• Vídeo

    Igreja pentecostal o senhor é nossa justiça Igreja pentecostal o senhor é nossa justiça

    Comentar
  • Texto

    igreja pentecostal o senhor é nossa justiça

    ESTUDO SOBRE FÉ

     

    Primeiro gostaria de começar este estudo analisando a luz da Bíblia o que vem a ser a fé.

    Em Hebreus 11:1 há a o correto e perfeito conceito do que vem a ser fé:

    "ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem." (Hebreus 11 : 1)

    Notamos que a fé é o firme fundamento, ou seja, é a própria Palavra de Deus, pois só há este firme fundamento o qual devemos estar nele e tendo este fundamento as coisas que esperamos acontecer e que não vemos começam a vir a tona.

    Muitas pessoas por falta de conhecimento pedem a Deus para obterem fé, só que jamais vamos adquirir fé pedindo-a ao Senhor.

    Só há uma maneira de obtermos fé, em Romanos 10:17, o Senhor nos ensina como devemos obter mais e mais fé.

    "De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus." (Romanos 10 : 17)

    Ao contrario do que muita gente pensa a fé se adquire mais simples do que se parece é só ouvindo a Palavra de Deus.

    Quanto mais ouvirmos a Palavra de Deus, mais firmes e possuidores da fé ficaremos. Costumo dizer que o tamanho da fé de um cristão é igual a quantas vezes este cristão ouve a Palavra de Deus.

    Em várias passagens Bíblicas quando o Senhor Jesus realizava seus milagres de cura Ele dizia ao ex-enfermo:

    Vai a tua fé te salvou, como nesta passagem Bíblica:

    "E Jesus, voltando-se, e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E imediatamente a mulher ficou sã."(Mateus 9 : 22)

    Para começarmos a ficar firmes na fé devemos primeiramente crer que tudo absolutamente tudo que esta escrito na Palavra de Deus é a verdade, e que tudo que está fora dela é mentira, como está escrito:

    "Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade."(João 17 : 17)

    Se tudo o que está escrito na Palavra de Deus é a verdade, então em Isaias 53:4, 5 e I Pedro 2:24, também é a verdade, e o que fugir disso é mentira.

    "Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido." (Isaías 53 : 4)

    "Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados." (Isaías 53 : 5)

    "Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados." (I Pedro 2 : 24)

    A enfermidade é uma conseqüência do pecado, se não houvesse pecado não haveria doenças, mas se analisarmos a Palavra de Deus vamos notar que a obra redentora de Jesus na cruz foi para nos salvar da perdição eterna, mais também para levar nossos pecados. O Senhor levou nossos pecados, nos libertou do cativeiro do diabo que nos mantinha preso, levou nossas doenças sobre si, e tudo o que Ele fez aqui na terra em 3 anos foi para nos ensinar todas estas coisas.

    Se eu não leio a Bíblia (Palavra de Deus), e nas minhas orações não peço ao Senhor sabedoria para entender a Sua Palavra, então estarei perdendo de viver livre sem enfermidades em meu corpo humano, muito discordam desta verdade, pois andam pelo que vêem e não pela fé, e acabam nas garras imundas do diabo que os levam ao engano, só que tudo aquilo que Deus escreveuem Sua Palavra é a verdade, inclusive a parábola do talento Mateus 25:14-30, onde o Senhor nos mostra claramente o que vai acontecer com quem não multiplica os talentos que Ele nos dá.

    "E disse o Senhor: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria." (Lucas 17 : 6)

    Nesta passagem o Senhor nos ensina que se tivermos fé e dissermos tal coisa será feito, da mesma maneira nesta outra passagem:

    "Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito." (Marcos 11 : 23)

    Vemos que está escrito que se dissermos tal coisa..., este é o segredo da fé, a fé é o combustível, mas a ação tem que ser nossa, nós temos que dizer e não duvidar pois está fundamentado na Palavra de Deus.

    Por exemplo: Se eu creio, veja bem creio não é acreditar é crer no coração que Jesus levou nossas doenças, então a ação que devo tomar é dizer: “Sai doença do meu corpo em nome de Jesus” e ela tem que sair, pois a Palavra nos ensina isto.

    Jesus nos diz:

    "E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;" (Marcos 16 : 17)

    "Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão." (Marcos 16 : 18)

    O que ele está nos dizendo, então logicamente é verdade, pois está escrito, agora porque há tantos cristãos sofrendo com demônios destruindo sua vida e enfermidades levando-os para cova?

    Simples, porque não ouvem a Palavra de Deus, até freqüentam os cultos, mas não conseguem ouvir a Palavra, pois não são sinceros com o Pai que conhece a todos os pensamentos e as intenções do coração.

    Não praticar o que o Senhor nos ensina nas Escrituras é um pecado tremendo, pois é afirmar que a Palavra de Deus é mentirosa, isto nitidamente o Senhor nos ensina nesta passagem:

    MATEUS 7

    24 Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;

    25 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.

    26 E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;

    27 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.

    Meus irmãos, vamos respeitar ao Senhor, ler a Palavra, querer conhecê-lo cada vez mais, largar todo engano, pedir ao Senhor que abra nossos olhos e ouvidos para ficarmos sensíveis ao falar do Senhor, Deus quer nos ensinar, e muitas vezes não queremos ouvi-lo.

    Tudo que Deus poderia fazer pela humanidade, Ele já fez, deu seu Filho amado para que todo que nele crê, não pereça, mais tenha a vida eterna.

    não esqueçamos que quem é o vilão é o diabo e não Jesus:

    "O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância."(João 10 : 10

    Comentar
  • Vídeo

    Igreja pentecostal o senhor é nossa justiça

    Igreja pentecostal o senhor é nossa justiça

    Comentar
  • Vídeo

    culto joven

    https://www.youtube.com/watch?v=nurBypARmz8

    Comentar
  • Vídeo

    igreja pentecostal o senhor e nossa justiça

    https://www.youtube.com/channel/UC_OZydqTWBZNVZiHXO4BDow

    Comentar
  • Texto

    O PODER DAS COISAS PEQUENAS

    Quantos já perceberam que as coisas pequenas podem ser muito boas ou muito más?
     
    Uma pequena mosca...
    Uma pequena Pedra no sapato...
    Uma pequena palavra de amor...
     
    Mateus 13: 31-32. “Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo; 32 O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos. “
     
     
    A semente a que Jesus se referia era provavelmente a “Brassica negra” ou semente de mostarda.  
    De acordo com a Wikipedia; "As pequenas sementes - (1 mm), elas são duras e variam em cor do castanho escuro ao preto. Eles são muito saborosas, embora não  tenham quase nenhum aroma. "   "A própria planta pode crescer de 2 a 8 metros de altura com cachos de pequenas flores amarelas.
     
    Jesus estava a ensinar sobre o poder de semear ou o estabelecimento de pequenas coisas em nossas vidas.
     
     

    Pergunta 1   Acha que o que semeamos na vida é importante para o nosso futuro?
     
    As pequenas raposas...
     
    " Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor. “ Cânticos 2:15
     
    No tempo de Jesus muros eram construídos à volta das vinhas para proteger as uvas dos invasores (chacais e raposas).   Uma torre era construída para que um guarda pudesse ver toda a vinha.   A grande raposa poderia ser facilmente detectada, mas as pequeninas poderiam entrar sem serem vistas e estragar a colheita das boas uvas.   Este é exatamente o que um pouco de mal pode fazer na vida de uma pessoa.  
     
    "Não vos enganeis; Deus não se zomba: pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará. [8] Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção ... "Gálatas 6: 7-8
     
    " Assim como as moscas mortas fazem exalar mau cheiro e inutilizar o ungüento do perfumador, assim é, para o famoso em sabedoria e em honra, um pouco de estultícia. “
    Eclesiastes 10:1
     
    O sábio Salomão entendeu este princípio.   O boticário fazia uma pomada, que era para abençoar e ungir.   Era feito na esperança de abençoar alguém.   No entanto, tudo o que era necessário era uma mosca morta para arruinar um lote inteiro.   Pequenas coisas são importantes.  
     
    NOTA: Vamos ver as grandes possibilidades quando semeamos boas sementes.  
     
    "Não vos enganeis; Deus não se zomba: pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará. ... Mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá a vida eterna "Gálatas 6: 7-8.
     
    Quando semeamos coisas boas da vida, o resultado final será coisas boas.  
    Um bom exemplo é a semente do milho.   Uma semente de milho vai produzir uma haste e, em seguida, geralmente 3-4 espigas de milho com cerca de 200 sementes por espiga que se traduz em 6-800 sementes.   Se essas sementes foram plantadas novamente o potencial em apenas uma temporada seria um poderoso aumento de 640 mil vezes.   Semear pequenas coisas boas tem o potencial para grandes resultados.  
     
    Cada semente de cada espécie tem um grande potencial quando é plantado.   Porque não começar hoje a plantar boas sementes na vida?  Sementes de bondade, amor, compaixão, misericórdia, perdão e respeito.   Você pode se surpreender com o resultado.  
     
    Pergunta 2   Consegue pensar numa maneira de semear boas sementes?   Más sementes?
     
    Uma dimensão adicional
     
    O nosso entendimento desta parábola não estaria completo até que olhemos para um outro aspecto do ensinamento de Jesus.   Os pássaros.  
    Ele estava a falar sobre as coisas na vida que tentarão roubar ou matar a colheita de boas sementes que plantamos.   Todos nós sabemos que os pássaros amam sementes.   Ele fez referência a isso em outra parábola.
     
    "E, quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram-na:" Mateus 13: 4  
     
    As aves representam a obra do maligno do diabo.
     
    "Quando um homem ouve a palavra do reino, e não a entende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. "Mateus 13:19 (NVI)  
     
    Uma realidade da agricultura é o fator - pragas.   Os agricultores estão sempre preocupados com as pequenas coisas que vêm e devoram os frutos do seu trabalho árduo.  
    O que Jesus está a ensinar é o fato de que plantar boas sementes nem sempre é fácil, mas é frutífera.  
     
