguinte maneira: “Deus preparou-me para essa mudança, ao dar-me seu Espírito como sinal e primeira porção”.

     

    2 – REALIDADE. Certas pessoas não se interessam em ir para o céu, pois acham que a vida lá será uma existência insubstancial e vaga. Ao contrário, a existência no céu será tão real quanto a presente, de fato ainda mais real. Os corpos glorificados serão reais e tangíveis e haveremos de nos reconhecer, conhecer e conversar uns com os outros, como também estaremos plenamente ocupados em atividades celestiais. Jesus em seu corpo ressuscitado, era muito real para seus discípulos; embora com o corpo glorificado, ele ainda era o mesmo Jesus.

     

    3 – INCORRUPTIBILIDADE. O corpo “ressuscita imperecível” (1Co 15.42) e ficará livre de enfermidade, dor, debilidade e, portanto também de morte (Ap 21.4).

     

    4 – GLÓRIA. Nosso velho corpo é perecível, sujeito à corrupção e ao cansaço, porque é um corpo “natural”, próprio para uma existência imperfeita em um mundo imperfeito; mas o corpo da ressurreição será próprio para a gloriosa vida imortal no céu. Quando Pedro, o Grande, da Rússia, trabalhava como mecânico na Holanda, a fim de aprender a arte da construção naval, ele usava a roupa humilde de mecânico; mas ao voltar ao seu palácio, vestia-se com trajes reais ornado de joias. Assim também o espírito do homem, originariamente inspirado por Deus, agora vive a existência humilde dentro de um corpo perecível (Fp 3.21), mas na ressurreição será revestido de um corpo glorioso, próprio para ver Deus, face a face.

     

    5 – SUTILEZA. Isto é, o poder de penetrar as substancias sólidas. Ao andarmos pela terra em um corpo glorificado, não seremos impedidos por coisas mínimas como um muro ou uma montanha, simplesmente atravessaremos, se assim o desejarmos (Jo 20.26).

     

    QUANDO SE DARÁ A RESSURREIÇÃO DOS SANTOS

    A ressurreição da Igreja ocorre na volta de Jesus, imediatamente antes do arrebatamento (1Ts 4.16). A ressurreição dos santos é chamada de “primeira ressurreição”: “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos” (Ap 20.6).

    Comentar
  • Texto

    ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS

    O estado intermediário é o período que transcorre entre a morte e a ressurreição. As escrituras deixam evidente que os mortos permanecem conscientes, tanto os justos, quanto os ímpios. Para o crente, a ressurreição ocorrerá na vinda de Cristo; para o descrente ela só ocorrerá depois do milênio, no juízo final. No estado intermediário a alma não possui corpo, embora este estado seja de regozijo consciente dos justos e de sofrimento consciente dos ímpios.

    Há muitas interrogações com respeito ao estado intermediário. Entretanto, o raciocínio, a fé e as Escrituras nos levam a crer na ressurreição e na sobrevivência da alma depois da morte. Mas o campo da especulação e da investigação é uma porta aberta para várias interpretações sobre esse assunto.

    Vamos citar resumidamente o entendimento de algumas religiões, seitas e filosofias, sobre o que acontece após a morte:

    1 - MATERIALISMO: O ser humano cessa de existir, uma vez que a substancia material é fundamental e também perecível. Essa é a doutrina do “aniquilamento do ser”.

    2 - PANTEÍSMO: A alma volta ao grande “todo” de onde procedeu, perdendo a sua individualidade.

    3 - ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA: A alma dorme logo após a morte. Neste caso ela fica inconsciente, num mundo silencioso, onde não há conhecimento e atividade alguma.

    4 - TESTEMUNHAS DE JEOVÁ: A teologia jeovista apregoa que a alma humana é o homem vivente e deixa de existir com a morte carnal. O espírito despersonalizado volta para Deus, o corpo vai para o pó e a consciência se esvai. Ou seja, ninguém continua vivo em outro plano espiritual e a única esperança é apenas para os justos, que gozarão a ressurreição.