    NOTA: JESUS ensina a semear boas sementes e deixar a colheita para ele.   Sim, haverá pássaros que vão comer um pouco da cultura, mas haverá uma colheita e vale a pena o tempo e o esforço para semear boas sementes.
     
    Pergunta 3   Já fez algo de bom para alguém e não recebeu um obrigado de volta?   Decidiu deixar de ser agradável?
     
    Conclusão
     
    Quando entendemos o poder de plantar pequenas coisas e nos envolvemos no processo,  grandes coisas vão acontecer.  SEMEIE NO ESPIRITO.
     
    "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, [23] mansidão, temperança (auto-controle); contra estas coisas não há lei." Gálatas 5: 22-23 (NVI)  
     
    Quantas vezes os nossos esforços para Deus são atacados pelo inimigo.Podemos ficar tão desanimados que nem sequer quer tentamos de novoMasDeus tem prazer em fazer do insignificante – significativo, do nada – tudo, do ninguém – alguém em Cristo.
     
    Ao longo da história, podemos ver o padrão: 

         O Cajado de Moisés que fez uma nação do Egito (Êxodo 4: 1-9), 
         O queixada de um jumento que na mão de Sansão matou mil filisteus (Juízes 15: 14-16)
         Cinco pedras lisas que derrubaram o gigante Golias (1 Samuel 17), 
         Um pouco de azeite de uma viúva sustentou-a e fez dela pagar as dividas e viver. (2 Reis 4: 1-7)
         Cinco pães de cevada e dois peixes alimentaram uma multidão (Mateus 14:13-21),
         Um pequeno grito “Jesus filho de Davi, tem misericórdia de mim” – curou um cego e deu nova vida.
         Um pequeno toque na orla do vestido de Jesus, e a mulher do fluxo de sangue foi restaurada.
         10 % do nosso ordenado, produz uma grande abundancia da parte de Deus.
    e 
         A semente de mostarda Jesus disse que iria se tornar uma grande árvorepara que os pássaros encontram abrigo (Mateus 13: 31-32

    Comentar
  • Texto

    Arrependimento... I. O Arrependimento é a primeira e uma das mais importantes verdades do Novo Testamento.

                                            
    1. Foi o teor da mensagem de João Batista, Mc 1.4,“...apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados”.
     
    2. Foi mencionado na primeira mensagem de Cristo, Mc 1,14-15,“14 Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, 15 dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho”.
    (...)
     

    3. Jesus enviou seus discípulos a pregar e o que eles pregaram? Mc 6.12, “Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse”.

     
    4. Examinando o livro de Atos, a primeira pregação da Igreja de Cristo, Pedro pede aos ouvintes que se arrependam, Atos 2.38,“Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”.
     
    5. Paulo, outro grande pregador da igreja primitiva, ressalta aos Atenienses idólatras: Atos 17.30, “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam”.
     
    6. O arrependimento era básico na mensagem primitiva.
     
    II. O arrependimento é o ponto de partida pelo qual todos que entram no reino dos céus precisam chegar a entendê-lo
    1. Jesus deixa claro que todos os fariseus, sacerdotes e anciãos precisavam se arrepender da mesma forma que os publicanos e as meretrizes. Essa é uma verdade fundamental e vital. Não é um desses pontos que pode haver variações de pensamentos.
     
    2. Paulo pregava que não havia nenhum justo capaz de fugir dessa realidade; Rm 3.10-19, “10 como está escrito: Não há justo, nem um sequer, 11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus; 12 todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. 13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, 14 a boca, eles a têm enchido de maldição e de amargura; 15 são os seus pés velozes para derramar sangue, 16 nos seus caminhos, há destruição e miséria; 17 desconheceram o caminho da paz. 18 Não há temor de Deus diante de seus olhos. 19 Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus”.
     
    5. Podemos dizer com segurança que o tempo da salvação começa no arrependimento.
     
    III. Jesus enfatiza que o que condena os homens é o fato de não se arrependerem
     
    1. Mateus 21.32, “Porque João veio a vós outros no caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto, não vos arrependestes, afinal, para acreditardes nele”. Foi o caso dos fariseus mencionados nesta parábola.
     
    2. Ai de ti Cafarnaum... Lc 10.13, “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom, se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido, assentadas em pano de saco e cinza”.
     
    V. O Arrependimento em algum ensinos ilustres do Senhor Jesus
     
    1. Na parábola do filho pródigo encontramos o momento em que ele se arrependeu, e nada é mais comovente do que a palavras que Jesus usou para descrevê-la: “E tornando em si...”, Lc 15.17, “Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!”.
     
     
    VI. O que é o arrependimento - forma simplificada
    1. Primeiro: Admitir o erro: a si mesmo; a quem de direito; a Deus; ao mundo. Exemplo: O filho pródigo: “Caindo em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai tem abundância de pão e eu aqui pereço de fome?”
     
    2. Segundo: Sentir vergonha do que fez, achando-se indigno de receber o perdão. Exemplo: O filho Pródigo: “Pai, pequei contra o céu, e perante ti, e já não sou digno de ser chamado seu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros...”, Lc 15.18-19.
     
    3Terceiro: Provar e confirmar o arrependimento, fazendo aquilo que de princípio havia se recusado a fazer. Exemplo: o filho Pródigo: “E levantando-se foi para seu pai”, Lc 15.20.
     
    4. Estes três passos podem ser vistos na vida do primeiro filho. Ele ficou com o coração constrangido em não obedecer a seu pai, admitiu o erro a si próprio, e foi para o trabalho humilhado

    Comentar
  • Texto

    O Homem e a Porta Estreita Mt 7:13-14

    O Homem e a Porta Estreita
    Mt 7:13-14


    João 10:1-2;7 – Jesus é o bom pastor. Ele é o único caminho. Não há outra entrada, ainda que tentem arranjar.
    Joâo 14:6 – Ele é O caminho, A verdade, A vida... e ninguém vai ao Pai a não ser por Jesus.

    Introdução:
    Para Jesus não há muitas portas, há somente duas, Não há muitos caminhos, só dois: o bom e o mal, o da salvação ou da perdição.
    O mundo, para Jesus, entra somente por duas portas e anda por dois caminhos.
    E a humanidade divide-se em cinco grupos com respeito à porta e ao caminho a ser seguido.

    I – Os que não gostam da porta: OS INIMIGOS

    1 - São uma grande maioria· 

    São os soberbos e orgulhosos deste mundo· 
    Os que buscam a sua própria glória. · 
    Eles procuram arcos triunfais para passar por debaixo deles, como novos imperadores romanos.· 
    Os que necessitam espaço suficiente para entrar com seu séquito de servente

    2 - Estes dão desculpas em relação à porta· 

    É demasiadamente humilde para eles· 
    Não entra por ela aqueles que se consideram grandes ( ego, empresas grandes...)

    II – Os que simpatizam com a porta: SÃO OS AMIGOS DE LONGE

    1 - O numero é bastante grande· 

    Formam um exercito bastante numeroso diante da porta· 
    Contemplam a porta com um sorriso e com um assentimento de cabeça· 
    Sabem que a porta é boa, a única que conduz a felicidade verdadeira· 
    E até chegam, às vezes, a mandar os outros entrar por ela.

    2 - Porem eles mesmos não entram· 

    Desculpam-se com muita cortesia· 
    É que a porta para eles é demasiadamente estreita· 
    E demasiadamente humilde também· 
    Para alguns destes amigos, se a porta fosse um pouco mais larga... talvez entrariam!


    III – Os que entram e saem: OS INCONSTANTES

    1 - Compreende uma grande maioria dos que passam pela igreja· 

    Se fosse publicada uma lista seriam 75 por cento dos membros que aceitam a Cristo· Pessoas que entram e ficam por algum tempo, mas que saiem por algum pretexto pequeno.

    2 - Porque saiem tantos crentes depois de entrarem ?· 

    Porque acreditavam que atrás da porta estava escondido um verdadeiro banquete· 
    Ou entraram pelo entusiasmo de alguém· 
    Ou tiveram que deixar para trás os seus vícios... e não se habituaram a uma vida sem vícios.

    IV – Os que entram e param: OS VAGOS (não andam e não deixam andar)

    1 - São menos que os do grupo anterior, porem são muitos· 

    Foram, que sabe, na promessa da igreja· 
    Entraram com muito entusiasmo· 
    Talvez chegaram a ser lideres de grupos· 
    Ou ocuparam outros cargos de importância· 
    Ou foram soldados de batalhas

    2 - Porém cansaram-se logo· 

    Entraram pela porta e estacionaram perto dela contemplando· 
    Ou que sabe na metade do caminho· 
    Ou talvez três quartos da viagem· 
    Porém ai estão frios, mais mortos do que vivos· 
    São mais impecilhos do que bênçãos na igreja· 
    Não deixam outros passar, porque estão encostados no caminho, e impendem o transito· 

    V - OS QUE ENTRAM E SEGUEM SEM PARAR

    1 - São poucos, os muitos contados· 

    Os que deixaram tudo para poder entrar pela porta· 
    Os que abraçaram com alegria as condições do porteiro· 
    Os que entraram decididos a não voltar atrás· 
    Os que abandonaram muito bem as coisas deste sistema· 
    Pode ser que caiam uma ou outra vez, porém uma ou outra vez se levantaram com muito mais brilho e força

    2 - Para estes não há descanso· 

    Sabem que não podem retroceder· 
    Sabem que não podem dormir· 
    Sabem que a jornada é dura, porém também sabem que a medida que avançam fica mais fácil· 
    Sabem que há perigos, porém também sabem que estes não são nada comparado com as bênçãos recebidas· 
    Vão subindo, sempre subindo, até em cima· 
    Vão deixando o calor de baixo e sentindo o frescor das alturas· 
    Vão se submergindo de um novo ambiente de uma nova vida que se renova sem cessar a medida que vão subindo· 
    São estes somente que chegarão ao final da jornada, os que encontrarão aberta a segunda porta pela qual entrarão nas moradas eternas.

    Comentar
  • Texto

    Grandes Jovens da Bíblia

    Lição 01 - JOSÉ
     
    Quem era José? O livro de Gênesis devota quase trinta por cento dos seus capítulos à vida de José, filho de Jacó. A sua vida foi incomum, pois ele foi vendido para a escravidão no Egito quando tinha dezessete anos, e naquele país ele passou os treze anos seguintes como escravo e na prisão. Tinha apenas trinta anos de idade quando tornou-se governador da maior civilização daquela época. Ali, em terra estranha, casou-se com mulher estrangeira, e viveu e reinou no Egito durante oitenta anos.
     
    José era o filho favorito de Raquel, esposa favorita de Jacó. Este lhe deu uma capa de muitas cores, que indicava para os outros irmãos que Jacó pretendia dar-lhe a primogenitura. Hoje em dia diríamos: “Ele nasceu com uma colher de ouro na boca”. 
     
    Teria riquezas que haveria de herdar, posição e benção; contudo, não foi este o plano de Deus para a sua vida. Leia como Deus permitiu que todas estas cousas ruíssem por terra, e grande humilhação se abatesse sobre ele durante trinta anos, enquanto preparava-o para cousas maiores.
     
    Como era a vida na época de José? Jacó e seus filhos eram pastores ou vaqueiros. Cuidavam de seus rebanhos, criavam suas famílias, e geralmente procuravam servir a Deus. Com a idade de dezessete anos, José foi introduzido ao Egito, que era culturalmente muito mais desenvolvido que Canaã. Sabe-se que toda a arte e ciência da Grécia foram copiadas do Egito. Todavia, a liberdade e os direitos humanos estavam no mais baixo nível. A vida humana tinha pouco valor. A escravidão florescia com todo o vigor. 
     
    Que problemas semelhantes aos nossos José enfrentou? José não foi compreendido pela sua família, era invejado e odiado por seus irmãos. A sua juventude não podia ser suave, em tais circunstâncias. Não lhe foi fácil ser repentinamente degradado da posição de filho mimado de Jacó, para ser escravo na casa de Potifar, no Egito. Ele foi colocado em posição dificílima. Foi sujeito à tentação da esposa do seu senhor.
     
    Hoje em dia, parece que essa tentação é muito pouco diferente. Quando ele foi elevado repentinamente da prisão para o trono, enfrentou a tentação do orgulho e da arrogância, que uma prosperidade assim, súbita, propicia. Mais tarde, ele teve todas as oportunidades de vingar-se dos seus irmãos por causa da traição que eles lhe haviam feito, quando menino. Todas estas tentações e problemas têm derrotado muitos homens, e ainda estão fazendo com que muitos não cumpram a vontade de Deus para as suas vidas, hoje em dia.
     
    Como foi que José resolveu os seus problemas? José tinha fé e dependência básica de Deus (Gênesis 39:4-8; 50:19, 20), que o mantiveram fiel em meio a todas estas circunstâncias e problemas. Quando você lê acerca do perdão que ele concedeu aos seus irmãos, da sua fidelidade em face à adversidade, lembre-se de que foi a sua fé robusta em Deus que fez dele um homem fiel.
     
    A vida e as oportunidades de José foram maiores ou menores do que as nossas? A vida era mais simples naquela época do que agora, mas era mais primitiva e incerta em outros sentidos. São as épocas e circunstâncias que colocam diante de nós grandes oportunidades, pois é Deus que nos dá a oportunidade de realizar grandes feitos em nossas vidas? No caso de José, Deus o ajudou e lhe deu o lugar. Para nós também, Deus é o único que exalta o humilde coração que confia, e abate o orgulhoso e ímpio. Hoje em dia, temos uma oportunidade ainda maior que José, para andar com Deus, pois Ele está derramando do Seu Espírito mais amplamente, nestes dias. 
     
    Leitura designada: Gênesis, capítulos 37 a 50.
     
    Esboço da Vida de José
    1. Seus pais - Gênesis29:31; 30:1, 22-24.
    2. Suas primeiras relações familiares, suas revelações e sonhos – Gênesis37:1- 22.
    3. Vendido como escravo – Gênesis37:23-36.
    4. Escravatura e prisão – Gênesis39 e 40.
    5. Libertado e exaltado – Gênesis41.
    6. Perdão semelhante ao de Cristo - Gênesis42 a 50.
    7. Os seus ossos levados para Canaã quatrocentos anos mais tarde – Gênesis50:24-26; Êxodo 13:19.
     
    Perguntas para Estudo e Discussão
    1. Em Gênesis capítulo 37, note os problemas que a parcialidade paterna suscita em uma família. Se um pai (ou mãe) é parcial em benefício de um dos filhos, que problemas isto suscita?
    2. Descreva como José tornou o mal com o bem.
    3. A família de José o compreendia quando ele era menino e recebia sonhos de Deus? Como podemos entender melhor os membros de nossa família?
    4. Que fez José quando tentado a pecar, pela esposa de seu senhor? Há ocasiões em que fugir é melhor do que lutar?
    5. Você acha que Deus preparou tempos difíceis na mocidade de José, afim de prepará-lo para as grandes bênçãos do futuro?
    6. Se José não tivesse sido vendido para o Egito, mas se lhe fosse permitido continuar como filho mimado e favorito de Jacó, é possível que a predileção de Jacó tivesse destruído o seu caráter de maneira mais eficiente do que as adversidades que ele enfrentou?
     
    Grandes Temas da Vida de José
    Pagar o mal com o bem.
    Como enfrentar da Tentação.
    O valor das Dificuldades.
     
    Versículos para decorar: Gênesis 39:4,5,7,8,; 50: 19-20; 50: 24-26, Êxodo 13:19.
     


     
    Lição 02 - SAMUEL
     
    Quem era Samuel? Mais de mil anos antes do nascimento de Cristo, um jovem cresceu como auxiliar de idoso sacerdote, no Tabernáculo de Israel. Embora a vida no Tabernáculo fosse tão corrupta quanto em todo o resto da nação, aquele jovem, Samuel, aprendeu a conhecer a voz de Deus na sua mocidade, e andou irrepreensivelmente em toda a sua vida, a ponto de chegar a ser um pioneiro espiritual. Ele fundou a linhagem de profetas que iriam tornar-se a única voz verdadeira de Deus para a nação, na perspectiva dos séculos futuros. A corrupção moral que ele testemunhou até na casa de Deus, jamais maculou a sua vida. A maior parte da vida ele serviu tanto como sacerdote quanto juiz. Foi o último dos grandes juizes. 
     
    Chamavam-no juiz itinerante, pois ele fazia um circuito em Betel, Gilgal, Mizpá e Ramá, administrando justiça. Ele preencheu um cargo político na maior parte da vida, sem uma única mancha em sua carreira. Sob sua direção como vidente, ou profeta, formou-se a monarquia, e ele ungiu os primeiros dois reis de Israel, Saul e Davi. 
     
    Como era a vida na época de Samuel? As escrituras registraram que na época dos Juízes “cada um fazia o que achava mais reto”. Ocasionalmente, subvertida a opressão causada por uma nação vizinha, e levava o povo de volta à adoração do Senhor. Geralmente, durante esses períodos, prevaleciam anarquia, iniqüidade e imoralidade de toda espécie. Eram períodos violentos de transição em toda a nação. 
     
    Condições que produziam facilmente os homens mais malignos. Porém, dessa era confusa e degenerada, emergiu Samuel, homem íntegro, que andou diante do Senhor como Seu profeta, durante toda a sua vida.
     
    Que problemas semelhantes aos nossos Samuel enfrentou? Os tempos eram perigosos por causa de freqüentes guerras. Naquela época, como hoje, a ameaça de guerra era como nuvem negra que estava sempre suspensa sobre a nação civilização, como nos tempos de Samuel. A tendência de se conformar com o curso dos eventos afetou até os sacerdotes. Naquela época, como agora, era difícil recusar-se a se conformar e “seguir a multidão em fazer o mal.”
     
    Como foi que Samuel resolveu os seus problemas? Samuel significa “Pedido a Deus”, pois a sua mãe Ana era estéril quando pedira um filho a Deus. Com uma mãe que orava, Samuel parecia destinado a ser um homem de oração durante toda a sua vida. Quando os filhos de Eli eram imorais e cobiçosos no Tabernáculo, Samuel estava aprendendo a voz de Deus, e continuou a ser um homem poderoso em oração durante todos os seus anos. Veja I Samuel capítulos 7, 8 e 12:14-23. Embora ele tivesse nascido para o sacerdócio e fosse de família levítica (I Crônicas 6:33-38). É conhecido melhor como o “profeta de oração”. Todos os problemas, então como agora, têm solução diante do trono de Deus.
     
    A vida e as oportunidades de Samuel foram maiores ou menores do que as nossas? O que é que você acha? É difícil responder com segurança. Samuel viveu como jovem em tempos quando a palavra do Senhor era rara (I Samuel 3:1). A vida naquela época não corria no ritmo de hoje em dia, pois Canaã ainda era uma nação agrícola e pastoril. Se as suas oportunidades de cultura eram menores do que as nossas, ele deve ser recomendado por tê-las aproveitado para aprender dos rolos antigos, e ter-se tornado um juiz tão fiel. As comunicações e os transportes daquela época e de hoje, são dois mundos diferentes, mas lembre-se de que as cidades da época de Samuel (Silo, Betel, Ramá, Jerusalém, Gibea), estavam a uma distância média de apenas oito a dez quilômetros uma da outra. O seu mundo era menor.
      
    Leitura designada: Samuel 1 a 16; 19:18-24: 25:1; 28. 
      