    5 - IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA: A alma após a morte vai para um lugar intermediário, onde aguarda o perdão de Deus, em virtude da intercessão dos parentes e amigos vivos. Este lugar intermediário tem algumas designações:

    a) Purgatório: “Lugar onde almas detidas recebem alívio com os votos e orações dos fiéis”.

    b) Limbus Patrum: Lugar para onde vão as almas dos santos do Antigo Testamento.

    c) Limbus Infantum: Lugar para onde vão as almas das crianças que não receberam o batismo da Igreja Católica Romana, isto é, os pagãos.

    O ENSINO BÍBLICO SOBRE A VIDA DEPOIS DA MORTE

    DOS ÍMPIOS: 
    No Antigo Testamento, o lugar da vida após a morte para os ímpios, é na grande maioria das vezes, chamado de Sheol, traduzido em algumas Bíblias por “inferno” ou “sepultura”. Também é identificado pela palavra “abaddon”, o lugar de destruição ou perdição.

    Algumas seitas, como as Testemunhas de Jeová, os Adventistas do Sétimo Dia e os espíritas Kardecistas, bem como alguns autores cristãos, defendem a idéia de que a palavra Sheolsignifica “sepultura”.

    Quando os escritores do Novo Testamento fizeram alusão a algum texto do Antigo Testamento que especificamente fale de Sheol, traduzem para a palavra grega Hades. Isto começou com a versão Septuaginta, onde a palavra hebraica Sheol, foi traduzida para o grego Hades. O termo em hebraico para o estado final de perdição ou “lago de fogo” era gehenna, adequadamente traduzida como “inferno” (Mc 9.43). 

    Já que os injustos não vão para a perdição final até o julgamento do grande trono branco (Ap 20.11-15), quando serão lançados no lago de fogo, a palavra inferno não deveria ser usada para descrever o estado intermediário dos pecadores mortos. Até onde sabemos ninguém se encontra atualmente no inferno, os perversos estão agora no Hades, aguardando a ressurreição do juízo. O Hades, porém é um lugar de sofrimento, como vemos no relato do rico e Lázaro (Lc16. 23).

    DOS JUSTOS: 
    O lugar intermediário dos justos é chamado de “paraíso”. Jesus disse ao ladrão na cruz: “hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). Quando os justos morrem vão imediatamente para a presença de Cristo Jesus. Paulo falou: “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor (Fp 1.23). A esperança de ir imediatamente para a presença do Senhor ao morrer é confirmada pelas palavras do apóstolo Paulo aos coríntios: “Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor” (II Co 5.8).

    Quando Lázaro morreu, ele foi imediatamente para o “seio de Abraão”, nome dado pelos judeus à morada dos mortos fiéis. Lázaro estava consciente e consolado. O homem rico queria que Abraão enviasse Lázaro para pregar à seus irmãos vivos. Isto deixa bem claro que ambos estavam com a consciência trabalhando ativamente. Nossa maior esperança é quando morrermos estarmos eternamente com Jesus, como disse o apóstolo Paulo em I Ts 5.9-11.

    Os escritores inspirados também escreveram sobre a habitação do justo:

     “Para o sábio, o caminho da vida é para cima, para que ele se desvie do inferno que está embaixo” (Provérbios 15.24).

    E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:3).

    PORQUE sabemos que, se a nossa casa terrestre deste Tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu” (2 Coríntios 5.1-2).

    Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Filipenses 1:23).

    CONCLUSÃO
    Portanto o destino da vida eterna, com Deus ou sem Deus, é decidido em vida, e nessa vida. Não existe reencarnação ou pagamento de pecados através da intercessão de parentes vivos. Como diz o escritor aos Hebreus “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hb 9.11). Quem morre hoje com Cristo vai direto para o paraíso e sem Cristo, para o Hades, lugar de sofrimento.