    Esboço da Vida de Samuel
    1. Ele nasceu em resposta à oração – I Samuel 1.
    2. Ele cresceu no Tabernáculo, e foi chamado por Deus ainda menino – I Samuel 2 e 3.
    3. Através de suas orações, os filisteus foram derrotados – I Samuel cap. 4 a 7.
    4. Ele ungiu o primeiro rei – Saul – I Samuel 8 a 10.
    5. Ele pronunciou julgamento sobre Saul. I Samuel cap. l1 a 15.
    6. Ele ungiu a Davi como o segundo rei de Israel – I Samuel 16.
    7. A poderosa escola de profetas de Samuel – I Samuel 19:18-24.
    8. A morte de Samuel – I Samuel 25:1.
     
    Perguntas para Estudo e Discussão
    1. Quanto você acha que Samuel devia à sua mãe, Ana?
    2. A influência e a experiência do menino Samuel no Tabernáculo foi sempre elevado e boa? 
    3. Apresente tantos incidentes de oração na vida de Samuel, quanto puder. Discuta- os.
    4. O que é um “vidente”?
    5. Os profetas são mencionados muitas vezes na Bíblia, antes de Samuel?
      
    Grandes Temas da Vida de Samuel
    O perigo de Indulgência Paterna - I Samuel 2; 8:1-105.
    Obediência Completa - I Samuel capítulo 15.
    Oração na Vida de Samuel – I Samuel 7:5-8; 8:6; 12:17 e 15:1; Salmo 99:6; Jeremias 15:1; Hebreus 11:32-40 
    Samuel – Fiel a Deus em Tempos Maus.
     
    Versículos para Decorar: I Samuel 1:27-28, 2:35; 12:23-24; 15: 22 e 16:7.
     



    Lição 03 - DAVI
     
    Quem era Davi? Aproximadamente três mil anos atrás, um moço tornou-se rei de seu povo, com a idade de trinta e três anos. Ele já havia enfrentado grandes perigos e adversidades, tendo lutado com leões e ursos quando era pastor de ovelhas, e tendo derrotado um gigante filisteu que tinha 2,70 metros de altura, depois do que vivera vários anos como fugitivo e marginal por causa da inveja do seu rei. Esse moço, Davi, ainda bem jovem já era compositor, músico, guerreiro e estrategista militar. Mais tarde, ele iria governar as doze tribos de Israel durante quarenta anos, e expandir o seu reino do Rio Eufrates até às fronteiras do Egito. Reconhecido como o maior rei da história de Israel, ele também é chamado “o doce cantor de Israel”, e nas Escrituras, é chamado profeta de Deus. Acima de todas estas cousas, ele era um homem profundamente espiritual, chamado por Deus, e homem segundo o Seu coração. Ele era intensamente humano, e exibia a ampla gama de expressões morais de que o coração humano é capaz. Ele alcançou as alturas e chegou às profundidades. Davi significa “amado”; era homem belo, embora de pequena estatura; forte, corajoso e prudente no falar.
     
    Como era a vida na época de Davi? Tanto nacional como religiosamente, os tempos eram caóticos. Davi teve pleno contato com a época violenta em que vivia. Lutou com animais selvagens no deserto, enquanto, na qualidade de rapazote, cuidava das ovelhas; lutou nos exércitos de Israel como jovem, e esquivou-se da perseguição do rei invejoso, que deseja matá-lo. Como fugitivo nas montanhas, ele aprendeu a manejar os homens, e tornou-se um líder. A vida era cheia de perigos, e os homens expressavam as suas emoções de maneira primitiva e às vezes violenta. Não obstante, houve maravilhosa revelação e comunhão com Deus na vida de Davi e de Samuel, seu contemporâneo. 
     
    Que problemas semelhantes aos nossos Davi enfrentou? Davi foi ungido para ser o Rei de Israel, quando não passava de um garoto, mas muitos anos se passaram antes que ele se tornasse rei. É difícil os jovens enfrentarem adiamentos e revezes. Porém, muitas vezes, decepções e lutas também são o nosso quinhão. Davi enfrentou estas cousas, e nós também as enfrentamos. Ele constantemente enfrentou um inimigo que era maior que o Golias, que matou quando moço. Esse inimigo era a sua própria natureza carnal. Muitas vezes é difícil fugir “das paixões da mocidade”. 
     
    Como foi que Davi resolveu os seus problemas? Muitas vezes Davi buscava o Senhor em oração e louvor, quer estivesse enfrentando inimigos, concupiscência ou culpa, quer tivesse problemas para os quais não podia encontrar solução. Em momentos de desânimo, está escrito que “Davi fortaleceu-se no Senhor”. Quando lemos os Salmos, muitos dos quais foram escritos por Davi, estamos lendo as orações e louvores de homens que não eram capazes de encontrar escape, nem solução, nem forças, exceto no Senhor.
     
    A vida e as oportunidades de Davi foram maiores ou menores do que as nossas? Quando uma nação está erguendo-se, ou caindo, apresentam-se as grandes oportunidades de fama, riqueza e grandeza. É a hora de crise quem exige um Tiradentes, ou D. Pedro I. Tempos de crise, que tais testemunharam o aparecimento dos profetas do Antigo Testamento. Em uma hora de necessidade assim, surgiu Davi. Não é verdade que hoje nós também estamos vivendo em uma época de crise e de transformação para toda a civilização? Quem pode dizer que esta época não é ainda mais desafiadora do que o tempo em que Davi viveu?
     
    Leitura designada: I Samuel, capítulo 16 até o fim do livro. II Samuel, todo o livro. I Reis 1:1; 2:12. Note que I Crônicas capítulos 10 a 22, e 28 e 29 também tratam da vida de Davi, com algumas poucas variações. 
     
    Esboço da Vida de Davi
    1. O jovem Davi foi ungido Rei – I Samuel, capítulo 16.
    2. O jovem Davi matou Golias – I Samuel, capítulo 17.
    3. A inveja de Saul e o amor de Jônatas – I Samuel, capítulos 18 a 20.
    4. Davi foi fugitivo até a morte de Saul – I Samuel 21-31.
    5. Davi foi feito Rei – II Samuel, capítulos 1 a 7.
    6. Davi edificou e expandiu o reino – II Samuel 8-10.
    7. Davi e Bate–Seba – II Samuel, capítulos 11 e 12.
    8. Os problemas de Davi – II Samuel, capítulos 13 a 21.
    9. Os últimos cânticos de Davi – II Samuel, capítulos 22 e 23.
    10. Instruções finais e morte de Davi – I Reis 1:1; 2:10-12.
     
    Perguntas para Estudo e Discussão
    1. O que mais o impressionou na vida de Davi?
    2. Que lições lhe pareceram mais importantes?
    3. Discuta a versatilidade dos talentos e das façanhas de Davi. 
    4. Para você, qual é a fase mais importante da vida dele: Davi como guerreiro, músico, rei ou profeta?
    5. Você pode indicar como Davi colheu, em seus próprios filhos, o pecado cometido com Bate-Seba?
    6. Como você resume o aspecto espiritual de Davi?
    7. Por que lhe foi negado o grande desejo de edificar um templo para Deus?
     
    Grandes Temas da Vida de Davi
    Inveja – do exemplo da inveja que Saul tinha de Davi.
    Seja um Amigo Verdadeiro – Davi e Jônatas – I Samuel, capítulo 14; 18:1-5; 19:1-7; capítulo 20; 31:2; II Samuel 1:17-27.
    Perdão – Mefibosete – II Samuel, capítulo 9.
    Você não pode esconder o Pecado – II Samuel, capítulos 11 e 12.
    O último Salmo de Agradecimento de Davi, suas Últimas Instruções e Última Oração – II Samuel, capítulos 22 e 23; I Crônicas 29:10-19.
     
    Versículos pra Decorar: I Samuel 16:7; 17:45; 22:2-4, 17-20 e 26-27.
     



    Lição 04 - ESTER
     
    Quem era Ester? Ester era uma bela órfã judia, que viveu na Pérsia durante a época histórica em que o seu povo estava emigrando em ondas sucessivas, de volta a Canaã, saindo do exílio babilônico. Ela, como José no Egito, e como Daniel na Babilônia, foi usada por Deus para livrar o seu povo da aniquilação. Ela preparou o terreno para Esdras voltar a Jerusalém cerca de dezesseis anos depois, e para Neemias reconstruir os muros de Jerusalém, cerca de trinta anos depois. Aquela moça foi usada para mudar a maré da história. A sua beleza, o seu espírito de sacrifício e o seu tato tornaram-na uma arma eficiente na mão de Deus, para evitar o desastre da sua raça. 
     
    A oportunidade de Ester surgiu quando ela ganhou um concurso de beleza realizado com representantes de cento e vinte e sete países e províncias do Império Persa, para eleger uma rainha. Ela casou-se com Assuero (mais conhecido como Xerxes), e viveu com ele até a sua morte, treze anos depois. Ela estava casada com o rei havia cinco anos, quando Hamã conspirou o massacre dos judeus. Depois da libertação deles, Assuero, o poderoso monarca do Império Persa, teve um conselheiro judeu (Mordecai), bem como uma esposa judia.
     
    Como era a vida na época de Ester? Ester e o seu povo eram uma raça minoritária em uma terra estranha. Era um povo desapossado, com limitada liberdade pessoal. O soberano oriental era cruel e opressor. A existência era uma luta diária. 
     
    Que problemas semelhantes aos nossos Ester enfrentou? Ester enfrentou e participou da perseguição do seu povo. Sem dúvida ela foi tentada a ficar em silêncio e escapar à vergonha ou ao prejuízo pessoal. Hoje em dia, os jovens cristãos não gostam de ser escarnecidos ou encarados como “diferentes”. Todos nós enfrentamos uma crise, mais cedo ou mais tarde. Ester era uma jovem que surgiu em uma emergência.
     
    Como foi que Ester resolveu os seus problemas? Ela estava disposta a abandonar a sua posição – e até a sua vida – a fim de salvar o seu povo (Ester 4:13; 5:1-8) e teve a coragem de falar quando chegou a hora, mas com tato e sabedoria. 
     
    As oportunidades de Ester foram maiores ou menores do que as nossas? Como sempre, as “chances” vêm para aqueles que estão dispostos a tirar o melhor partido delas. Hoje, a história de Ester poderia ser re-escrita, mas com graça cristã em vez do desejo de vingança que vemos nos últimos capítulos. Em Cristo, podemos nos elevar a um amor que perdoa os nossos inimigos. 
     
    Leitura designada: O livro de Ester (10 capítulos).
     
    Esboço da Vida de Ester
    1. Ester tornou-se Rainha da Pérsia – Ester – cap. 1 e 2.
    2. A conspiração da Hamá, e sua queda através da estratégia de Ester – Ester capítulos 3 a 7.
    3. Os judeus foram libertados através da intercessão de Ester – Ester 8:1 a 9:16.
    4. A Festa de Purim foi instituída mediante decretos de Ester – Ester 9:17 até o fim do livro. 
     
    Perguntas para Estudo e Discussão.
    1. O nome de Deus é mencionado no livro de Ester? A oração é mencionada? Adoração religiosa é mencionada?
    2. Você acha que a deposta rainha Vastí tinha razão de recusar-se a obedecer às ordens do seu esposo?
    3. Qual era o nome hebraico de Ester? O rei sabia que ela era judia?
    4. Quem eram os pais de Ester?
    5. Ester é uma excelente história. Indique outra história assim curta, no Antigo Testamento.
    6. O que você acha do sentimento de vingança dos judeus?
     
    Grandes Temas da Vida de Ester.
    Grandes crises propiciam a manifestação de Grandeza no Povo de Deus.
    Para uma ocasião como esta - Ester 4:16
    Colhendo o que Semeou – Hamã.
    Três grandes Festas: A Festa de Assuero, a Festa de Ester e a Festa de Purim. 
     
    Versículo para decorar: Ester 4:16.
     


     
    Lição 05 - DANIEL
     
    Quem era Daniel? Daniel foi um dos moços de sangue nobre ou real, que foram levados à Babilônia por ocasião do primeiro cativeiro, durante o reinado de Joaquim (Daniel 1:2). Ele tinha, naquela época, cerca de dezoito anos. Nada se sabe de sua família, mas aquele jovem andou com Deus e tornou-se um dos maiores profetas de todos os tempos. Tornou-se um grande estadista, ocupando essa posição durante mais de setenta anos. Tinha mais de noventa anos de idade quando foi colocado na cova dos leões, por Dario. Quando já estava na Babilônia, havia cerca de quinze anos, embora muito jovem, ele adquiriu tal fama por sua fé e intercessão como profeta de Deus, que Ezequiel o compara, na Palavra de Deus, com Noé e Jó, apresentando os três, como os maiores intercessores de todos os tempos. Leia cuidadosamente Ezequiel 14:13-20. Embora ele tenha enfrentado dificuldades como cativo de guerra, logo na mocidade, ele foi um dos maiores e mais puros caracteres da historia. Como estadista, influenciou as grandes civilizações que começaram uma nova ordem de cousas na história do mundo.
     
    Como era a vida na época de Daniel? A vida de Daniel diferiu da maioria dos seus contemporâneos, pois ele viveu no palácio e foi uma figura pública durante um período de setenta anos ou mais. As tentações, conflitos e pressões se fazem sentir sobre os jovens que servem a Deus em qualquer geração. As invenções modernas e o progresso tem tornado as nossas vidas luxuosas, em comparação com o melhor que os reis antigos possuíam. Pelos menos, Daniel gozou do que havia de melhor em seus dias. 
     
    Que problemas semelhantes aos nossos Daniel enfrentou? A tentação de contemporizar com a ordem mundana é sempre a mesma, bem como a luta íntima entre o espírito e a carne. Nessas batalhas, Daniel foi mais do que vencedor. Em todos os sentidos ele foi um não-conformista, e um homem íntegro. 
     
    A vida e as oportunidades de Daniel foram maiores ou menores do que as nossas? Em muitos sentidos, Daniel parece que enfrentou, por ser cativo de guerra, maiores desvantagens do que nós. Contudo, devemos lembrar que Daniel viveu e participou dos grandes impérios (Babilônico e Persa), que estabeleceram o curso da civilização mundial. Nenhum homem no mundo de hoje poderia ter a influência no futuro da civilização como a que Daniel teve. Nos primórdios da civilização o poder e a influência foram concentrados em uma região, e nas mãos de uns poucos. Isto não pode acontecer hoje. 
     
    Leitura designada: Daniel, capítulos 1 a 6. Os Capítulos 7 a 12 registram as suas visões e profecias. 
     
    Esboço da Vida de Daniel
    1. Daniel recusou-se a se contaminar ou contemporizar – Daniel capítulo 1.
    2. Daniel interpretou o sonho esquecido do Rei Nabucodonozor - Daniel capítulo 2 (como jovem, estando na Babilônia havia apenas três anos).
    3. Os amigos de Daniel passam pela fornalha quentíssima - Daniel capítulo 3 (Daniel estava na Babilônia há 20 anos).
    4. Daniel predisse a insanidade e recuperação de Nabucodonozor – Daniel capítulo 4.
    5. Daniel predisse, na festa de Belshazar, a sua derrota pelos medos e persas – Daniel capítulo 5.
    6. Daniel foi posto na cova dos leões por Dario, Rei da Pérsia – Daniel capítulo 6 (Daniel tinha, então, mais de noventa anos). Não há registro de sua morte. O resto do Livro de Daniel registra as suas visões e profecias.
     
    Perguntas para Estudo e Discussão
    1. Você é capaz de identificar os quatro grandes reinos mundiais descritos no sonho de Nabucodonozor, em Daniel capítulo 2?
    2. Quantos acontecimentos miraculosos você poder encontrar no livro de Daniel?
    3. Descreva os vários aspectos da personalidade de Daniel: “o profeta místico”, “o estadista e conselheiro de reis”, etc.
    4. O que é que os jovens podem aprender do caráter de Daniel, que os inspire a andar com Deus?
    5. Pessoas ocupadas podem, não obstante, ser espirituais?
     
    Grandes Temas da Vida de Daniel
    Firmeza de coração – Daniel 1:8.
    Soberania de Deus sobre as nossas vidas – Daniel 2:47; 4:37; 6:26.
    Milagres na Vida de Daniel.
    Daniel – Homem de oração.
    Liberação Divina dos Fiéis de Deus.
    A Presença de Deus na Tribulação – Daniel capítulo 3.
    Humildade – Daniel 2:49.
    Louvor e Adoração – Daniel 2:20-23.
     
    Versículos para Decorar: Daniel 1:8; 2:44-45: 12:3.
     


     
    Lição 06 - JOÃO MARCOS
     
    Quem era João Marcos? João Marcos foi um jovem do Novo Testamento que fracassou miseravelmente na sua primeira oportunidade de servir a Cristo, porém, mais tarde, recuperou-se tornando-se um maravilhoso ministro da igreja primitiva, e autor de um dos Evangelhos. João Marcos era um cristão da segunda geração. A sua mãe era devota. Muitas vezes, contudo, as crianças podem ser criadas em um lar cristão e freqüentar a igreja, mas não ter, pessoalmente, uma experiência real. O primo de João Marcos, Barnabé, era um apóstolo; todavia, João Marcos desertou a companhia apostólica de Paula e Barnabé, quando as circunstâncias eram adversas. Mais tarde, João Marcos tornou-se o ministro do qual Paulo escreveu: ”me é útil para o ministério”. Sem dúvida, nenhuma derrota precisa ser final ou irrevogável.
     
    Como era a vida na época de João Marcos? Ao lermos os Evangelhos e o livro de Atos, temos um quadro da vida no Império Romano durante o primeiro século da Igreja.
     
    Que problemas semelhantes aos nossos João Marcos enfrentou? João Marcos enfrentou o que todos enfrentamos: a dificuldade interior de resolver os nossos próprios problemas, e não fugir deles. A juventude precisa enfrentar as responsabilidades da vida, bem como inúmeras cousas desagradáveis e difíceis. 
     
    Como foi que João Marcos resolveu os seus problemas? Da mesma forma como devemos resolver os nossos. Se fugirmos deles, precisaremos voltar e enfrentá-los. Algumas vezes é mais difícil enfrentá-los da segunda vez do que da primeira. Se buscarmos em oração a ajuda do Senhor, e se tivermos um amigo fiel como Barnabé ao nosso lado, conseguiremos resolvê-los.
     
    A vida e as oportunidades de João Marcos foram maiores ou menores do que as nossas? João Marcos tinha uma vantagem sobre a maioria de nós outros. Ele pôde ouvir, de primeira mão, os apóstolos e profetas da época neotestamentária. Pôde conversas com os que haviam conhecido pessoalmente ao Senhor Jesus, e ouvido as Suas Palavras, ou haviam sido curados por Ele. Como resultado, João Marcos foi capaz de escrever a maravilhosa história de Cristo, no seu Evangelho. 
     
    Leitura Designada e Esboço da Vida de João Marcos
     

    1. Sua família – Atos 12:12 – filho de Maria, cuja casa era ponto de reunião dos primeiros discípulos. Leia como foi a grande reunião de oração ali realizada em favor de Pedro (Atos 12:1-17). O Apóstolo Barnabé era seu primo (Colossenses 4:10).
     
    2. Talvez ele fosse convertido com a pregação de Pedro – I Pedro 5:13. Este versículo mostra que ele era cooperador de Pedro.
     
    3. Na primeira viagem missionária com Paula e Barnabé, João Marcos desertou e voltou para casa – Atos 13:1-3.
     
    4. Paulo e Barnabé separaram-se na discussão a respeito do fracasso de João Marcos, na primeira viagem, e Barnabé tomou a João Marcos consigo, para ministrar em Chipre – Atos 15:36-51.
     