    A escolha está em aceitar Jesus como nosso único e suficiente Salvador. Após está aceitação e caminhada com Cristo sem nos desviarmos de seus mandamentos, chegaremos sem dúvida a eternidade com Deus

    Comentar
  • Texto

    SUPREMO TRIBUNAL DOS JUDEUS

    A palavra Sinédrio, significa: conselho. Era esse o nome do supremo tribunal dos judeus em Jerusalém nos tempos do Novo Testamento. Pode ter alguma relação histórica com a primitiva assembleia dos anciãos israelitas no período pré-monarquia, formalmente extinguida pelos reis, embora não o tenha sido inteiramente de fato pela existência de cidades contrárias à forma de governo monárquico. O rei Josafá parece ter-lhe dado de algum modo a forma de um tribunal de justiça (2 Cr 19.8).

     

    Os romanos permitiam aos judeus resolverem muitas de suas questões religiosas e nacionais. Consequentemente, existiam numerosos sinédrios, ou seja, tribunais locais. Acima de todos eles, estava a corte suprema dos judeus, o grande Sinédrio de Jerusalém. Esse Sinédrio chegava mesmo a comandar uma força policial.

     

    Não há referencias exatas sobre o Sinédrio até o tempo de Antíoco, o Grande (246-226 a.C.), sendo então chamada GEROUSIA OU SENADO. Sabe-se que o Sinédrio era composto de 71 membros, escolhidos entre varões eminentes, entre os quais estava o sumo sacerdote, pertencendo também ao grupo, pessoas de relações deste.

     

    COMPOSIÇÃO 

     

    O Sinédrio era comandado por um presidente que era o sumo sacerdote. Normalmente os sumo sacerdotes eram do partido dos Saduceus, e eram os homens mais poderosos do Sinédrio. O sumo sacerdote era o capitão do templo (Atos 5:24-26). Os sacerdotes mais próximos do presidente do Sinédrio serviam de tesoureiros, controlando os salários dos outros sacerdotes e monitorando a vasta quantia de dinheiro que era arrecadada no Templo.


    A Segunda categoria principal dos membros do Sinédrio eram os anciãos. Esses homens representavam a aristocracia sacerdotal e financeira na Judéia. Leigos distintos como José de Arimatéia (Marcos 15:43), dividiam a visão conservadora dos saduceus e davam a assembleia à diversidade de um parlamento moderno.


    Os membros mais recentes do Sinédrio eram os escribas. A maioria deles eram fariseus. Eles eram advogados profissionais treinados em teologia, direito e filosofia. Eram organizados em grêmios e normalmente seguiam rabinos ou professores célebres. Gamaliel, um escriba famoso do Sinédrio, que aparece no Novo Testamento (Atos 5:34), foi o erudito que instruiu o apóstolo Paulo (Atos 22:3).

     

    FUNCIONAMENTO

    Por ser o tribunal supremo da nação judia, tinha caráter tanto religioso quanto secular, podia prender e coagir, mas não tinha poder para exercer penas capitais, estas deveriam ser confirmadas pelo governador romano. O processo para a condenação capital exigia o respaldo de duas testemunhas, eram ouvidos primeiro os defensores do acusado. A sentença de absolvição podia ser pronunciada no mesmo dia do processo, mas, a de condenação somente no dia seguinte. A votação era simples, o membro ficava de pé, começando sempre pelos membros mais novos. A condenação exigia a maioria acima de dois votos, ou seja, mais de 51% dos votos. Para absolvição bastava maioria simples, ou seja, 51% dos votos.


    O SINÉDRIO NOS DIAS DE JESUS

    Nós sabemos mais sobre alguns aspectos do Sinédrio nos dias de Jesus do que sabemos sobre ele antes ou depois. Uma coisa que sabemos é a extensão de sua influência. Oficialmente, o Sinédrio só tinha jurisdição na Judéia. Mas na prática ele tinha influência na província da Galiléia e até mesmo em Damasco (Atos 22:5). O trabalho do conselho era basicamente julgar assuntos da lei judaica quando surgiam discórdias. Em todos os casos, sua decisão era final. Eles julgavam acusações de blasfêmia como nos casos de Jesus (Mateus 26:65) e Estevão (Atos 6:12-14), e também participavam na justiça criminal. 