    5. João Marcos saiu-se bem, e doze anos mais tarde estava cooperando com Paulo em Roma, sendo muito bem recomendado por este – Colossenses 4:10.
     
    6. Mais cinco anos se passaram, e Paulo, esperando o martírio, pedia que João Marcos voltasse para Roma, a fim de ajudá-lo a ministrar; “pois me é útil para o ministério” – II Timóteo 4:11.
     
    7. A tradição diz que João Marcos cooperou com Pedro como seu intérprete em grande parte do seu ministério – I Pe 5:13. Mais tarde, João Marcos escreveu o Evangelho de Marcos. Papias, “pai” (teólogo) da Igreja Primitiva, escreveu: “Marcos tendo-se tornado intérprete de Pedro, anotou cuidadosamente tudo o que lembrou, porém, não em ordem – das palavras e atos de Cristo. Pois ele nem ouviu pessoalmente o Senhor, nem fora Seu seguidor, contudo mais tarde uniu-se a Pedro, que adotava as suas instruções à necessidade na ocasião, mas não ensinava como se estivesse compondo uma narrativa ordenada dos oráculos, dessa forma, algumas cousas, como ele as recordava. Sim, pois tinha um objetivo em mente: nada omitir do que ouvira, e não fazer declarações falsas”. 
      
    Perguntas para Estudo e Discussão.
    1. Você acha que Paulo estava certo ou Barnabé estava certo, na discussão a respeito de João Marcos?
    2. Por que você acha que João Marcos desertou na primeira viagem missionária?
    3. Você acha que os mais velhos muitas vezes esperam demasiado dos jovens, e tornam-se críticos quando estes não conseguem chegar ao nível da sua consagração e de seus ideais?
    4. Você acha que os crentes mais velhos deviam esperar mais dos jovens?
    5. Você preferiria viver nos tempos de João Marcos, ou hoje? Por quê?
     
    Grandes Temas da Vida de João Marcos
    Fracasso, e Segunda Oportunidade.
    Vou ficar caído aqui e perder sangue mais um pouco, e depois levantar-me e lutar um pouco mais.
    Nenhuma derrota precisa ser final; e nenhuma vitória nunca é a derradeira. 
     
    Versículos para Decorar: Marcos 16:15-20; II Timóteo 4: 11. 
     



    Lição 07 - TIMÓTEO
     
    Quem era Timóteo? As últimas palavras registradas do Apóstolo Paulo antes do seu martírio, foram escritas para um jovem chamado Timóteo, a quem ele chamava “meu amado filho”. O pai de Timóteo era grego, e a sua mãe, Eunice, judia (Atos 16:1; II Timóteo 1:5). Ele foi convertido a Cristo ainda moço, pelo ministério de Paulo. Na primeira viagem missionária, o Apóstolo Paulo foi apedrejado em Listra, cidade natal de Timóteo (Atos 14:19-20). Talvez Timóteo tivesse sido testemunha daquele fato. Na viagem seguinte, Paulo visitou Listra outra vez, e levou Timóteo consigo. Desta forma, começou o ministério de um jovem destinado a tornar-se um dos maiores ministérios apostólicos do primeiro século. Foi esse jovem que Paulo ansiou por ver em suas últimas horas. Ele mandou avisar para que ele viesse de Éfeso a Roma para estar com ele naquela hora final de martírio (II Timóteo 4:9). Não sabemos se Timóteo o fez em tempo de estar ao lado do seu pai espiritual, e encorajá-lo na hora da sua gloriosa partida. Nessa ocasião, Paulo disse: “Estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado... somente Lucas está comigo”. Espero que Timóteo tenha chegado em tempo para confortar e encorajar a Paulo, não é?
     
    Como era a vida na época de Timóteo? A Igreja Cristã estava sofrendo perseguições, porém ministérios como Timóteo estavam enfrentando amargos sofrimentos para espalhar o Evangelho por todo o mundo, de maneira maravilhosa. 
     
    Timóteo suportou muita doença física e fraqueza, trabalhando como supervisor (bispo) dos pastores que eram, muitas vezes, homens sem cultura. Não havia templos durante os três primeiros séculos da História da Igreja. A pobreza e o sofrimento dos cristãos primitivos envergonharia a igreja moderna, pois esta se recusa a sacrificar-se por Cristo.
     
    Que problemas semelhantes aos nossos Timóteo enfrentou? Timóteo não apenas sofreu como cristão, mas devemos lembrar-nos de que seu pai era grego e sua mãe judia. Bem cedo em sua vida ele conheceu a aspereza do preconceito. Fazer a vontade de Deus e andar corretamente em um ministério não é fácil em qualquer geração. Os problemas mudam de forma através dos séculos, mas o conflito é o mesmo.
     
    Como Timóteo enfrentou os seus problemas? A grande fé de Timóteo na Palavra de Deus, e a sua intimidade com os grandes ministérios apostólicos, foram provavelmente a influência estabilizadoras em sua vida. Nós também devemos apegar-nos e crer nas Suas promessas. Nós também devemos apegar-nos aos ministérios fortes que Deus levanta para nos fortalecer.
     
    A vida e as oportunidades de Timóteo foram maiores ou menores do que as nossas? Em certo sentido, as oportunidades hoje são semelhantes às daquela época. Timóteo fez parte do primeiro estabelecimento da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Nós estamos na época da restauração da Igreja. Os problemas de ordem eclesiástica são quase os mesmos. A influência de profecia e o ministério através dos dons do Espírito são, hoje, em uma igreja neotestamentário, quase iguais aos daquela época.
     
    Leitura designada: I e II Timóteo; Atos, capítulos 16 e 20.
     
    Esboço da Vida de Timóteo
     
    1. Seu Pai era grego e incrédulo, mas sua mãe Eunice e avó Lóide, eram crentes – Atos 16:1; II Timóteo 1:5, e elas instalaram em Timóteo um maravilhoso conhecimento e fé nas Escrituras - II Timóteo 1:5; 3:14-16.
     
    2. Ele foi convertido a Cristo através do ministério do Apóstolo Paulo - Timóteo 1:2, e recebeu um grande dom espiritual através da imposição das mãos de Paulo sobre ele - II Timóteo 1:6. Recebeu também um dom de Deus quando os presbíteros profetizaram e impuseram as mãos sobre ele – I Timóteo 4:14.
     
    3. Talvez tenham sido exatamente essas profecias – I Timóteo 1:18 – que consagraram Timóteo para acompanhar Paulo na Segunda Viagem Missionária – Atos 16:1-3 – no ano 51 d.C.. Timóteo foi a Troas, Filipos, Tessalônica e Beréia. Demorou-se com Silas em Beréia (talvez porque o povo ali amava tanto a Palavra), até que Paulo mandou que eles fossem logo para Atenas – Atos 17:14-15. Paulo mandou-o de volta para ministrar em Tessalônica – I Tessalonicense 3:6.
     
    4. Timóteo ajudou Paulo a escrever I e II Tessalonicenses (I Tessalonicenses 1:1 e II Tessalonicenses 1:1) e, mais tarde, ajudou-o a escrever II Coríntios (II Coríntios 1:1, 19).
     
    5. Ele foi dirigido e enviado a tarefas ministeriais específicas, por Paulo. Foi a Corinto – I Coríntios 4:17; 16:10. Paulo fala da sua intenção de mais tarde mandar Timóteo outra vez para Filipos – Filipenses 2:19-24.
     
    6. Ele viajou com Paulo para Jerusalém – Atos 20:4 – e ficou ali com ele – Filipenses 1:1; 2:19-22; Colossenses 1:1; Filemon1- estava com ele durante o seu julgamento.
     
    7. Ele possivelmente foi preso com Paulo. Hebreus 13:23 menciona que Timóteo fora solto.
     
    8. Timóteo voltou a Éfeso, para onde Paulo lhe escreveu as duas cartas, recomendando-lhe que voltasse a Roma para estar com ele – II Timóteo 4:9. Será que ele as recebeu em tempo de estar com Paulo na hora de seu martírio?
     
    9. Depois da morte de Paulo, a igreja efésia ficou sob a supervisão de Timóteo, até que ele também seguiu a Paulo no martírio, no reinado de Nerva ou Domício.
     
    Perguntas para Estudo e Discussão
    1. O que mais o impressionou na vida de Timóteo?
    2. Discuta os problemas e dificuldades que Timóteo enfrentou.
    3. Qual era o maior segredo da fé do jovem Timóteo em Deus?
    4. O que é que os jovens mais precisam: companheiros espirituais, ou pais espirituais?
     

    Comentar
  • Texto

    A Epístola aos Romanos é uma resposta completa, lógica e reveladora para a grande pergunta da humanidade em todos os tempos: “Como pode o homem ser justo para com Deus?” (Jó 9.2). A discussão sobre o tema justificação toma o espaço dos capítu

    CARTA AOS ROMANOS, A CHAVE PARA O ENTENDIMENTO DA ESCRITURA
    Todos os reformadores da igreja viam Romanos como sendo a chave divina para o entendimento de toda a Escritura, já que aqui Paulo une todos os grandes temas da Bíblia: Pecado, Lei, julgamento, destino humano, fé, obras, graça de Deus, justificação, eleição, o plano de salvação, a obra de Cristo e do Espírito Santo, a esperança cristã, a natureza e vida da igreja, o lugar do judeu e do gentio nos propósitos de Deus, a filosofia da igreja e a história do mundo, a mensagem do Antigo Testamento, os deveres da cidadania cristã e os princípios de retidão e moralidade pessoal. Romanos nos abre uma perspectiva através da qual a paisagem completa da Bíblia pode ser vista e a revelação de como as partes se encaixam no todo se torna clara.

     

     

    TEMAS

     

    A Epístola aos Romanos é uma resposta completa, lógica e reveladora para a grande pergunta da humanidade em todos os tempos: “Como pode o homem ser justo para com Deus?” (Jó 9.2). A discussão sobre o tema justificação toma o espaço dos capítulos 1 ao 5. A base dos argumentos de Paulo é a longânime, infalível e eterna justiça de Deus.