    Sobre a pena capital, o filósofo judeu Filo, indica que no período romano o Sinédrio podia julgar violações ao templo com pena de morte. Gentios que eram pegos ultrapassando o recinto chamado de "Átrio dos Gentios" eram avisados sobre uma pena de morte automática. Porém, o Novo Testamento e o Talmude discordam de Filo nesse ponto de vista. No julgamento de Jesus, as autoridades estavam convencidas em envolver o governador romano Pilatos. Parece que só ele ou Herodes tinham poder para mandar matar Jesus (João 18:31).

     

    Mesmo assim não há uma certeza, já que no caso de Jesus, havia a proximidade da Páscoa. Como os judeus estavam em purificação para o evento, não queriam “sujar” as mãos com uma execução. Isso pode explicar o fato deles terem praticamente implorado a Pilatos a condenação e execução de Cristo, como se não tivessem poder ou permissão para isso, e algum tempo depois o mesmo Sinédrio condenou e executou Estevão. O certo é que não existe uma certeza do poder de vida e morte do Sinédrio

    Comentar
  • Texto

    AS PROFECIAS DE JESUS

    Jesus“Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça para tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa” (Mateus 24:15-18).

     

     “É então um caso miserável, uma visão que até poria lágrimas em nossos olhos, como os homens aguentaram quanto ao seu alimento... a fome foi demasiado dura para todas as outras paixões... a tal ponto que os filhos arrancavam os próprios bocados que seus pais estavam comendo de suas próprias bocas, e o que mais dava pena, assim também faziam as mães quanto a seus filhinhos... quando viam alguma casa fechada, isto era para eles sinal de que as pessoas que estavam dentro tinham conseguido alguma comida, e então eles arrombavam as portas e corriam para dentro... os velhos, que seguravam bem sua comida eram espancados, e se as mulheres escondiam o que tinham dentro de suas mãos, seu cabelo era arrancado por fazerem isso...” (Guerras dos Judeus, livro 5, capítulo 10, seção 3).

     

    Jesus“Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!” (Mateus 24:19).

     “Ela então tentou a coisa mais natural, e agarrando seu filho, que era uma criança de peito, disse, ‘Oh, pobre criança! Para quem eu te preservarei nesta guerra, nesta fome e nesta rebelião?... ’ Logo que acabou de dizer isto, ela matou seu filho e, então, assou-o, e comeu metade dele, e guardou a outra metade escondida para si.” (Guerras dos Judeus, livro 6, capítulo 3, seção 4).

     

    Jesus: “Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado, porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais” (Mateus 24:20-21).

     

     “Eu falarei, portanto aberta e francamente aqui de uma vez por todas e brevemente: que nenhuma outra cidade sofreu tais misérias nem nenhuma era produziu uma geração mais frutífera em perversidade do que era esta, desde o começo do mundo.” (Guerras dos Judeus, livro 5, capítulo 10, seção 5).

     

    Jesus“Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas por causa dos escolhidos tais dias serão abreviados” (Mateus 24:22).

     

     

    o número daqueles que foram levados cativos durante toda esta guerra foi verificado ser noventa e sete mil, como foi o número daqueles que pereceram durante todo o cerco onze centenas de milhares, a maior parte dos quais era na verdade da mesma nação, porém não pertencentes à própria cidade, pois tinham vindo de todo o país para a festa dos pães asmos e foram subitamente fechados por um exército...” (Guerras dos Judeus, livro 6, capítulo 9, seção 3).

     

    Comentar
  • Avançar
    Fechar

    Enviar esse post por e-mail:

    Enviar
    OK

    Não foi possivel mandar o email

    OK

    OK
    OK