     

     

    O tema fundamental de Paulo em Romanos é o evangelho básico: o plano de Deus para salvação e justificação de toda humanidade, judeus e gentios indiferentemente (Rm 1.16-17). Embora a justiça pela fé tenha sido apresentada como o tema principal por alguns estudiosos, parece que o tema que corresponderia de forma mais ampla e satisfatória a mensagem do livro, seria “A Justiça de Deus”, que englobaria:

     

    • JUSTIÇA DE DEUS
    • GRAÇA DE DEUS,
    • JUSTIFICAÇÃO,
    • FÉ,
    • SANTIFICAÇÃO,
    • SALVAÇÃO,
    • ADOÇÃO,
    • PREDESTINAÇÃO.

     Qual a interpretação de cada um desses temas? É importante saber para poder entender um pouco mais dessa maravilhosa epístola.

     

    JUSTIÇA DE DEUS?

    “para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus”. (Rm 3.26). 

    Desde que o homem pecou que Deus se dispôs a salvá-lo. Para poder salvar o homem, Deus deveria agir de uma maneira que combinasse e se ajustasse com sua própria divindade e justiça. Ou seja, O Senhor não poderia fazer algo que contrariasse sua natureza, seu método e sua maneira de ser justo. Por isso a salvação é algo que está além de nossa imaginação e compreensão.

     

    Para salvar o homem, Deus agiu de modo excelente. Qual é o método, então usado por Deus para que o homem seja salvo de maneira justa? Que método há que se compare com a dignidade de Deus? É fácil ser salvo, mas é difícil ser salvo justamente. É por isso que a Bíblia fala muito sobre a justiça de Deus.

     

    O QUE É JUSTIÇA DE DEUS?

    A justiça de Deus é o modo Dele agir. O amor é a natureza de Deus. A santidade é a disposição de Deus. E glória é próprio ser de Deus. A justiça, no entanto, é o proceder de Deus. É pela justiça que Deus age, ou seja, os seus métodos são baseados na sua justiça. Uma vez que Deus é justo, conforme afirma o salmista “Deus é um juiz justo, um Deus que sente indignação todos os dias” (Sl 7.11), Ele não poderia simplesmente salvar o homem conforme o desejo do seu coração amoroso. Mas tudo que Deus faz, até mesmo a salvação do homem, é segundo a sua justiça, de acordo com o seu proceder, o seu próprio padrão moral.

     

    Não existe dúvida quanto ao amor de Deus pela humanidade. Ele é cheio de amor para conosco, e deseja muito nos salvar, mas Ele também deseja fazer isso legalmente. Veja que coisa maravilhosa: o amor de Deus é limitado por sua justiça. Deus não pode agir contrariamente a si próprio e declarar irresponsavelmente que os nossos pecados estão apagados, que tudo está bem, e que podemos nos considerar livres. Se Deus nos perdoasse de maneira irresponsável, que lei, que justiça, que verdade regeria o universo? É a justiça de Deus que equilibra o mundo, senão a maldade que já é grande entre os homens seria insuportável. Não haveria ninguém que fizesse o bem, já que não haveria punição eterna para as maldades cometidas. Não tenha dúvidas, muita gente vive uma vida de integridade, por desejar agradar a Deus.

     

    Para Deus, não foi uma questão fácil nos salvar sem violar a sua justiça. O apóstolo Paulo recebeu a revelação de Deus para nos dizer como foi que o Senhor tratou especificamente desse problema: “ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3.25-26).

     

    Deus enviou seu Filho Jesus para nos redimir de nossos pecados, sendo Cristo feito nossa propiciação. Assim Jesus resolveu de uma vez por todas, o problema do pecado. A obra redentora na cruz foi cumprida e a ressurreição confirmou que a solução é de fato, verdadeira.

     

     

     

    GRAÇA DE DEUS

     

    Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, abundou para com muitos” (Rm 5.15). 

    O que é graça? A palavra “graça” significa originalmente “beleza” ou “comportamento apreciado”. Ela foi mais tarde usada para indicar qualquer favor concedido a alguém, especialmente quando quem o recebe não fez por merecer. Os escritores bíblicos tomaram de empréstimo esta palavra e sob a orientação de Deus, a revestiram de um novo significado; de modo que no Novo Testamento ela em geral indica perdão de pecados concedido inteiramente pela bondade de Deus, em separado de qualquer mérito por parte da pessoa perdoada. A graça abençoa o homem em face de toda a sua falta de mérito, é demérito positivo.

     

    A graça não é apenas algo expresso por Deus. É uma expressão do que Ele é. “A graça é a atitude por parte de Deus que tem origem nele mesmo, não sendo absolutamente condicionada por qualquer coisa nos objetos do seu favor”. O Dr. Henry C. Mabie é citado por ter dito “A graça é um benefício comprado para nós no tribunal que nos considerou culpados”.

     

    A definição mais simples de graça é: “Deus nos dá o que nós não merecemos”.

     

    JUSTIFICAÇÃO

     

    sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24). 

    A justificação se refere à posição do cristão diante de Deus. Por sua natureza o homem é um transgressor da Lei de Deus: “Como está escrito: não há justo, nem um sequer” (Rm 3.10). Na regeneração o homem recebe uma nova vida e uma nova natureza. Na justificação, uma nova posição diante de Deus.

     

    Justificação é um termo forense que descreve o pecador diante do tribunal de Deus para receber a sentença de condenação devido seus delitos. Mas ao ser pronunciada a sentença, o homem é judicialmente absolvido das acusações que lhe pesavam, sendo declarado a partir daquele momento justo. O declarante é Deus.

     

    Portanto, por justificação, entende-se ato pelo qual Deus declara justa uma pessoa que a Ele se chega por meio da pessoa de Jesus, único mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5).

     

    O uso do verbo “justificar” nas Escrituras Sagradas indica que a justificação é uma declaração legal da parte de Deus. Justificação era um processo bem conhecido no mundo antigo. Conferia-se uma pedrinha branca a um homem que sofrera um processo e fora absolvido, e como prova levava consigo então a pedra para provar que não cometera o crime que lhe imputara.

     

    No Novo Testamento, o verbo “justificar”, tem uma variedade de significados, mas um sentido muito comum é “declarar justo”. Observe que o pecador não é justo, mas “declarado” justo com base em sua fé no sacrifício substitutivo de Jesus: “sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus” (RM 3.24-26).

     

    Na declaração legal de justificação por parte de Deus, o Senhor declara especificamente que somos justos à sua vista. Isto significa que aqueles que foram justificados não possuem dívida nenhuma a pagar pelos pecados, incluindo pecados do presente, do passado e do futuro, pois, “e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz” (Cl 2.14).

     

    Portanto não existe nenhuma acusação ou condenação, como está escrito: “Agora pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Nesse sentido, ao justificar o pecador, Deus o coloca na posição de um justo, ou seja, como se ele nunca tivesse pecado.

     

     

     

     

    Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da Lei” (Rm 3.28). 

    Muitos eruditos bíblicos creem que a Bíblia não dá uma definição real e completa de fé. Todos concordam, porém, que Hebreus 11.1 é provavelmente a passagem que mais se aproxima dessa definição: “Ora, a fé é o firme fundamento das cousas que se esperam, e a prova de coisas que se não veem.” O valor deste versículo como uma definição de fé é mais evidente quando examinamos de perto o uso de várias palavras. A fé é dita como sendo firme fundamento. “Fundamento” refere-se àquela relação da nossa esperança. Ter fé não significa andar às apalpadelas no escuro, mas convicção firme, nascida de amor e da relação comprovada de que a Palavra de Deus revelada é verdadeira. A fé é mais que uma simples esperança; ela é fundamento, termo que no terreno legal era traduzido como “direito de posse”. Aquele que crê divinamente, em cujo coração o amor significa persuasão, tem o “direito de posse” à plena provisão de Deus. A fé é uma convicção quando se aplica ao que é invisível. As realidades do reino de Deus são por natureza realidades invisíveis, isto é, invisíveis ao olhar natural, visível para quem tem fé. A fé é a faculdade que permite que as coisas espirituais sejam percebidas como sendo reais, e capazes de serem realizadas. O indivíduo que possui fé, tem olhos para o que é espiritual. Para o cristão a fé é “evidência” real. Ele não necessita de qualquer outra evidência a fim de proceder de acordo com a vontade revelada de Deus. No grego clássico, a palavra para evidência é muitas vezes traduzida como “prova”. A fé é um “fundamento” e uma “prova”.

     

    SANTIFICAÇÃO

     

    Mas agora, libertos do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna” (Rm 6.22). 

    A santificação é obra do Espírito Santo na vida do cristão, e tem três estágios. Essa obra é tanto instantânea como gradual. Inclui a obra transformadora do Espírito no coração do cristão, pela qual ele se torna moral e espiritualmente santo, como Deus é santo. Esta é a purificação inicial que ocorre no momento do novo nascimento, conhecida como santificação. Um segundo momento inclui o processo de transformação, quando o Espírito Santo vai convencendo e transformando o crente à semelhança de Cristo até a glorificação no céu, como está escrito: “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Co 3.18).

     

    1 - O INÍCIO DA SANTIFICAÇÃO

    No momento em que a pessoa nasce de novo, ocorre uma mudança moral e espiritual, definida como regeneração. Nesse momento diz-se que a pessoa foi santificada, tornou-se santa. É a santidade posicional, ou seja, a santidade de Jesus é atribuída ao crente. Pode ser que ainda não seja santo em sua conduta diária, mas a santidade de Jesus lhe é imputada quando ele crê em Cristo. As Escrituras dizem: “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (1 Co 1.30).

     

    No momento que recebem a salvação, os cristãos são chamados de santos, independente de seus méritos. Paulo ao escrever aos coríntios, disse: “A igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1 Co 1.2).

     

    Numa leitura da primeira epístola de Paulo aos Coríntios evidenciará que não era uma igreja perfeita, mas sim cheia de problemas. Seus membros são chamados de carnais por Paulo, além de cometerem inúmeros pecados graves, mesmo assim Paulo inicia a carta os chamando de “santificados em Cristo Jesus”.

     

    2 – O PROCESSO DE SANTIFICAÇÃO

    Ainda que o Novo Testamento fale sobre o começo definido da santificação, também tem a vê como um processo que continua por toda a nossa vida cristã. João escreveu “O justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap 22.11).

     

    Segundo escreveu Paulo aos Romanos, eles tinham sido libertos do pecado e estavam “mortos para o pecado, mas vivos para Deus” (Rm 6.11). Por outro lado, o apóstolo reconheceu que o pecado permanecia ainda na vida dos cristãos de Roma e, por essa razão escreveu: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como revividos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça” (Rm 6.12-13).

     

    Paulo reconhece que os cristãos foram santificados, no sentido de que a santidade de Cristo lhes fora imputada, porém devem desenvolver a santidade até alcançarem a estatura do varão perfeito, porque “aquele que começou a boa obra em vós há de completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).

     

    3 – SANTIFICAÇÃO COMPLETA E FINAL

    Embora sejamos cristãos, o pecado ainda permanece em nosso coração. Não há promessa na Bíblia de que o cristão irá nesta vida chegar um dia a não pecar mais. Por isso a nossa santificação nunca será completa neste mundo.

     

    A santificação completa e final com a abolição total e final do pecado, só acontecerá de duas maneiras na vida do cristão: pela morte ou pelo arrebatamento. Depois de um desses eventos será impossível o pecado alcançar o crente.

     

    Pela morte - o autor de Hebreus diz que quando entrarmos no céu, chegaremos à “igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.33).

     

    Com o arrebatamento - o nosso corpo será glorificado. É o que diz a Bíblia em Filipenses 3.20.21 “Aguardando o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória...”.

     

    SALVAÇÃO

     E isso fazei, conhecendo o tempo, que já é hora de despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando nos tornamos crentes” (Rm 13.11). 

    Na Bíblia a palavra salvação tem vários significados, mas na epístola aos Romanos Paulo está tratando da salvação espiritual, que Deus providenciou por intermédio de Jesus Cristo. Refere-se a salvação mediante a fé em Jesus. Uma vez arrependido o homem passa a fazer parte da família de Deus, recebendo filiação divina.

     

    A ideia de salvação está bem definida nas epístolas paulinas, onde o vocábulo salvação é usado de forma geral, abrangendo, ao mesmo tempo, o passado (a cruz e a ressurreição), o presente, quando nos une a obra geral de Cristo, e o futuro escatológico.

     

    ADOÇÃO

    "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!" (Rm 8.15). 

    A adoção, como doutrina, é uma fase da nossa salvação raramente enfatizada. Todavia, trata-se de uma grande verdade que todo crente deveria compreender e dela apropriar-se. A palavra “adoção” é usada exclusivamente por Paulo em suas epístolas. Ela ocorre três vezes na carta aos Romanos. Uma vez o termo é aplicado a Israel como nação: “São israelitas, Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas” (Rm 9.4). Em outra passagem Paulo a emprega para referir-se à plena realização de nossa experiência na segunda vinda do Senhor: “Igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção de nosso corpo” (Rm 8.23). E outra vez fala dela como um fato presente na vida do cristão: “Porque não recebestes o espírito de escravidão para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseado na qual clamamos: Aba Pai” (Rm 8.15).

     

    DEFINIÇÃO

    É importante compreender que a maneira pela qual Paulo usa a palavra não tem virtualmente nada em comum com o uso feito pela sociedade hoje. Segundo o costume humano, a adoção é um meio pelo qual um estranho pode tornar-se membro de uma família.

     

    A palavra “adoção” significa, portanto, literalmente, “aceitar como filho”. O cristão depois de tornar-se filho de Deus através do novo nascimento, é imediatamente promovido a uma posição de maturidade, sendo estabelecido como filho adulto, mediante este reconhecimento de adoção. Não há desse modo um período de infância na esfera da responsabilidade cristã. Deus dirige o mesmo apelo à santidade e ao serviço a todo cristão, sem levar em conta o tempo decorrido desde a sua salvação. Ninguém tem prioridade por ter entrado na família de Deus há mais tempo. Veja a parábola dos trabalhadores (Mt 20.1-16).

     

    RESULTADOS DA ADOÇÃO

    1 - Recebemos o testemunho do Espírito Santo. Ele dá testemunho de nossa qualidade de filhos : “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16). “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8.14).

     

    2 – Libertos do medo. “Porque não recebestes o espírito de escravidão para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção” (Rm 8.15). Não mais seremos escravos da Lei “De maneira que a Lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas tendo vindo a fé, já não permaneceremos subordinados ao aio” (Gl 3.24-25). O Espírito Santo, habitando em nosso espírito, torna a consciência da aceitação divina real que todo o medo desaparece.

     

    3 – Herdeiros e co-herdeiros com Cristo. “e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.17). A criança pode ser herdeira de seus pais, mas até que alcance a maioridade não recebe a herança. Ao tornar-se maior a herança passa a ser sua. “Ora, digo que por todo o tempo em que o herdeiro é menino, em nada difere de um servo, ainda que seja senhor de tudo; mas está debaixo de tutores e curadores até o tempo determinado pelo pai. Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos rudimentos do mundo; mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, para resgatar os que estavam debaixo de lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Portanto já não és mais servo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro por Deus” (Gl 4.1-7).

     

    Inúmeros filhos remidos do Senhor não compreendem a sua herança e agem como escravos em lugar de filhos. Na parábola do filho pródigo, o irmão mais velho queixou-se ao pai: “Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com meus amigos; vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu” (Lc 15.29-31). Vamos começar a gozar de nossa herança em Cristo Jesus desde agora. Comece festejando todo dia seu direito à morado na pátria celestial.

     

    PREDESTINAÇÃO (ELEIÇÃO)

    "Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" (Rm 8.29). 

    A doutrina da eleição é uma das mais controvertidas de toda a teologia. Através de séculos ela vem dividindo os cristãos em vários campos. Alguns livros sobre teologia sistemática nem sequer ensinam este assunto, para evitar entrar nessa controvérsia.

     

    Ela tem sido apresentada de maneira tão extremista que faz parecer que os eleitos serão inevitavelmente salvos, sem levar em conta sua resposta a pregação do evangelho e seu estilo de vida. Por outro lado, os escolhidos para se perderem, padecerão eternamente, não sendo levado em conta qualquer empenho em aproximar-se de Deus mediante a fé em Cristo.

     

    Esta posição radical baseia-se nas doutrinas chamadas de:

    - Eleição incondicional: entende que os eleitos são escolhidos completamente em separado de qualquer arrependimento e fé da parte deles;

    - Expiação limitada: diz que Cristo não morreu por toda humanidade, mas apenas por aqueles a quem Ele escolheu.

     

    Ela se apoia também no ensino de que a chamada geral de Deus para os homens se entregarem a Cristo não é um “chamado geral”, mas Ele só “chama verdadeiramente” aqueles a quem elegeu previamente para salvação. Foi mostrado nas Escrituras que Jesus morreu por toda a humanidade. Ele chama todos os cansados e sobrecarregados para se aproximarem dele (Mt 11.28).

     

    A eleição é um ato soberano de Deus porque, por ser Deus, Ele não tem de consultar nem pedir opinião de quem quer que seja. Desde que a Escritura ensina que a eleição aconteceu “antes da fundação do mundo” (Ef 1.4), então, não havia ninguém a quem Deus pudesse consultar. Todos os homens pecaram e são culpados diante de Deus, portanto, Ele não se achava sob qualquer obrigação de salvar ninguém.

     

    A eleição é um ato da graça de Deus, em vista da mesma razão. Toda a humanidade pecou e não merece coisa alguma além da condenação. O homem pecador não pode fazer nada por si mesmo, a fim de ser considerado digno de salvação. Assim sendo, qualquer oferta de vida eterna deve ser pela graça.

     

    A salvação é em Cristo, porque só Ele poderia prover a justiça de que o homem necessitava. Deus não pode escolher o homem em si, de modo que o escolheu em Cristo: “E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou” (Rm 8.28-30).

     

    Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos peregrinos da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia. Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, na santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas” (1 Pe 1.1-2).

     

    Devemos distinguir claramente entre a presciência de Deus e a predestinação. Não é certo dizer que Deus previu todas as coisas porque arbitrariamente decidiu fazer no futuro com que elas ocorressem. Deus em sua presciência, vê os eventos praticamente como vemos o passado. A presciência não muda a natureza dos eventos futuros mas do que o conhecimento posterior pode mudar um fato histórico. Existe uma diferença entre o que Deus determina executar e o que Ele simplesmente permite que aconteça.

     

    Poucos dos que defendem o conceito da “eleição incondicional” ensinariam que Deus é a causa eficiente do pecado. Praticamente todos concordariam em que Deus simplesmente permitiu que o pecado entrasse no universo, e todos admitiriam que Ele previu que entraria antes de ter criado qualquer coisa. Se então, Deus pôde prever que o pecado entraria no universo sem decretar efetivamente que entraria, Ele pode então prever também como os homens agirão sem decretar como eles vão agir?

     

    Efésios 1.3-5 torna bem claro que os crentes são escolhidos em Cristo Jesus: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo; como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade”.

     

    Ao escolher os que são seus “em Cristo”, Deus não estava olhando para o homem em si, mas como ele é em Cristo. Os que foram escolhidos são aqueles que estavam em Cristo, pela sua presciência Deus já os viu quando fez a escolha. Os que estão em Cristo são pecadores que creram no sangue redentor de Jesus Cristo, através do qual eles foram unidos a Ele, como membros do seu corpo.

-->

Comentar
Avançar
Fechar

Enviar esse post por e-mail:

Enviar
OK

Não foi possivel mandar o email

OK

OK
OK